janeiro, 2011

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FISL 12 – Fórum Internacional Software Livre com data marcada

terça-feira, janeiro 25th, 2011

FISL 12

FISL 12

A 12ª edição do Fórum Internacional Software Livre acontecerá de 29 de junho à 2 de julho de 2011 no Centro de Eventos da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS em Porto Alegre-RS, serão quatro dias respirando o puro Software Livre.
O FISL é promovido pelo Projeto Software Livre Brasil e pela Associação Software Livre.Org – ASL, o fisl se tornou um ponto de encontro anual, de pessoas de todos os lugares do Brasil e do mundo para debates técnicos e estratégicos sobre o desenvolvimento e o uso do Software Livre. Realizado anualmente na cidade de Porto Alegre, RS, Brasil, O fórum é um dos maiores eventos do mundo na área por proporcionar uma discussão técnica, política e social sobre software livre de forma integrada. Reúne discussões, palestras, personalidades e novidades nacionais e internacionais do mundo do software livre.
O FISL conta com a participação de empresários, gerentes e administradores de grandes estatais e multinacionais, professores, pesquisadores, estudantes, profissionais das áreas privada e pública, bem como o público em geral. O evento também reúne os maiores nomes do mundo do Software Livre, tais como Jon “maddog” Hall, Richard Stallman, Peter Sunde, Sergio Amadeu, Marcelo Branco, Bdale Garbee, Alexandre Oliva, Jomar Silva, Anahuac de Paula Gil, entre outros.
A data no meu calendário para participar do FISL 2010 já está reservada e já comecei a contagem regressiva para participar do mesmo, a expectativa já é grande.

Números do FISL 11 que ocorreu em Julho de 2010
– 7.511 participantes, vindos de 16 países.
– A maioria homens: 67% homens. Mulheres foram 13%. Outros 20% não informaram.
– 30% de estudantes
– 70% de profissionais e empresários
– Caravanas: 79. A mais distante veio de Roraima e a maior da Universidade Federal de Santa Maria
– O fisl 11 teve 500 atividades, 250 expositores e 376 pessoas envolvidas na organização, entre integrantes da ASL, voluntários, assessorias contratadas e serviços.

Acompanhe por aqui as novidades dobre a 12ª edição do Fórum Internacional Software Livre ou diretamete no site do evento: http://www.fisl.org.br/

Foto tirada durante o FISL 11

Foto tirada durante o FISL 11

Qimo 4 Kids 2.0 – A dristribuição Linux para Crianças

terça-feira, janeiro 25th, 2011

Qimo 4 Kids

Qimo 4 Kids

Se você é apaixonado por Linux como eu e quer ver os seus filhos crescerem livres e longe da má infuência da Micro$oft, eis uma distribuição Linux destinada aos nossos Kids: Qimo 4 Kids 2.0.
O Qimo é desenvolvido pela Equipe Linux4Kids e com certeza vai conquistar nossos pequenos Linux Users, está na versão 2.0. É uma distribuição baseada em Ubuntu e tem um design leve e atrativo, possui vários jogos educativos dos quais destacamos o Tuxpaint (para desenhar), o Tuxmath (para aprender matemática), Tuxtype (exercícios de escrita) , entre outros. O ambiente gráfico é Xfce e pode ser instalado diretamente no HD ou usar a versão LiveCD.
Instalei no notebook do meu filho João Gabriel que tem 2 anos e 8 meses e ele ficou encantado. Não quer mais largar o notebook.
Por ser baseado no Ubuntu, pode ser instalado em diversos idiomas inclusive em PT-BR. A instalação é super simples como o Ubuntu e requer processador 400 Mhz, 256 de memória RAM e 6 GB de disco. Nele também pode se ter uma conta para cada filho, no caso de ter mais de um.
Não perca tempo, baixe já o Qimo e tenha certeza que seus filhos irão adorar.

Olha o João Gabriel usando o Qimo:

João Gabriel usando o Qimo 2.0

João Gabriel usando o Qimo 2.0

Tamanho: 699 MB
Formato: ISO
Licença: Open source

Download: Qimo Desktop 2.0

Homepage: Qimo4Kids

Ministério da Cultura retira licença Creative Commons de seu site

sexta-feira, janeiro 21st, 2011

Matéria publicada na revista A Rede

O Ministério da Cultura (MinC) não usa mais uma licença Creative Commons em seu site. Substituiu a informação de que “O conteúdo deste sítio é publicado sob uma Licença Creative Commons”, que estava lá desde 2004, pela frase: “Licença de Uso: O conteúdo deste site, produzido pelo Ministério da Cultura, pode ser reproduzido, desde que citada a fonte”. Essa pequena mudança é importante, por dois motivos: um jurídico e outro, político.

Da forma que está hoje, o site do MinC não tem uma licença válida, explica Ronaldo Lemos, diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade (CTS) da Fundação Getúlio Vargas e diretor do Creative Commons Brasil. “Do ponto de vista jurídico, a frase que colocaram lá não quer dizer nada. Quem utilizar os conteúdos do site com base nela enfrenta um problema de insegurança jurídica enorme”, afirma ele. Além disso, a frase que o MinC deixou no site no lugar da licença CC fala apenas em “reprodução”. “Os direitos do CC são muito mais amplos e melhor formulados, abrangendo a produção colaborativa, o desenvolvimento de obras derivadas, a disseminação e assim por diante. Dessa forma, o site do MinC perdeu muito com a mudança”.

A mudança tem um significado político enorme. O uso de licenças flexíveis é fundamental para a cultura do século XXI, digital. Por isso, o Creative Commons Brasil considera, como divulgou em seu perfil do Twitter (@cc_br), que a retirada da licença é um “retrocesso no apoio à cultura digital”. “Toda a cultura digital se apoia na possibilidade de reutilização, recombinação, remix e as licenças Creative Commons criam uma salvaguarda para esses novos usos”, explica Luiz Moncau, estudioso de propriedade intelectual e também participante do CTS.

O ex-ministro Gilberto Gil compreendia isso e, desde o primeiro momento, apoiou o uso dessas licenças. Em 2003, em uma semana de software livre em Brasília, quando nem a ideia dos Pontos de Cultura existiam, Hermano Vianna, na época assessor do MinC, divulgou a intenção do ministro Gil de explorar as possibilidades das licenças da Creative Commons. Na época, de acordo com o blog Ecologia Digital, Hermano destacou “a utilização dos samplers já influencia diretamente a maioria dos novos estilos musicais criados pelos jovens nas diversas regiões do país (a cibermúsica?), e portanto uma nova abordagem na questão dos direitos autorais é condição fundamental para o florescimento da cultura digital”. Toda a ideia de cultura digital nos Pontos de Cultura decorre disso, do enorme potencial que o digital oferecer para criar, divulgar, acessar, reusar informação. Não faz sentido realizar inclusão digital se não há democratização no acesso e uso dos conteúdos.

O Creative Commons é uma plataforma para a criação colaborativa e para o desenvolvimento de novos modelos de negócio para a cultura. “Ele legaliza atividades que hoje são consideradas ilegais pela lei de direitos autorais, que no Brasil é excessivamente restrita. É também fundamental para a educação e para o acesso aos bens culturais”, explica Lemos. No Brasil, é usado no Blog do Planalto, que é o blog oficial da Presidência da República.

Além disso, o Creative Commons é descendente direto do copyleft, especialmente do software livre. Na verdade, adaptou as lições e o modelo do software livre para a área da cultura. E as políticas relacionadas a software livre continuam fortes, no governo federal. No mesmo dia em que o CC foi retirado do site do MinC, o Ministério do Planejamento publicou no Diário Oficial sua política para fortalecer o Software Público Brasileiro, promovendo software livre e licenças flexíveis.
Fonte: http://www.creativecommons.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=138&Itemid=0

Assista o video de @Samadeu. Candidato 1 das 4 vagas do 3 setor no #CGIbr. Apoie e Divulgue!

segunda-feira, janeiro 17th, 2011

Sérgio Amadeu da Silveira é sociólogo e Doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo. É professor da pós -graduação da Faculdade de Comunicação Cásper Líbero. Autor de várias publicações, entre elas: Exclusão Digital: a miséria na era da informação. Militante do Software Livre.

Conheça a Plataforma por uma Internet Livre, Inclusiva e Democratica – Sérgio Amadeu é signatário

Sérgio Amadeu Eleições CGI from Rodolfo Avelino on Vimeo.

Plataforma por uma Internet Livre, Inclusiva e Democrática

segunda-feira, janeiro 17th, 2011

Plataforma por uma Internet Livre, Inclusiva e Democrática
Propostas para as Eleições 2011 do CGI.br

Introdução
A construção desta plataforma ao CGI.br vem em momento delicado para a Internet, sob ataque em relação a princípios que lhe deveriam ser, e que efetivamente o são, essenciais. Uma Internet livre, inclusiva e democrática expressa o que defendemos como diretriz primeira da atuação do Terceiro Setor na próxima gestão do Comitê.
Buscamos, assim, fazer frente à conjuntura em que os embates ligados à rede sofrem cada vez mais pressões por políticas e legislações restritivas. São exemplos disso o debate sobre os direitos autorais, a neutralidade de rede, os padrões tecnológicos adotados e, especialmente, a privacidade e a liberdade de expressão e de acesso a conteúdos na Internet.
Para tanto partimos do esforço conjunto de conceber uma plataforma capaz de aglutinar nossas preocupações e prioridades, tendo como diagnóstico comum a importância de o Terceiro Setor atuar de forma concertada com efetiva representatividade, participação social e transparência na próxima gestão do CGI.br.
Pretendemos com isto uma representação da sociedade civil respaldada por um coletivo de entidades, movimentos e organizações sociais que darão suporte para a construção de uma política avançada quanto às pautas e ações a serem desenvolvidas no próximo mandato.
Faz parte deste diagnóstico também a avaliação de que a pauta trabalhada no Comitê fica muitas vezes distante da sociedade, em razão da complexidade dos temas e das dificuldades enfrentadas na publicização das discussões. Tal complexidade, contudo, não diminui a importância das disputas políticas envolvidas, cuja tradução e articulação junto à sociedade são extremamente necessárias.
Por isso são desafios a transparência e a politização de seu espaço, que é amplamente reconhecido no cenário internacional relativo à governança da Internet, mas pouco presente na agenda das entidades e movimentos organizados da sociedade civil brasileira.
Reconhecemos, contudo, que a superação do distanciamento do CGI.br passa por uma atuação que vá além dos quatro representantes do Terceiro Setor. É imprescindível a constituição de um coletivo maior e organizado, com o compromisso de envolver não apenas os agentes já diretamente ligados ao movimento de comunicação (telecomunicações e radiodifusão) e de cultura digital, como também novos atores igualmente relevantes no processo de fortalecimento do Comitê e de defesa de uma Internet livre, inclusiva e democrática.
Portanto, apresentamos aqui o programa que representa esta forte articulação da sociedade. Nele, o plano de ação deste necessário processo de envolvimento e de atuação coordenada que se propõe, para além da campanha, mas durante toda a vigência do próximo mandato de nossos representantes no Comitê.
Por esta razão, além das propostas da plataforma coletiva, apresentamos também as entidades que se envolveram na construção desta estratégia comum e a apoiam, bem como os candidatos que se comprometem a defendê-la no CGI.br.
Ressaltamos que a plataforma está aberta a adesões e convidamos as organizações e candidatos que partilhem do mesmo diagnóstico e objetivos a assinar o documento, incorporando seus princípios e o compromisso com a continuidade deste campo na próxima gestão da entidade.

Programa
O programa fruto deste processo de construção coletiva visa responder ao diagnóstico apresentado, abordando propositivamente as pautas relativas à Internet que serão enfrentadas nos próximos anos, buscando tornar o espaço do Comitê mais transparente e poroso e dando sequência às ações positivas do CGI.br.
Assim, dividimos este programa em três frentes.
1. Temas prioritários
A primeira trata dos conteúdos prioritários relativos às disputas ligadas à Internet e nossos posicionamentos diante delas. A proposta de uma plataforma comum contribui para unificarmos o rol de prioridades do Terceiro Setor, de modo a ganharmos força e materialidade nas instâncias do CGI.br. O alinhamento dos candidatos e a construção coletiva desse programa contribuem decisivamente para esse processo.
2. Transparência e participação social
A segunda, relativa à sua transparência e participação social, pressupõe o tratamento das pautas do Comitê de forma mais politizada e inclusiva. Passa pelo aprimoramento dos mecanismos de publicização e pela realização de campanhas públicas sobre o papel do Comitê, com vistas ao envolvimento de entidades, organizações e movimentos atualmente distantes, mas relevantes à construção de uma governança com legitimidade e participação popular.
3. Desenvolvimento institucional
Por fim, a terceira frente refere-se à atuação institucional do CGI.br e está voltada à continuidade e aprimoramento das iniciativas já desenvolvidas, assim como a proposição de novas ações e projetos. Trata ainda do aperfeiçoamento da estrutura de representação do Comitê, o que também estabelece relação com a porosidade da entidade e a sua capacidade de responder às demandas da sociedade.
São nossas propostas:
Temas prioritários
•    Engajamento em políticas públicas de inclusão digital, promovendo projetos que as fortaleçam em diálogo com iniciativas federais (especialmente o Plano Nacional de Banda Larga), estaduais e municipais, realizando gestão de recursos de acessibilidade com vistas à universalização do acesso à banda larga;
•    Atuação em defesa dos aspectos de abertura, neutralidade de rede, livre expressão e privacidade na Internet como essenciais à plena liberdade das usuárias e usuários, atualmente sob ameaça por projetos de lei restritivos – com a “Lei Azeredo” (PL 84/99) – e ações de setores interessados em criar barreiras para circulação de determinados conteúdos ou na apropriação de dados;
• Manutenção da posição de não assinatura da Convenção de Budapeste, inspiração internacional da “Lei Azeredo” concebida na Era Bush, que estabelece uma política permissiva com relação à privacidade na Internet e restritiva quanto à liberdade e direitos autorais na rede;
•    Compromisso com a defesa dos direitos humanos à liberdade de expressão e ao acesso à informação, em especial na Internet, contemplados pelo artigo XIX da Declaração Universal dos Direitos Humanos;
•    Envolvimento com a definição do Marco Civil da Internet e atuação junto ao Ministério da Justiça no esforço de estabelecer as responsabilidades das usuárias e usuários, fornecedores de produtos e serviços, provedores de acesso e Estado, tendo como premissa a proteção da privacidade e da liberdade das usuárias e usuários da Internet;
•    Participação nas discussões do Marco Regulatório das Comunicações, do projeto de lei sobre proteção de dados pessoais e o projeto de reforma da Lei de Direitos Autorais, com promoção de debates sobre os temas e defesa, dentro do escopo de seu mandato, dos princípios previstos no decálogo aprovado em 2010;
•    Promoção de iniciativas dirigidas à proteção de crianças e adolescentes contra práticas presentes na rede que sejam atentatórias à sua dignidade, com especial atenção à violência e exploração sexual;
• Desenvolvimento de iniciativas voltadas à proteção contra violações de direitos humanos na rede, especialmente manifestações de ódio ou preconceito a grupos vulneráveis (crianças e adolescentes, negras/os, mulheres, LGBTT);
•    Desenvolvimento de ações que promovam o acesso, apropriação e uso equitativo da Internet por mulheres e homens, afrodescendentes e brancas/os, incluindo o compromisso prioritário com relação ao acesso das mulheres mais pobres e populações afrodescendentes em iniciativas de inclusão digital, universalização da banda larga e sua formação para o uso efetivo deste espaço;
•    Estímulo à participação das mulheres e afrodescendentes nos programas, projetos e outras iniciativas relacionadas ao desenvolvimento tecnológico da Internet, bem como à formação destes grupos para tal participação, desde a sua infraestrutura até as camadas lógica e de conteúdos. Estímulo também à reflexão sobre a crescente violência contra as mulheres e populações afrodescendentes através da Internet e sobre possíveis formas de enfrentamento desta realidade;
•    Atuação de modo a incentivar a formação de quadros nos temas de governança da Internet, democratizando o conhecimento acerca dos mesmos e estimulando o envolvimento da sociedade por meio de iniciativas práticas;
•    Defesa ativa da adoção de padrões abertos na Internet brasileira e da utilização de plataformas livres. Neste sentido, dar continuidade à iniciativa de custear a manutenção do escritório do W3C no Brasil no intento de envolver o maior número de membros da comunidade acadêmica brasileira.
Transparência e participação social no CGI.br
•    Defesa da aplicação do Open Data (dados abertos) no CGI.br como forma de ampliar sua transparência, tornando os dados das suas prestações de contas e de documentos oficiais acessíveis na Internet em código de máquina, em que seja possível reutilizar e integrar dados;
•    Realização de campanhas de apresentação e mobilização do Comitê junto a entidades e movimentos da sociedade civil definidos como estratégicos, mas atualmente distantes da pauta;
•    Realização periódica de reuniões presenciais públicas de prestação de contas da gestão e de discussão de rumos, além das que já ocorrem no âmbito da própria entidade. Documentos relevantes para dar suporte à discussão serão divulgados com antecedência e será possibilitada a participação remota de todos os interessados;
•    Mobilização e manutenção de um coletivo de suporte aos representantes do terceiro setor;
•    Criação e manutenção de um blog com informações das reuniões e das ações do CGI.br, estimulando espaço para manifestações e comentários e tendo a preocupação de simplificar e acentuar a dimensão política dos temas;
•    Publicação de um cronograma de implantação das decisões do CGI.br, incluindo o estágio de definição de cada uma, viabilizando o acompanhamento por parte do público;
•    Trabalhar pela transmissão em tempo real das reuniões do Comitê.
Desenvolvimento institucional do CGI.br
•    Trabalhar pelo fortalecimento e consolidação institucional do CGI.br;
• Mobilização pelo aumento do número de representantes do Terceiro Setor na composição do CGI.br, dada a manifesta desproporção entre a base de representação e a quantidade de cadeiras se comparado com outros setores integrantes da entidade;
•    Defesa da institucionalização de cota de 30% para mulheres na constituição do Comitê, gênero historicamente sub-representado na entidade, de forma a reconhecer e estimular a participação das mulheres nas iniciativas e discussões relativas às TICs e à governança da Internet;
•    Atuação em defesa da constituição de uma representação pulverizada regionalmente no Comitê, buscando contemplar as diferentes realidades brasileiras no que se refere à governança da Internet, especialmente a inclusão digital e a distribuição e acesso a conteúdos;
•    Atenção à diversidade regional brasileira em todos os debates e iniciativas do CGI.br, reconhecendo as disparidades nas condições de acesso à Internet e utilizando seus projetos para fortalecer regiões desfavorecidas;
•    Valorização da usabilidade na Internet por meio da criação de um critério de avaliação dos sítios em domínios ponto br de modo a verificar a adoção de facilidades para pessoas com necessidades especiais (motoras, cognitivas, baixo letramento, visão) e do incentivo ao desenvolvimento de soluções na Internet brasileira, especialmente em sites de referência e importância social;
•    Continuidade do CERT.br (Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança), que é referência internacional em formação de recursos humanos e monitoramento de casos de violação de segurança na Internet;
•    Manutenção dos trabalhos da Comissão de Trabalho Anti-spam e intensificação dos esforços para o encaminhamento ao Legislativo do Projeto de Lei sobre spams;
•    Incremento dos Pontos de Troca de Tráfego no projeto PTT.br, que promove e cria a infraestrutura necessária para a interconexão direta entre as redes (“Autonomous Systems” – ASs) que compõem a Internet Brasileira;
•    Continuidade e fortalecimento do CETIC.br com o desenvolvimento de indicadores que tenham em vista a Internet como um espaço de intercâmbio cultural permanente entre as usuárias e usuários;
•    Divulgação do resultado do projeto de medição da última milha do acesso banda larga à Internet, realizado em parceria com o Inmetro, disponibilizando um instrumento neutro e seguro para que seja possiível verificar se a velocidade real na última milha é de fato a velocidade contratada;
•    Luta para que as decisões sobre nomes de domínios de alto nível (ccTLD e gTLD) sejam democratizadas e respeitem as diferentes culturas e expressões nacionais, inibindo a apropriação privada dos mesmos;
•    Apoio à produção de conteúdo brasileiro em língua portuguesa, especialmente aquele produzido por grupos marginalizados com vistas a garantir a pluralidade e diversidade de conteúdo e a proteger os direitos das comunidades tradicionais. Para tanto serão
publicados editais anuais voltados a reverter o cenário atual em que o crescimento do uso da Internet no Brasil não foi acompanhado por um igual crescimento do conteúdo brasileiro em língua portuguesa;
•    Desenvolvimento de iniciativas voltadas à concretização da pluralidade e diversidade na rede também no que se refere à distribuição e acesso de conteúdos, buscando estimular uma participação mais igualitária com soluções que envolvam inclusão digital e educomunicação;
• Continuidade no desenvolvimento do Zappiens, repositório de vídeos a serem disponibilizados livremente, tanto no que se refere ao aprimoramento da plataforma, quanto no que diz respeito ao envolvimento de demais entidades. Será prioridade a preocupação com seu caráter universal do ponto de vista de navegabilidade e acessibilidade;
•    Pesquisa e desenvolvimento de modelos abertos de geração de renda para os artistas da cultura popular oferecendo canais de divulgação dos seus produtos, serviços e saberes;
• Fomento à economia solidária como contratação e apoio a cooperativas de desenvolvimento e formação em Internet, software e hardware livres;
•    Apoio a eventos, publicações e projetos relativos à Internet através de processo de seleção baseado em edital específico definido pelo CGI.br;
•    Manutenção da assessoria gratuita a países africanos que não possuem o country code; •    Trabalhar pelo repasse dos recursos que estão atualmente sob controle da FAPESP
dando seguimento à ação judicial proposta;
• Ampliação do diálogo do CGI com outras instâncias que regulam a Internet nos diferentes níveis (infraestrutura, serviços, políticas públicas), tais como o Plano Nacional de Banda Larga e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Entidades do Campo
Pensando no coletivo maior de entidades, organizações e movimentos, que darão suporte aos candidatos do Terceiro Setor na eleição e durante a gestão, incluímos aqui não apenas as entidades cadastradas no Colégio Eleitoral para a eleição deste ano, mas todas que se comprometeram com as diretrizes aqui dispostas e com a construção desse processo. São elas:
• ABRAÇO-PB – Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária do Estado da Paraíba
•    Afubesp – Associação dos Funcionários do Grupo Santander, Banespa, Banesprev e Cabesp
•    Aldeias Infantis SOS Brasil •    Arquidiocese da Paraíba Mitra •    ARTIGO 19
•    Associação Brasileira dos Estudantes de Educação à Distância
•    Associação dos Estudantes Secundaristas da Paraíba
•    Associação Nacional de Inclusão Digital
•    Associação Regional Educacional de Defesa da Cidadania – a REDE da Cidadania
•    CADESC – Comunidade Ativa no Desenvolvimento Sócio-Cultural Educacional de Cidade Tiradentes
•    Câmara de Dirigentes Lojistas de São José de Mipibu •    Casa da Cultura Digital •    Central Única dos Trabalhadores •    Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé •    Centro de Tecnologia e Sociedade – FGV/RJ
•    Coletivo Digital •    Coletivo Passa Palavra •    Conselho Regional de Psicologia de São Paulo – 6a Região •    Contraf – Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro •    Cooperativa Cultural Universitária da Paraíba •    CUCA-PB – Circuito Universitário de Cultura e Arte •    ENEC – Executiva Nacional dos Estudantes de Computação •    Fetec – CUT/SP – Federação dos Bancários de São Paulo •    FITTEL – Federação Interestadual dos Trabalhadores em Telecomunicações •    FNDC – Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação •    Gpopai – Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação •    Idec – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor •    Instituto de Estudos Socioeconômicos •    Instituto Intercidadania •    Instituto Nupef •    Instituto Socioambiental •    Instituto Sócio Cultural Boi Vermelho
•    Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social •    Laboratório Brasileiro de Cultura Digital •    PIA – Sociedade de Pe Nicola Mazza •    Pontão de Cultura iTEIA
•    Projeto Cala-boca já morreu •    Rede Brasil Atual •    Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região •    Sindicato dos Empregados no Comércio Hoteleiro e Similares do Estado da Paraíba •    Sindicato dos Farmacêuticos do Estado da Paraíba •    Sindicato dos Trabalhadores no Judiciário Federal da Paraíba •    Sindicato dos Metalúrgicos do ABC •    SITEPEM – Sindicato dos Funcionários do Instituto de Pesos e Medidas da Paraíba •    TVT – TV dos Trabalhadores

Candidatos signatários
• Carlos Afonso (Rio de Janeiro/RJ) – Comunidade Ativa no Desenvolvimento Sócio- Cultural Educacional de Cidade Tiradentes e Instituto de Estudos Socioeconômicos
•    Leandro Chemalle (São Paulo/SP) – Associação Brasileira dos Estudantes de Educação à Distância e Associação Regional Educacional de Defesa da Cidadania – a REDE da Cidadania
• Marcus Manhães (Campinas/SP) – Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação e Federação Interestadual dos Trabalhadores em Telecomunicações
•    Percival Henriques (João Pessoa/PB) – Associação Nacional de Inclusão Digital •    Ricardo Negrão (São Paulo/SP) – Central Única dos Trabalhadores •    Pedro Jatobá (Recife/PE) – Instituto Intercidadania •    Sergio Amadeu (São Paulo/SP) – Coletivo Digital
• Veridiana Alimonti (São Paulo/SP) – Idec – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor

Lançada edição n.21 da Revista Espírito Livre!

segunda-feira, janeiro 17th, 2011

Revista Espírito Livre – Ed. #021 – Dezembro 2010

Revista Espírito Livre - Ed. #021 - Dezembro 2010

Revista Espírito Livre - Ed. n #021 - Dezembro 2010
Revista Espírito Livre - Ed. n #021 - Dezembro 2010

Natal e Ano Novo. Duas importantes datas em um mês que vem recheado de novidades e esperanças quanto ao novo ano que se aproxima.

Esta edição da Revista Espírito Livre leva a você leitor, um tema que tira o sono de muita gente: Segurança. Fizemos questão de observar o tema numa ótica bastante abrangente, pois quando se fala em segurança, não se fala apenas em redes ou arquivos, mas também informações, mecanismos, métricas e tantos outros subtemas que o conceito de segurança envolve. Conversamos com diversos especialistas no assunto para elucidar algumas questões que envolvem o conceito e para entender um pouco mais sobre este mundo.

Como entrevista internacional, conversamos com Andrew Lewman, criador do Projeto TOR, que tem como objetivo proteger usuários contra a análise de tráfego, possibilitando assim uma solução que permite navegação anônima na internet. Como entrevistas nacionais, conversamos com Aderbal Botelho, profissional da área de segurança e perícia forense que nos ajuda a entender um pouco mais diversas questões cotidianas de um perito forense. Também conversamos com o profissional Rafael S. Ferreira, que também trabalha com análise forense e ferramentas que facilitam análise de dados e recuperação de informação. Albino Biasutti e Guilherme Chaves falam sobre segurança para leigos, apresentando de forma clara como estes podem se munir de métricas a favor da segurança de seus dados e computadores. Edgard Costa fala sobre segurança de documentos, um tema que merece atenção, ainda mais em tempos de certificações digitais e outros mecanismos que visam assegurar autenticidade em documentos.

Cesar Taurion traça uma linha do tempo do Open Source a partir de 2004 e revela algumas informações bastante pertinentes. Álvaro Justen apresenta o Arduino, projeto que engloba software e hardware e tem como objetivo fornecer uma plataforma fácil para prototipação de projetos interativos, utilizando um microcontrolador. Carlos Donizete apresenta na seção de Games, o Frogatto, um jogo no estilo plataforma, bem divertido e disponível em diversas arquiteturas.

Ricardo Ogliari prossegue com sua série de artigos sobre o Android e desta vez fala sobre a criação de aplicativos com o uso de banco de dados nesta plataforma. Aracele Torres fala sobre o WikiLeaks, tema em voga na mídia especializada e popular. Estes e tantos outros colaboradores fizeram, cada um em sua especialidade, o melhor de si para disponibilizarmos uma excelente edição para fechar o ano.

Como vocês poderão ver, a edição está recheada de ótimas contribuições. Gostaria aqui de deixar o meu agradecimento não somente aos parceiros que nos ajudaram nesta edição, mas em todas as edições da Revista Espírito Livre. Agradecimento extendido a nossa equipe de revisores e tradutores que também ajudam na medida do possível neste processo nada fácil. Aos colunistas que nos acompanham a cada edição, bem como tantos outros amigos que fazem da Revista Espírito Livre um projeto magnífico que já caminha para o seu segundo aniversário.

Para os leitores da Revista Espírito Livre, me resta desejar Boas Festas, e que todos tenham um ano de 2011 assim como o pintaram em seus sonhos: repleto de magia, mas envolto a muita realidade.
Um abraço a todos!

Fonte: http://www.revista.espiritolivre.org/?p=878