Foi muito bom ver bastante gente engajada no #SOPAblackoutBR tirando os sites e blogs do ar, protestando no twitter, facebook, etc. O dia 18/01/12 foi o dia D do protesto, mais não podemos baixar a guarda. Os projetos ainda irão para votação nos EUA e temos de ficar de olho nos acontecimentos, vários senadores dos EUA se posicionaram contra os projetos após os protestos mais ainda ha muito o que fazer. Sem falar que ainda temos no Brasil um projeto tão nocivo quanto o #SOPA, trata-se do projeto do Senador Azeredo que chamamos de Ai5Digital e esse teremos de ter cuidado redobrado em nosso país. Parabéns a todos que participaram e continuemos a luta.
Blackout contra o #SOPA e #PIPA
Written by Alessandro Moura on janeiro 19th, 2012BLACKOUT NA INTERNET!!!
Written by Alessandro Moura on janeiro 17th, 2012
NESTA QUARTA, DIA 18/01, PROTESTE CONTRA AS
TENTATIVAS DE CENSURA E BLOQUEIO DA INTERNET
TIRE SEU BLOG DA REDE DAS 8HS ÀS 20HS
A INDÚSTRIA DO COPYRIGHT QUER APROVAR DUAS LEIS NO CONGRESSO NORTE-AMERICANO
(SOPA E PIPA) QUE VISAM IMPEDIR A LIBERDADE DE EXPRESSÃO, CRIAÇÃO E RECOMBINAÇÃO SOB O ARGUMENTO DE COMBATER A PIRATARIA.
Veja o tutorial: como tirar seu blog da rede.
Wikipedia anuncia adesão ao BLACKOUT, leia as razões AQUI.
Blog MEGA NÃO detalha o protesto contra a censura na rede.Leia!
ESTE BLOG FICARÁ FORA DA REDE NO DIA 18/01/2012 FAÇA O MESMO e participe do movimento!
O que é o SOPA (Stop Online Piracy Act) e porque ele é tão perigoso.
Written by Alessandro Moura on janeiro 16th, 2012
A entrevista abaixo foi publicada no Blog do Zé Dirceu e explica o que é o projeto de lei chamado Stop Online Piracy Act (SOPA) que está para ser votado na Câmara dos Deputados dos Estados Unidos. No próximo dia 18/01, o Reddit está chamando um black out na rede para protestarmos contra a possibilidade de censura e de bloqueio aos sites pelas autoridades norte-americanas. Aqui, no Trezentos, vamos começar uma grande campanha contra os projetos SOPA e PIPA. A entrevista abaixo ajuda a esclarecer o que está em jogo.
Qual é o conteúdo desse projeto de lei? Por que é tão polêmico?
[ Sérgio Amadeu ] O SOPA, apresentado em outubro de 2011 na Câmara dos Deputados dos EUA, é praticamente um complemento do Protect IP Act (PIPA), apresentado quatro meses antes no Senado norte-americano. As duas propostas legislativas visam bloquear o acesso a sites e aplicações na Internet que sejam consideradas violadoras da propriedade intelectual norte-americana. A indústria do copyright percebeu que os principais buscadores, provedores de conteúdo e redes sociais online estão sediadas nos EUA. Por isso, acreditam conseguir no ciberespaço algo semelhante ao bem sucedido bloqueio econômico à Cuba.
Na prática, o que acontecerá se ela for aprovada?
[ Amadeu ] Nenhuma empresa sediada nos EUA poderá permitir o acesso a um número de IP (ou seja, do protocolo de internet) ou a um domínio de um site acusado de “roubar” imagem, vídeo, música, texto ou software de cidadãos ou corporações norte-americanas, sob pena de ser considerado um verdadeiro cúmplice. Mais do que aplicar a técnica chinesa do bloqueio aos endereços dos sites, a lei exige que, em cinco dias, todas as referências a estes sites sejam apagadas. Isto quer dizer que se meu blog for acusado de violar o copyright de algum americano, o Google e o Yahoo serão obrigados a deletar todas as referências a ele. Também a Wikipedia deverá suprimir todos os links que teriam para o meu blog, mesmo que os enlaces tratassem de outro tema.
Além disso, são completamente impeditivos os custos para se recorrer na Justiça norte-americana dessa ação de bloqueio administrativo. O pior é que os dois projetos de lei visam controlar a criatividade e a inovação também na área de aplicações na rede. Imagine se a Microsoft acusar o WordPress de violar determinadas patentes de software (que são aceitas nos EUA). Como ficarão os blogs que usam a plataforma wordpress em todo o planeta? Certamente terão seus IPs bloqueados em solo americano e os mecanismos de busca deverão suprimir qualquer link que os indique.
Qual o impacto disso para a rede como um todo?
[ Amadeu ] Se o SOPA e o PIPA forem aprovados, será a primeira grande derrota da cultura da liberdade diante da cultura da permissão e do vigilantismo. Será um grande retrocesso para a criatividade e para a inovação da comunicação em rede. A Internet poderá ser afetada nos seu sistema de DNS (sistema de nomes de domínio) e isto poderá alterar profundamente a sua dinâmica. Por isso, enquanto lutamos contra os traficantes do copyright, temos que utilizar a estratégia das comunidades de software livre. É preciso pensar e construir também novas tecnologias de rede que possam anular a truculência do Estado norte-americano. Resistir, mobilizar, denunciar, sem esquecermos que, talvez, o decisivo seja hackear. E vale lembrar que hackear é hipertrofiar. Borrar as fronteiras dos inimigos da liberdade. Elevar ao extremo seus absurdos. Não têm nada a ver com crackear, roubar e invadir. Um exemplo é o plano para lançar o primeiro satélite hacker (leia mais https://twitter.com/#!/samadeu/status/153940138530062336 ).
Quais são os interesses por trás da lei?
[ Amadeu ] Esta medida é defendida por membros do Partido Republicano e do Partido Democratas que querem subordinar todos os direitos sociais e culturais ao enrijecimento e extensão da propriedade intelectual. São lobistas de associações como a MPAA (indústria cinematográfica), RIAA (indústria fonográfica), BSA (Business Software Aliance) que articulam deputados e senadores para apoiar tais medidas que são consideradas anti-constitucionais por diversos analistas. Todavia, os deputados defensores do SOPA e do PIPA defendem que tais medidas não se aplicam em território americano, são para bloquear sites fora de sua jurisdição, portanto, não fere a Constituição. Por trás dessas propostas está a certeza de que não adianta atuar contra o usuário da Internet, pois esse não acredita que compartilhar música, textos e vídeos seja uma atividade criminosa. Por isso, querem atuar na própria infraestrutura de conexão e de provimento de acesso da rede.
Há reação dos movimentos sociais?
[ Amadeu ] Há uma grande reação nos EUA contra o SOPA e o Protect IP Act. O principal articulador da luta contra o bloqueio da Internet é a Electronic Frontier Foundation. Ativistas do mundo inteiro se mobilizam contra essas medidas. Organizações sem fins lucrativos, tais como a Wikipedia e a Mozilla Foundation se mobilizam igualmente junto com corporações como o Google e o Yahoo. No Brasil, os ativistas da liberdade na Internet que lutam contra o AI-5 Digital se mobilizam desde o ano passado para denunciar o SOPA. Diversos blogueiros também têm denunciado essas investidas que visam censurar e bloquear a rede. Existe até um aplicativo para celulares Android (veja) que permite o usuário identificar as empresas que apóiam o SOPA, conforme tenho relatado no Twitter ( http://twitter.com/samadeu ).
Leiam também “EUA: estado totalitário e militar” de Miguel Urbano Rodrigues publicado em ODiário.info e “Projeto dos EUA quer censura mundial na web“, de Sérgio Amadeu, publicado no portal A Rede.
Entenda os problemas do SOPA para o Brasil e o mundo
Written by Alessandro Moura on janeiro 16th, 2012SOPA, Protect IP e e-parasites são projetos de lei que estão tramitando no congresso Americano. SOPA significa “Stop Online Piracy Act”, e estabelece o uso no território Americano de um mecanismo de censura sobre a Internet semelhante ao utilizado em países como a China, Irã e Síria, com a desculpa de coibir a pirataria online, ou seja, pretendem combater práticas sociais que historicamente utilizamos para ter acesso alternativo à qualquer obra cultural: trocar, compartilhar, emprestar… tal qual sempre ocorreu nas Bibliotecas.
O SOPA não afetará apenas os Estados Unidos, pois o país alem de concentrar a maior parte da infra-estrutura da rede, concentra quase todos os serviços e sites que utilizamos diariamente, e que podem ser afetados tais como Youtube, Facebook, WordPress, Google, Gmail, Twiiter, e muitos outros. Temos de lembrar também que muitos sites são hospedados nos EUA, mesmo sem ter TLD americano e outros fora dos EUA com TLD americano como (.com, .net, .org) em ambos os casos o site estará debaixo da legislação Americana.
SOPA também prevê instrumentos para bloquear os serviços de publicidade e pagamento online sob a jurisdição dos EUA, impactando qualquer site no mundo, apenas com base em uma denuncia de suspeita,e sem ordem judicial.
Os problemas não acabam por ai, o SOPA afetará profundamente a liberdade de expressão na Internet, todos os sites se verão obrigados a aplicar mecanismos de auto-censura, e filtrar toda atividade online de seus usuários para evitar serem bloqueados.
O que diz a lei (SOPA)
Quando um site for denunciado, todos os demais sites que tenham “relacionamento” com ele e não queiram sofrer as conseqüências legais terão cinco dias para:
- ISP: Deverão bloquear os seus DNS (impedindo o acesso ao domínio)
- Serviço de hospedagem: Deverão bloquear o acesso ao site
- Publicidade: Deverão bloquear a publicidade
- Serviços de pagamento: Deverão congelar os fundo
- LInks : Deverão ser removidos links ao site
Efeitos colaterais
Muitas tecnologias (como a rede anônima “TOR”, os DNS alternativos, as redes P2P e os proxys VPN) que permitem a navegação e/ou distribuição de informações anônimas e sem censura, e que são fundamentais para muitos ativistas e organizações políticas em todo o mundo, basicamente se verão ilegais de um dia para outro.
Os provedores de Internet, email, blogs gratuitos, mensageiros instantâneos e redes sociais serão forçados a espionar todo conteúdo publicado por seus usuários em busca de material não autorizado e eventualmente bloqueá-los.
Todas as tecnologias inovadoras nasceram de alguma forma da “pirataria”: O Cinema x as patentes, a indústria fotográfica x seus interpretes, o radio x a industria fonográficas, o vídeo cassete x cinema, a TV a cabo x TV aberta. Todas operaram em áreas de incerteza jurídica, até as leis se adaptaram ao novo, sem tentar muda-lo. Um marco legal restritivo e antiquado como o que se quer impor agora sufocaria muitas das novas ideias e sem duvida sufocará as próximas grandes ideias.
As comunidades online, em especial as comunidades colaborativas que são o fenômeno da Internet que afetam mais profundamente a nossa sociedade, ou seja, desde a esfera cultural, política, social até a econômica. O bloqueio de sites e tecnologias a serviço destas comunidades irá em muitos casos impedida-las de continuar existindo.
O Brasil e o SOPA
No Brasil estamos ha anos lutando contra o o AI5Digital (PL 84/99) e a favor do Marco Civil da Internet (PL 2126), tem sido uma luta incansável. Todo este esforço pode ser perdido com a aprovação do SOPA, pois junto com a lei Sinde na Espanha e Hadopi na França, ele pode ser um terrível instrumento de pressão para que o Brasil e demais países adotem legislações semelhantes. É importante lembrar que a Lei Sinde que aparentemente havia sido brecada por ativistas Espanhois, foi aprovada logo no inicio do novo mandato sob grande pressão Americana, e que o AI5Digital, que fora congelado em 2008 voltou a tona no inicio deste ano com grande pressão para aprovação. Não podemos descansar nenhum minuto!
Este texto é uma tradução livre e adaptada do Infográfico disponível no site Direito de ler, saiba mais lendo a entrevista com o Sérgio Amadeu.
SOPA Blackout Brasil
Written by Alessandro Moura on janeiro 16th, 2012
No dia 18/01/12 diversos sites, blogs e coletivos irão aderir ao #SOPABlackoutBR da forma que for possível. O ideal é que o site fique fora do ar por 12h (de 8h as 20h), para que as pessoas sintam realmente como seria terrível deixar de ter acesso ao site caso ele seja bloqueado pelo SOPA. O período de tempo e o fato de ficar totalmente fora do ar fica a critério de cada um.
Objetivo
Mostrar às autoridades Brasileiras e grandes grupos econômicos a posição da sociedade Brasileira em relação ao SOPA e demais práticas, normas, medidas judiciais e leis que ameaçam a liberdade na Internet, e aproveitar a oportunidade para expor as ameaças locais.
Por que aderir?
O SOPA apesar de ser um projeto de lei Americano, não afetará apenas os Estados Unidos, pois o país concentra quase todos os serviços e sites que utilizamos diariamente, e que podem ser afetados tais como Youtube, Facebook, WordPress, Google, Gmail, Twiiter, e muitos outros. Temos de lembrar também que muitos sites são hospedados nos EUA, mesmo sem ter TLD americano e outros fora dos EUA com TLD americano como (.com, .net, .org) em ambos os casos o site estará debaixo da legislação Americana.
SOPA também prevê instrumentos para bloquear os serviços de publicidade e pagamento online sob a jurisdição dos EUA, impactando qualquer site no mundo, apenas com base em uma denuncia de suspeita,e sem ordem judicial.
Os problemas não acabam por ai, o SOPA afetará profundamente a liberdade de expressão na Internet, todos os sites se verão obrigados a aplicar mecanismos de auto-censura, e filtrar toda atividade online de seus usuários para evitar serem bloqueados.
E junto com a lei Sinde na Espanha, Hadopi na França, o SOPA pode ser um terrivel instrumento de pressão para que demais países adotem legislações semelhantes. É importante lembrar que a Lei Sinde que aparentemente havia sido brecada por ativistas Espanhois, foi aprovada logo no inicio do novo mandato sob grande pressão Americana.
Como aderir
Qualquer forma de divulgação da ação é valida, estamos conectados em rede, qualquer pequeno esforço de cada um pode resultar em grandes impactos, veja algumas formas de agir.
Faça as pessoas entenderem o problema
Se cada um conseguir explicar para cinco pessoas os problemas envolvendo o SOPA e outros projetos de controle da rede, em pouco tempo teremos bastante gente engajada e informada. Falar sobre o assunto é muito importante, é um tema que afetará a todos nos e com esclarecimento e ação poderemos evita-los.
Divulgando a ação
Coloque em seu site um dos selos, se desejar crie um link para o Mega Não, ou para o post chamada no seu site.
Tirando seu site do ar
Se você possui um site com acesso via FTP, crie uma página index.html com sua mensagem de protesto contra o SOPA. caso não tenha idéia aponte seu site para algumas das páginas que estarão disponíveis no endereço http://ai5digital.com.br/ a partir de 15/01/12.
Tirando seu site parcialmente do ar
Se seu site estiver hospedado no WordPress ou Blogspot, é possível configurá-lo para apontar para uma página na home, crie esta página com a mensagem de protesto e deixe ela como a home do blog durante o dia da ação. Você também pode adotar a solução proposta pelo site “Direito de Ler“
Twitter, Facebook, Orkut, Identica
Não poderemos parar de usar estas redes e ferramentas neste dia, pois eles serão muito úteis para disseminar a ação, não esqueca de usar sempre a tag #SOPAblackoutBR. Neste caso sugiro que troque seu avatar destas redes por um dos avatares da ação.
Linux aumenta participação em desktops, aponta pesquisa
Written by Alessandro Moura on janeiro 10th, 2012Segundo levantamento da consultoria Net Applications, sistema de código aberto viu fatia no mercado subir de 0,97% para 1,41% em seis meses.
As perspectivas do Linux como sistema operacional para desktops tem sido um ótimo tema para debates, com algumas pessoas dizendo que ele nunca ultrapassaria 1% do mercado, enquanto outros afirmam que o sistema de código aberto já fez isso.
Nesta época cada vez mais móvel, com smartphones e tablets, não está claro se ainda há razão para tais discussões. O assunto também tornou-se cansativo, principalmente porque o sistema nunca pode ser comparado de forma conclusiva sem estatísticas de vendas ou outras formas de medição relativamente definitivas para provar a extensão de uso do Linux em desktops.
Mas na semana passada a consultoria Net Applications – que estava por trás de muitas das informações sobre o 1% de uso do sistema – publicou novos dados sugerindo que o uso do Linux em desktops deu um salto nos últimos meses. Deixando de lado as questões da presença dos desktops no mercado, é um sinal interessante da mudança de tempos.
A Net Applications é uma fonte frequentemente citada quando o assunto é a participação no mercado de browsers, sistemas, ferramentas de busca e mais. Para coletar esses dados, a companhia estuda os visitantes da sua rede de clientes HitsLink Analytics e SharePost, que possuem mais de 40 mil sites ao redor do mundo.
O que é particularmente interessante no contexto do Linux são os dados que a Net Applications acaba informar sobre dezembro de 2011. Mais especificamente, o serviço NetMarketShare afirma que o Linux respondeu por 1,41% do mercado de desktops, seguindo um crescimento estável que começou em agosto do ano passado.
Após alcançar 0,97% em julho, o Linux subiu para 1,07% em agosto, 1,11% em setembro, 1,19% em outubro e 1,31% no mês seguinte, informa a Net Applications. Por fim,chegou aos 1,41% no último mês de 2011.
Esse pode parecer um número bem pequeno – menor ainda do que os 6,36% do Mac OS, da Apple – mas não há como negar que é um pulo bem grande em pouco tempo.
Além disso, os números também começam a ficar mais em sintonia com os dados divulgados por outras fontes. A W3Counter, por exemplo, colocou os Linux que não são Android em 1,64% do mercado em dezembro.
Já o relatório Traffic Analysis Report, da Wikimedia, informa que no último mês de outubro o sistema de código aberto chegou a 3,48% do mercado, enquanto que o site de notícias The H (também citado no relatório da Net Applications) notou que os usuários do Linux agora respondem por 25,36% do seu próprio tráfego.
ERP: problema ou solução – Por Paulo Silas
Written by Alessandro Moura on janeiro 10th, 2012
Mensurar o valor de uma ferramenta de gestão empresarial é uma tarefa difícil e depende de diversos fatores. Mas, com certeza, é possível verificar quando o sistema está trazendo mais problemas que soluções. Integração das informações e otimização dos processos são alguns dos benefícios que as empresas buscam na hora de adotar um Enterprise Resource Planning – o ERP. Por isso, a escolha da solução e da empresa prestadora do serviço é uma tarefa que deve seguir a diversos critérios de avaliação.
Manter-se competitivo sem um sistema eficiente é uma missão quase impossível e cada vez mais as organizações têm se dado conta disto. Tanto que os investimentos em softwares de gestão têm crescido. Projeções da e-Consulting apontam que em 2011 o setor deve registrar crescimento de 14,2%, movimentando R$ 2,04 bilhões. A demanda das empresas por ERPs e a expansão dos serviços oferecidos são os principais fatores que resultam no bom desempenho do setor, segundo a consultoria.
Qualquer produto ou serviço que oferece mais custos do que benefícios deve ser reavaliado e com o ERP não é diferente. Este é um sistema que requer investimentos e as vantagens são mais bem percebidas a médio e longo prazo, mas avaliar algumas questões pode ajudar a evitar problemas. Primeiro é preciso ficar claro que não existem ERPs bons ou ruins, e sim sistemas que atendem ou não as necessidades da empresa.
Partindo deste princípio, antes de investir em um sistema de gestão empresarial, é necessário avaliar quais são as reais demandas da organização. Iniciar a implantação de um sistema sem um bom planejamento é uma das principais causas do fracasso do projeto. Um bom começo é definir as estratégias da empresa para os próximos anos – por exemplo, se há previsão de abertura de filiais, se haverá lançamento de novos produtos, etc. Outro fator importante é perceber se a fornecedora de ERP terá capacidade e condições de corresponder com rapidez as dinâmicas mudanças que ocorrem nas empresas
Estas informações são fundamentais na hora de determinar o que é, ou não, importante no sistema. Desta forma, mesmo que algumas funções não sejam liberadas no início da implantação da solução, quando as mudanças acontecerem, o ERP terá que acompanhar a evolução da empresa e na velocidade necessária. Para que nenhuma ação seja ‘esquecida’, a definição das estratégias e das funcionalidades do sistema deve ser feita por representantes de todos os setores que utilizarão a solução.
Como deve acontecer na contratação de qualquer produto, busque empresas experientes e com um bom histórico de atuação. A implementação de um ERP é um processo complexo, relativamente longo e que pode demandar mudanças no plano inicial. Por isso, avalie bem a empresa que será contratada. Além disso, mais do que contratar uma prestadora de serviços, opte por realizar uma boa parceria. Assim, é possível passar pela implantação com o mínimo de conflitos.
Outra questão que precisa ser analisada com cautela é a forma como será feito o atendimento e o suporte. Estes são tópicos que demandam muitas reclamações. A maior parte das prestadoras de serviço cobra por visita, o que faz com que o cliente evite solicitar o serviço para poupar gastos extras. Por isso, opte por empresas que oferecem um plano mensal de contratação, assim haverá atendimento sempre que necessário e sem custos adicionais.
Como em qualquer serviço, não há como obter garantias de que não haverá nenhum problema com o software implantado. A escolha do ERP deve ser pensada a médio e longo prazo e não apenas visando as necessidades atuais da organização. Mas com planejamento, análise das funcionalidades e da evolução do sistema, certamente a probabilidade da ferramenta de gestão empresarial oferecer mais soluções do que problemas é bem maior.
*Paulo Silas é Gerente de Relacionamento da SEND – desenvolvedora de soluções tecnológicas para gestão empresarial.
Lançada edição n.32 da Revista Espírito Livre!
Written by Alessandro Moura on dezembro 9th, 2011
Revista Espírito Livre - Ed. n #032 - Novembro 2011

Maturidade. Esta palavra nos diz muito, ainda mais quando associada a algo que faz parte do dia a dia de muitos de nós: o software livre e considerando o tema de capa desta edição, o kernel Linux. Neste ano, o Linux completa 20 anos de existência e muitos ainda acreditam que ele não está maduro ou pronto para fazer frente aos outros sistemas operacionais que encontramos no mercado atualmente. A liberdade do software livre nos permitiu chegar até onde o kernel Linux chegou e é justamente esta liberdade que fazem muitos sonharem com muito mais. Que caminhos que este já adulto, sistema operacional, irá trilhar, ainda é desconhecido, e talvez seja até melhor assim.
O que vejo e que muitos dos usuários do sistema do pinguim se deparam a cada novo release, são melhorias, correções de bugs, novas implementações, suporte a novas tecnologias, entre outros. Tais detalhes normalmente passam desapercebidos para muitos leigos, que “só querem ver o sistema funcionando”. Engana-se porém, aqueles que acham que isto é tarefa fácil. Aliás, se fosse fácil muito provavelmente teríamos muitos outros excelentes exemplares por aí, criados do zero. E para compartilhar conosco suas experiências, conversamos com o pai da criança”: Linus Torvalds, que recentemente esteve na LinuxCon 2011 Brazil, em São Paulo. Torvalds, que no ano passado já havia sido entrevista por nós, com um ar bastante descontraído, respondeu a perguntas que normalmente não lhe são feitas, sobre seus hobbies, cotidiano e muito mais. Vale a pena conferir, já que grande parte das conversas com ele se resumem a questões técnicas e ligadas a código. Fomos em uma direção diferente.
Bill Bordallo aborda o WordPress, uma solução completa para produção de sites e blogs, inclusive utilizada por nós, no site da Revista Espírito Livre. Caio Ribeiro Pereira, com bastante didática, apresenta aos leitores, dicas para estagiários, estes importantes profissionais que estão por toda a parte, nas empresas. Gilberto Sudré, questiona em seu texto, até que ponto o sistema operacional é importante, considerando tudo que temos hoje e principalmente seu uso por nós, usuários. Vários outros colaboradores também enviaram suas contribuições, e a todos estes, o nosso muito obrigado.
Vale ressaltar ainda que no último dia 29 de novembro, tivemos em Vitória/ES, a primeira edição do Fórum da Revista Espírito Livre. Digo a primeira edição pois está em nossos planos levar o evento para outras cidades e já estão sendo estudadas alternativas para 2012. Então, se tem interesse em levar o evento para sua cidade, entre em contato! Um dos objetivos do evento é justamente este: aproximar leitores dos redatores e colaboradores da Revista Espírito Livre.
E continuamos por aqui, com a proposta de criar algo de qualidade para você, leitor.
Um forte abraço e nos vemos por aí.
Como foi a LinuxCon Brasil 2011
Written by Alessandro Moura on novembro 21st, 2011O maior evento de software livre da América Latina aconteceu nos dias 17 e 18 de novembro, e contou com a presença dos ilustres Linus Torvalds e John Maddog Hallfalando sobre os 20 anos do Linux, diversas palestras para os mais variados grupos de profissionais e interessados na filosofia Open Source — além de muitas novidades para os fãs do pinguim.
Primeiramente, é interessante notar que, comparando com a LinuxCon do ano passado, o evento desse ano parecia menor, com menos participantes. Pode ser só impressão (já que o espaço escolhido esse ano é bem maior) ou até mesmo a data escolhida que não foi muito favorável (perto do período de provas e logo depois de um feriado, afastando estudantes e talvez até funcionários de TI). Outra particularidade do evento foi perceber que a presença deexecutivos e profissionais era bem maior que o normal.
Maddog e Linus Torvalds na LinuxCon Brasil 2011
Abrindo o evento, Linus Torvalds e John “Maddog” Hall fizeram um bate-papo rápido, respondendo perguntas e comentando sobre os 20 anos do Linux, além de como eles veem a importância do software livre no Brasil. John foi enfático ao falar de como o código aberto pode ser importante para países em desenvolvimento:
“O software livre permite o desenvolvimento nacional, o profissional não precisa sair do pais ou apelar para soluções internacionais que beneficiarão empresas de fora do país. O dinheiro e o conhecimento que ele gera fica no país, não importa se é real, dólar, ou outra moeda.” — John Maddog Hall
Já Linus não poupou comentários às tecnologias fechadas e como elas afetam o mercado:
“Tecnologias que ‘travam’ coisas tendem a perder no final das contas. Quando a Apple lançou o iPod e começou a usar DRM em músicas, todos temiam que o mp3 morreria. E hoje vemos que não é isso o que aconteceu. As pessoas querem liberdade (mesmo que elas não tenham noção disso) e o mercado precisa de liberade para crescer”.
Ainda nesse tópico, Linus tem uma opinião simples sobre a polêmica envolvendo o Secure Boot da Microsoft:
“Eu sou um cara bem otimista: dados abertos serão bem sucedidos no final das contas, e o boot seguro é apenas outra dessas modas passageiras.”
Encerrando, ao ser perguntado sobre como ele vê o Linux depois de 20 anos e se ele já se surpreendeu vendo o sistema que ele criou sendo usado em soluções pouco convencionais, Linus foi bem enfático:
“Originalmente, eu queria usar o Linux no meu desktop. É interessante ver outras pessoas usando não só como o desktop deles, mas em diversos outras soluções, como geladeiras. Nada mais me surpreende nesse ponto.”
Após a tietagem básica dos fãs, o ciclo de palestras começou. Focando principalmente em tecnologias de cloud computing, aplicações open source para empresas e Android, havia palestras para todos os gostos e níveis, desde o estudante fã de código até o executivo fã de gráficos e tabelas.
Destaca-se principalmente a apresentação “GNOME 3 – An improved UX from 3.0 to 3.x” que (milagre dos milagres) me convenceu a dar mais uma chance para o GNOME 3.
Na área de estandes, muitas empresas apresentavam seus produtos e soluções baseadas em software livre, em especial o Mandriva, que inclusive mostrava o computador usado no programa “Um computador por Aluno” do governo, um notebook Positivo com um KDE simplificado para os estudantes.
LinuxCon aconteceu em São Paulo
No final, foi um bom evento, com boas apresentações e conteúdo interessante, e aposição do Brasil como uma potênciaque pode se beneficiar da economia e qualidade do software livre foi ressaltada diversas vezes. Como evento para conhecer novas tecnologias e possibilidades, além de gerar idéias para projetos pessoais e profissionais, o Linuxcon é ótimo.
Linus Torvalds critica Microsoft e Apple e diz que plataformas abertas vencerão
Written by Alessandro Moura on novembro 21st, 2011
Linus Torvalds, criador do Linux, acredita que tecnologias fechadas, como as da Apple, vão perder para as abertas ao longo do tempo.
Torvalds esteve na LinuxCon, em São Paulo, e criticou a política da Apple de restringir o uso de suas tecnologias por outras empresas. “Pessoas querem liberdade e mercados querem liberdade”, afirmou. Ele é um dos grandes entusiastas do código aberto, como o usado no sistema operacional que criou. “Estou otimista: a abertura vai se dar melhor a longo prazo”, afirmou.
As críticas de Torvalds à Apple têm um significado especial no Brasil. A empresa fundada por Steve Jobs não se adaptou à legislação brasileira e é considerada uma das mais fechadas do mundo. Representantes da Apple se recusaram a discutir questões relacionadas à inclusão de jogos na iTunes Store nacional, por exemplo, e resolveram a questão de uma maneira simples: não disponibilizam nenhum game para os donos brasileiros de iPhone.A Microsoft também foi alvo de Torvalds. Ele criticou a decisão feita pela empresa de dificultar a instalação do Linux em computadores vendidos com Windows 8. Para o criador da plataforma aberta, a medida não vai dar certo. “Vai ser mais uma dessas modas passageiras”, afirmou.









