fevereiro, 2011

...now browsing by month

 

Identidade visual do fisl12 é escolhida!

quarta-feira, fevereiro 16th, 2011

Através de uma votação online, os sócios da Associação Software Livre.Org (ASL) escolheram a Identidade Visual do fisl12. A arte criada por Rafael Greque foi a escolhida para estampar todos os materiais de comunicaçao e sinalização do evento este ano. Rafael receberá um prêmio no valor de R$ 2 mil reais e uma inscrição para o fisl12.

A ideia de Greque foi representar a liberdade com a disposição e tamanho das fontes nas frases que compartilham igualmente o entorno da logo (placa) do fisl. Ao todo, 18 propostas de identidade visual participaram da disputa. Entre artes extremamente elaboradas, com vários elementos e cores, venceu a simplicidade e objetividade de Rafael. O concurso teve início no dia 9 de fevereiro e as votações encerraram-se ontem. Parabéns a ele e a todos que participaram do Concurso!

Versão_colorida

Fonte: Portal Software Livre

Nove dicas para deixar o MAC OS X Leopard mais leve e rápido

quarta-feira, fevereiro 16th, 2011

Embora as dicas a seguir não são melhorias dramáticas, elas podem fazer uma boa diferença, principalmente em Macs mais antigos e aqueles que precisam liberar espaço no HD.
Alerta: algumas dicas requerem modificar o sistema ou seus aplicativos. Faça backup antes de mexer na sua máquina, caso um problema ocorra ou você precise restaurar certos recursos depois.

1) Se livre dos idiomas que não usa

O Mac OS X fala muitas línguas. Toda a interface do sistema – menus, caixas de diálogo, arquivos de ajuda etc. – foram localizados para diversos idiomas e incluídos nos arquivos de sistema do Mac OS X automaticamente durante a instalação (exceção feita a idiomas asiáticos, na maioria). Isso torna fácil mudar o idioma usando o painel Internacional nas Preferências de Sistema.

E, como o Mac OS X, muitos aplicativos são feitos para mais de um idioma, mostrando o idioma preferido do usuário junto com o do sistema. O painel Internacional ainda permite ordenar os idiomas favoritos, caso o aplicativo não exista no seu idioma (como o Microsoft Office 2008 para Mac) – a opção seguinte surge como padrão.

Só que as chances são de que você entenda dois ou três idiomas (português, inglês e espanhol, por exemplo). Você não precisa de italiano ou francês ocupando espaço no seu HD – e pode apagar o que não usa ao remover esses arquivos de localização.

Esse processo pode ser feito manualmente, ao selecionar aplicativos no Finder e usar o comando Obter Informações (command-I). Na janela de informações, expanda a opção Idiomas. Para remover os idiomas que não precisa, selecione os que desejar e clique no botão remover (o sinal de menos) logo abaixo da lista – vale lembrar que é algo que leva tempo.

Uma outra opção é usar ferramentas que fazem a tarefa de remover os arquivos de localização dos aplicativos e do Mac OS X. São eles o Xslimmer (13 dólares), o TinkerTool System (9,75 dólares) ou o Monolingual (gratuito).

2) Reduza as bibliotecas do iLife
Suas coleções de mídia são as mais famintas por espaço no disco rígido do Mac. O iLife cria bibliotecas para o iTunes, iPhoto e iMovie, e elas ocupam bastante espaço – e não adianta apagar as músicas, vídeos e fotos que você gosta (e usa). Existem outras opções a considerar.
Primeiro, se tem um disco rígido externo, considere mover sua mídia para lá. Você fica com acesso rápido aos arquivos e libera espaço no HD. A dica serve para todas as bibliotecas, mas é mais efetiva para vídeo.

Se você usa um notebook, considere criar bibliotecas separadas para o HD interno e externo. Isso dá acesso a todos os arquivos quando a máquina está ligada ao disco externo em casa ou no trabalho, e você consegue manter uma coleção reduzida de músicas ou vídeos quando está viajando, por exemplo. Ferramentas como o Syncopation (25 dólares) ou o iPhoto Library Manager (gratuito; versão avançada custa 20 dólares) ajudam a lidar com bibliotecas duplas.

Outra opção de organização e economia de disco para iTunes e iPhoto é buscar por arquivos duplicados. Os programas têm recursos que fazem isso de maneira básica, mas programas como o iTunify (15 dólares) e o iSweep (15 dólares) trazem busca avançada de duplicados no iTunes, e o Duplicate Annihilator (8 dólares) faz isso pelo iPhoto.

3) Limpe os arquivos de log
Arquivos de log são gerados por diversos processos do Leopard e por aplicativos, que mantém seus próprios logs ou gravam itens ao arquivo system.log do Leopard.

Scripts de manutenção do sistema costumam arquivar e comprimir esses logs de tempos em tempos. Mas removê-los ajuda a liberar algum espaço em disco.

A maioria dos logs (aqueles que gravam eventos de componentes e aplicações do sistema de todos os usuários do computador) costumam ficar na pasta Biblioteca | Logs no HD do Mac e logs de usuários ficam sob pasta do usuário | Biblioteca | Logs.

4) Remova programas sem uso
É algo simples, mas que vale mencionar. Remover programas que não são mais usados – alguns que vêm no Mac OS X, outros que vêm em pacotes comerciais ou shareware – ajuda a economizar espaço em disco.

E não são apenas programas. Alguns componentes como descansos de tela, widgets do dashboard e painéis de preferência sem uso só ocupam espaço.

Componentes do sistema ficam armazenados na pasta Biblioteca na sua pasta Home (se instalados apenas para um usuário) ou no nível raiz do disco rígido (se instalados para todos) – veja conforme o nome do que pretende remover para apagar os itens (widgets estão na pasta Widgets, fotos do desktop em Desktop Pictures e assim por diante). O utilitário de 30 dólares Print Therapy faz um bom trabalho para remover os drivers de impressoras.

Além de remover aplicativos e arquivos de componentes, remova também os arquivos de suporte e suas preferências, que costumam ocupar mais espaço que o próprio programa.

Aplicativos gravam arquivos de suporte na pasta Biblioteca | Application Support na sua pasta Home ou no disco rígido. Arquivos de preferências não costumam ocupar muito espaço, mas se quiser, remova-os também.

E, finalmente, alguns programas criam pastas em outros locais da sua pasta Biblioteca. Como remover cada item pode ser um tanto problemático, use o AppZapper, de 13 dólares (teste gratuito), que apaga o programa e tudo relacionado a ele.

5) Reduza os itens de login
Reduzir o número de itens de login do Leopard melhora sua performance. Os itens de login são aplicações e processos de ajuda para componentes de sistema e aplicativos, abrem automaticamente e tipicamente rodam em segundo plano enquanto você trabalha.
Para fazê-los parar de aparecer quando você liga o Mac, vá ao painel Contas nas Preferências do Sistema e clique na aba Itens Login.

Selecione o item que quer remover e clique no botão de menos abaixo da lista. (Clicar apenas no botão Ocultar não irá impedir o item de funcionar, mas você não verá nenhuma indicação de que ele está sendo aberto; é o caso típico de processos ou aplicativos de ajuda, como o iTunesHelper)

Se você descobrir depois que remover um item de login cria problemas com um aplicativo ou componente, para resolver basta abrir o item manualmente (ou o aplicativo associado). Para restaurar o item, você precisa localizar o arquivo no disco rígido e arrastar de volta para a caixa de Itens Login nas Preferências de sistema, ou clicar no botão de mais para adicionar por meio de uma caixa de diálogo.

6) Faça sem 3D e animações

A interface do Leopard traz diversos efeitos 3D e animações – do dock 3D aos ícones do Stacks, à barra de menu translúcida e diversas outras animações do Finder, o Leopard é cheio desses gastadores de recursos de vídeo. Se você tem um Mac mais antigo, seu Leopard fica lento.

Uma solução é desabilitar um ou vários deles, com ferramentas como o TinkerTool ou o LeoColorBar (gratuitos, para o dock), desligar a barra de menu translúcida no painel Mesa e Protetor de Tela nas Preferências do Sistema e mostrar pastas no Dock  como pastas, não como pilhas (control-clique em cada pasta do Dock e escolher Mostrar como Pasta). O TinkerTool também remove efeitos de animação do Finder.

7) Remova fontes sem uso
Remova ou desabilite fontes usando o aplicativo Catálogo de Fontes que vem com o Mac OS X. Desabilitar uma fonte vai aumentar o desempenho (já que ela será ignorada pelo computador) sem removê-la completamente. Apagar a fonte libera espaço e aumenta desempenho.

Para desabilitar a fonte, selecione-a na lista e clique no botão abaixo da lista que parece uma caixa de marcação (ou vá ao menu Editar | Desativar). O mesmo botão serve para reativar a fonte. Para apagá-la, pressione a tecla delete no teclado.

Lembre que fontes são organizadas por coleções e famílias. Uma família contém uma ou mais variações (regular, itálico, negrito…) de uma única fonte. Remover apenas um membro da família não apaga todas as versões da fonte. As coleções de fontes são grupos organizados de fontes que você usa para localizar fontes específicas.

8) Encontre e remova grandes arquivos e pastas
É o meio mais óbvio para recuperar espaço. O truque é encontrar os arquivos grandes. Algumas ferramentas ajudam na tarefa, como a Disk Inventory X (gratuita), WhatSize (13 dólares), GrandPerspective (gratuita) e o OmniDiskSweeper (gratuita, versão avançada por 15 dólares). Elas servem para varrer seu HD como um todo e te dão uma idéia do uso do disco.

Uma vez que encontrar os arquivos grandes, você pode apagá-los, movê-los para um disco externo, guardá-los como uma imagem de disco comprimida ou arquivá-los como um arquivo .zip.

9) Aumente a RAM
Essa é a dica mais conhecida para qualquer usuário de computadores que quer aumentar o desempenho: instale mais memória RAM. Qualquer máquina funciona mais rápido e melhor com mais RAM, com mais espaço de trabalho para o sistema operacional e aplicativos.

Resolvendo problemas em seu Mac

quarta-feira, fevereiro 16th, 2011

Lá está você, feliz usuário de um Macintosh, aquele computador que é conhecido como “à prova de falhas”. Seu Mac é cheio de recursos, e você vai ganhando a vida digitando, editando filmes, navegando na internet, recebendo emails, terminado aquele trabalho depois de duas semanas sem fazer becape e… oh, oh, problemas! Travou a tela, não reinicia, mensagens de erro, ou então, em um momento de total descuido, você apagou os arquivos errados.

Ah, você é daqueles que acredita que isso não acontece com Mac, apenas com PCs beges e feios? Pior ainda: acredita piamente que “essas coisas ruins nunca acontecerão comigo”? Infelizmente, saiba que acontecem sim. Mas, antes de se desesperar, ou de sair correndo para a assistência técnica mais próxima, saiba que existem diversos procedimentos que você mesmo pode fazer.

O Mac OS X 10.5 Leopard possui várias ferramentas para auxiliar no diagnóstico e solução de problemas, sem você precisar de ajuda externa. E também existem outras ferramentas gratuitas e pagas muito boas, que, em 90% dos casos, solucionarão seu dilema, desde que você saiba como usá-las. Vamos apresentar algumas delas, de maneira que você possa manter seu Mac trabalhando sem sustos.

Primeiramente, analisaremos os procedimentos e ferramentas do Mac OS X Leopard para diagnóstico e solução de problemas. Vamos começar com os mais comuns, seguindo para os considerados mais graves.

Encerrar aplicativos

Para começar, vamos falar dos aplicativos e procedimentos que acompanham os computadores da Apple. Normalmente, os problemas são de fácil solução, mas se você não fizer as coisas corretamente, eles pioram. Por exemplo, se o Mac ou uma aplicação trava (sim, às vezes pode acontecer), primeiro você deve tentar encerrar o aplicativo causador de todos os seus males. Utilize a combinação de teclas [Command] + [Option] + [Esc] para acessar a janela Forçar encerrar aplicativos. Selecione o programa que não está respondendo – geralmente, aparece a indicação de quem é o aplicativo problemático ou ele está com seu nome em vermelho – e clique no botão Forçar Encerrar. Você também pode encerrar aplicativos usando o menu Apple > Forçar Encerrar, ou com clique secundário (o botão direito do mouse) sobre o aplicativo no Dock e forçando  o encerramento.

38-recuperacao-1

Reiniciar o sistema

Se você não conseguir encerrar os aplicativos que não estão funcionando, uma alternativa pode ser finalizar a sessão em que você está (também conhecido como Logout), e reiniciar (Login) novamente. Para fazer isso, selecione o menu Apple > Finalizar Sessão. Mas se mesmo assim o problema persistir, ou se os aplicativos pararam de responder e você não conseguir fazer logout, a solução é reiniciar o sistema operacional. Existem algumas opções para realizar essa tarefa: clique no menu Apple > Reiniciar; ou pressione as teclas [Ctrl] + [Ejetar] e clique no botão Reiniciar que aparece na janela; ou ainda aperte levemente o botão de ligar/desligar, para chegar a essa mesma janela. Caso nada disso funcione, você pode forçar a reinicialização utilizando as combinações de teclas [Command] + [Ctrl] + botão liga/desliga e [Command] + [Ctrl] + [Ejetar]; ou então o desligamento, pressionando [Command] + [Ctrl] + [Option] + [Ejetar] simultaneamente. Em último (último mesmo!) caso, pressione o botão de liga/desliga por cinco segundos para forçar o desligamento. Esse procedimento não é recomendado, porque pode danificar o sistema e piorar ainda mais a situação.

Experimente também desconectar todos os periféricos, pois a fonte do problema pode ser externa (um dispositivo conectado às portas USB ou Firewire, por exemplo).

38-recuperacao-2

Modos de diagnóstico

Quando seu Mac para de responder a comandos ou age de modo inesperado e errático, o ideal é fazer um diagnóstico do sistema. Isso pode ser feito enquanto você reinicia o computador, assim, você ficará sabendo de antemão sobre causas de problemas, além de poder se preparar melhor para solucioná-los. Por ser baseado em UNIX, o Mac OS X oferece diversos modos de diagnósticos poderosos, mas é preciso tomar cuidado, já que eles acontecem nos primeiros estágios de inícialização do sistema e podem afetar o restante do processo. Mas atenção: esses métodos são indicados para aqueles que têm certo conhecimento de UNIX, ou podem danificar ainda mais o seu Mac. Use conscientemente ou chame um amigo para ajudá-lo. Depois, não diga que não avisamos.

Modo Verbose

Neste modo, o sistema mostra o progresso da inicialização, em vez de ocultá-lo com a tela cinza da Apple. Você verá um fundo preto com texto branco, mostrando todos os detalhes do processo de inicialização. Para acessar esse modo, mantenha pressionada a combinação de teclas [Command] + [V] quando ligar o Mac.

Modo de segurança/Inicialização segura/Login seguro

Este modo é acessado mantendo a tecla [Shift] pressionada durante a inicialização ou o login do usuário. Mas existem algumas diferenças importante: a Inicialização Segura ocorre quando o sistema está iniciando; o de Modo de Segurança é quando o sistema já está rodando; e o Login Seguro é quando o sistema inicia a sessão do usuário. Durante a Inicialização segura, o sistema fará um teste detalhado dos procedimentos de inicialização, e automaticamente limita os processos iniciados em cada estágio.

Depois de realizar esses procedimentos, reinicie normalmente o computador. Se o problema for resolvido, siga em frente. Se ainda enfrentar dificuldades, será necessário usar um aplicativo para diagnosticar e reparar o disco, como o Utilitário de Disco (mais sobre ele a seguir).

Modo de usuário único

Neste modo, o sistema apenas iniciará o Core Kernel (núcleo do sistema) e as funcionalidades do UNIX BSD. Você deverá ter conhecimentos da interface de linha de comando (CLI – command-line interface) e comandos UNIX para poder trabalhar nesse modo. Aqui, nem todas as funções do Mac OS X estarão disponíveis. Para voltar à interface do Mac OS X, digite reboot e pressione a tecla [Enter].

Criando um novo usuário

Por mais simples que pareça, este é um procedimento que auxilia o diagnóstico de problemas. Ao criar um novo usuário, você poderá verificar se os problemas estão no sistema operacional e nos aplicativos e isolá-los, ou então nas configurações pessoais do usuário com problemas. Isto agiliza o procedimento de análise. Caso o aplicativo abra sem problemas, experimente voltar ao seu usuário e iniciar o aplicativo com as teclas [Command] + [Option] + [Shift] pressionadas. Geralmente, esse procedimento serve para reiniciar as preferências do programa, mas, em alguns casos, como no iTunes, iniciam no modo de segurança, desativando plug-ins. Se funcionar, fim dos problemas, a vida segue.

Reparar permissões

Muitos casos de problemas são causados por permissões do sistema danificadas e que precisam ser reparadas. Este processo corrige os problemas relacionados com permissões causados por aplicativos, da Apple ou de terceiros, que tenham deixado um recibo de instalação na pasta /Library/Receipts. Sempre que um aplicativo é instalado a partir de um pacote de instalação (cuja extensão é “.pkg”), um arquivo com a “Lista de Materiais” (“Bill of Materials”, cuja extensão é “.bom”) é armazenado no recibo de instalação e contém a lista dos arquivos instalados pelo pacote e as permissões corretas para cada um. Quando você utiliza o Utilitário de Disco para verificar as permissões de arquivos, ele compara as permissões atuais com as indicadas nos arquivos “.bom” e mostra as que estão diferentes. Então, você pode solicitar que ele repare as permissões.

A verificação de permissões não é feita em todos os arquivos. Por exemplo, se você instalou um aplicativo que não utiliza o pacote de instalação da Apple, copiando-o de uma imagem de disco, as permissões desses arquivos não serão verificadas e reparadas, pois um arquivo de recibo não foi criado durante o processo. Por isso, não apague o conteúdo da pasta /Library/Receipts.

O processo de verificação e reparação de permissões não deve ser feito a toda hora, mas como parte do processo de diagnóstico, quando necessário.

38-recuperacao-3

38-recuperacao-4

Reparar discos

Se você tiver desligamentos inesperados, sem o encerramento adequado dos aplicativos, arquivos podem estar corrompidos e será necessário reparar o disco rígido. Você poderá fazer isso usando o Utilitário de Disco do próprio Mac OS X. Se o disco que apresentou problemas não for o de inicialização do sistema (o HD interno), basta verificá-lo e depois, caso sejam detectados problemas, clicar em Reparar Disco.

38-recuperacao-5

Entretanto, caso o disco que apresentou problemas seja o HD onde está instalado o sistema operacional, só é possível fazer o reparo iniciando o Mac usando o DVD de instalação do OS X (pode ser o disco que veio juntamente com seu computador ou um outro mais recente).

Coloque o DVD no drive e inicie o Mac com a tecla [C] pressionada. Depois de passar pela tela de escolha de idioma, selecione o menu Utilitários > Utilitário de Disco. O programa é igual ao que está instalado no seu Mac. Faça uma verificação e, se necessário, repare o disco e as permissões.

Limpeza de preferências e cache

Muitas vezes, algum parâmetro que você configurou é que está causando o problema. Tente apagar arquivos de cache do usuário (~/Library/Caches) ou do sistema (/Library/Caches). Também é possível renomear ou apagar arquivos de preferências do usuário para a aplicação, os quais estão localizados na pasta ~/Library/Preferences. Existem diversos programas que fazem isso para você, como o Main Menu (veja mais na página 60).

PRAM

Inúmeros parâmetros são armazenados na PRAM (parameter RAM), que é uma pequena área da memória não volátil (que não é apagada quando o Mac é desligado). Os parâmetros exatos variam conforme o tipo do Mac ou dos dispositivos e drives conectados. Entre os principais, temos:

Volume de inicialização;

Configurações de vídeo;

Volume do alto-falante;

Data e Hora.

Esses parâmetros podem, muitas vezes, apresentar erros, impedindo a inicialização correta do sistema. Uma alternativa de diagnóstico é resetar a PRAM. Você poderá perder algumas configurações, como o volume do som e o fuso horário do sistema, mas basta depois ir às Preferências do Sistema e reconfigurar na mão. Vale a pena, se resolver seus problemas.

Esse tipo de diagnóstico não
deve ser o primeiro a ser feito, mas se tudo o mais falhar (Reparar permissões, limpar os caches etc.), realizar esse procedimento, geralmente, resolve. Reinicie o Mac mantendo pressionadas as teclas [Command] + [Option] + [P] + [R]. Após o segundo som de inicialização ser emitido, solte as teclas e você deverá ter o sistema iniciando normalmente.

Atenção! Se você tem uma configuração de RAID, seu Mac poderá não voltar à vida se você resetar a PRAM. Nesse caso, pressione a tecla [Option] na inicialização para selecionar o disco de inicialização, ou então a combinação [Command] + [Option] + [Shift] + [Delete]. Veja mais detalhes neste documento da Apple (em inglês).

Atualização de software

Outro procedimento importante para que seu Mac funcione sem problemas é manter o sistema operacional e os aplicativos sempre atualizados. Os pacotes de atualizações normalmente contêm aprimoramentos e correções para problemas e desempenho.

Se as atualizações não solucionarem o problema, você pode tentar desinstalar e reinstalar o aplicativo em questão. Mas não basta enviar o aplicativo para a lixeira, é necessário buscar os demais arquivos de suporte e configuração associados a ele. Se o aplicativo tiver um desinstalador, utilize-o. Caso contrário, remova usando um aplicativo especializado, como o AppDelete, o AppZapper ou o AppCleaner, que também remove os demais arquivos de configuração (eles foram resenhados na MAC+ 27).

No entanto, mesmo sabendo que podemos confiar na Apple, é sempre bom não ser boi de piranha e descobrir que uma atualização para resolver um problema acaba trazendo mais transtornos do que soluções. Verifique fóruns de usuários e sites de notícias sobre Apple, como o da MAC+ para saber se é seguro atualizar seu sistema.

Suporte online

Uma fonte de informações adicionais para encontrar uma solução é o site de suporte da Apple. Lá, existem manuais e artigos com dicas e soluções para as dificuldades mais comuns. Vários dos artigos já estão traduzidos para o português, o que é uma demonstração clara de que a Apple está trabalhando para o usuário brasileiro. Também existem outros sites especializados como o MacFixIt (em inglês), que apresenta diversas dicas para resolver os mais distintos tipos de problemas em seu Mac.

Aplicativos de terceiros

Se você chegou até aqui, é porque tudo o mais não deu certo. O jeito é procurar soluções especializadas. Além dos problemas citados anteriormente, como reparo no disco e permissões corrompidas, você pode ter apagado arquivos por engano, e precisa recuperá-los. É aqui que esta etapa irá auxiliá-lo. Vamos apresentar algumas soluções para manutenção do sistema, reparação de discos e recuperação de arquivos, que podem ser a salvação para seu Mac.

TechTool Deluxe 3.1.2

Grátis com o AppleCare (valor varia de acordo com seu Mac)

Se você adquiriu o AppleCare para seu Mac, recebeu um CD com o TechTool Deluxe, desenvolvido pela Micromat especialmente para a Apple. Ele pode ser utilizado para diagnosticar e reparar problemas, verificando os principais componentes cobertos pelo Plano de Proteção AppleCare. O programa permite a verificação e diagnóstico dos seguintes componentes:

Processador;

Memória de acesso aleatório (RAM);

Memória de vídeo;

USB;

Hardware do disco rígido;

Superfície do disco rígido.

É uma ótima ferramenta de diagnóstico, para que você possa identificar rapidamente problemas com hardware de seu Mac. E o mais importante, ele pode reparar muitos dos erros que encontra.

38-recuperacao-6

TechTool Pro 5 | US$ 100

Se você necessitar de uma ferramenta mais poderosa que o TechTool Deluxe, pode optar por sua versão com mais recursos, o TechTool Pro 5. Este aplicativo é uma solução completa para diagnóstico e reparação de problemas em computadores Mac, verificando quase todos os aspectos da máquina.

Você pode instalar o TechTool Pro ou executá-lo a partir do DVD. Ele instala três categorias de programas, Tests (testes), Tools (ferramentas) e Reports (relatórios), permitindo verificar a placa-mãe, conexões de rede, USB e Firewire e o status S.M.A.R.T. (Self-Monitoring Analysis and Reporting Technology) dos discos rígidos. Ele possui todas as funções do TechTool Deluxe e os seguintes recursos adicionais:

Recuperação de volumes;

Recuperação de arquivos apagados;

Desfragmentação de arquivos;

Becape de diretórios de volumes;

Apagamento seguro de arquivos;

Calibrar áudio e vídeo;

eDrive

Você pode realizar todos os testes, ou escolher apenas os que achar necessário para uma análise específica.

Para alguns procedimentos, tais como o teste/reparação de diretórios e otimização de disco, é necessário iniciar o Mac e executar o TechTool Pro a partir do DVD, pois essas tarefas não podem ser realizadas no mesmo volume em que está o sistema operacional.

Um dos recursos mais interessantes do TechTool Pro 5 é o eDrive. Ele permite criar um volume de emergência que inclui o TechTool Pro em um dos seus discos rígidos (externos ou interno), sem precisar formatar o disco. O eDrive contém uma pequena cópia do sistema operacional e do próprio TechTool Pro. Em caso de problemas, basta reiniciar o sistema por esse volume, dispensando a utilização do DVD de recuperação, para testes e manutenção. Ele é especialmente útil quando você está longe do escritório, e não quer carregar DVDs.

38-recuperacao-7

38-recuperacao-8

38-recuperacao-9

O TechTool Protection é uma ferramenta de monitoramento que acompanha o produto e pode ser instalada e configurada pelo Preferências do Sistema. Nela, ficam os monitoramentos em segundo plano (background), tais como espaço em disco ou dos volumes, becape automático de diretórios, verificação S.M.A.R.T. de discos e alertas por email. Além das vantagens óbvias, tem mais uma: consome poucos recursos do sistema operacional.

38-recuperacao-10

Disk Warrior 4 | US$ 100

Um clássico do mundo Mac e também um dos mais premiados nas resenhas de revistas especializadas, este aplicativo é um dos mais confiáveis para a plataforma, tendo salvado a vida de muitos usuários nos últimos anos. Ele tem apenas uma função, e a faz muito bem: reparar discos com problemas dos mais diversos. O Disk Warrior pode ser utilizado em qualquer disco rígido (interno ou externo), volumes em RAID, FileVault, imagens de disco e iPods, e pode reparar permissões utilizando os recursos também disponíveis no Utilitário de Disco do Mac OS X.
O software pode ser instalado e executado em seu Mac para avaliação e recuperação de discos externos. Para reparar um HD interno, é preciso iniciar o Mac pelo CD do programa. É um dos mais simples de usar: você inicia o programa, escolhe qual disco será avaliado e clica no botão Rebuild. O programa faz todo o resto. O processo pode demorar um pouco, dependendo do tamanho do disco (o que também pode aumentar o nível de adrenalina do usuário, já que ele só diz se será possível fazer o conserto no final). Apesar de sua aparente simplicidade, possui recursos poderosos e, como já dissemos, com ótimo desempenho.
O programa não é apenas destinado à solução de problemas, mas também à manutenção periódica, para evitá-los. Por exemplo, a verificação de hardware analisa o status S.M.A.R.T. dos discos rígidos, à procura de problemas.

38-recuperacao-11

DataRescue II | US$ 100

O DataRescue II não serve para reparar problemas em HDs, como os outros até agora mencionados, mas é um dos melhores para recuperar arquivos e pastas apagados por engano ou que estão em mídias danificadas ou corrompidas, permitindo salvar esses dados em outro volume, deixando o original intacto.

38-recuperacao-12

38-recuperacao-13

Fácil de usar, ele apresenta dois modos de recuperação, o Assistant (modo assistido) ou o Expert Mode (modo expert). A principal exigência do DataRescue II é a necessidade de ter outro volume (um HD externo já é suficiente, ou mesmo um iPod) conectado ao sistema para permitir salvar os arquivos recuperados. O Expert mode possui diversas opções, entre elas a de clonar o disco ou volume para outro HD.
O programa é bastante simples de usar: ao perceber que se apagou ou perdeu algum arquivo por engano, na janela principal do aplicativo, você seleciona o disco que será vistoriado e, em seguida, o disco de trabalho (aquele que o programa usará para salvar os documentos recuperados). O processo começa com uma busca (scan), que pode ser a rápida (que, segundo o desenvolvedor, resolve a grande maioria dos casos) e a profunda, que pode demorar muito tempo. Além disso, muitas vezes, os documentos não aparecem com seus nomes originais, gerando um pouco de trabalho para descobrir o que é importante e deve ser recuperado, e o que era realmente lixo e devia ter continuado por lá.
O DataRescue também pode ser utilizado para recuperar dados de discos problemáticos, isto é, que não montam mais na Mesa e pare-cem fadados a morrer em pouquíssimo tempo.

Drive Genius 2 | US$ 100

O Drive Genius é um aplicativo para análise e otimização de desempenho em discos rígidos, e não para recuperação de dados. Ele pode reparar ou reconstruir volumes, além de permissões, mas não consegue trazer de volta arquivos apagados.

38-recuperacao-14

A interface do programa é um show à parte. Muito bem-feita, possui um modo de visualização similar ao Cover Flow, em que você escolhe quais funções deseja usar. São várias à disposição, desde desfragmentação de disco, teste de integridade, informações, reparticionar o disco, entre outras.
Além disso, é possível verificar o desempenho dos volumes, duplicar (clonar) um sistema inteiro e também fazer uma limpeza geral para ganhar mais espaço, eliminando arquivos duplicados, idiomas adicionais e binários universais desnecessários (por exemplo, remover a parte PowerPC de um programa que está rodando em Macs com processadores Intel). Outra função bacana é a de apagar arquivos confidenciais (Shred), que promete eliminar qualquer vestígio de documentos no HD.
Para verificações mais drásticas, o DVD de instalação também é bootável, isto é, pode ser usado para iniciar o Mac e fazer alguns reparos no disco interno do computador.

R-Studio for Mac | US$ 80

O R-Studio for Mac faz parte da família de produtos R-Studio, da empresa R-TT. São produtos para recuperação de dados com recursos poderosos e custo relativamente baixo. Ele foi desenvolvido para ser instalado no ambiente Mac OS X e tem capacidade de recuperar arquivos de partições HFS/HFS+ (Macintosh), FAT/NTFS (Windows), UFS1/UFS2 (FreeBSD/OpenBSD/NetBSD/Solaris) e Ext2FS/Ext3FS (Linux). Ademais, permite a busca de arquivos em dispositivos com sistemas de arquivos desconhecidos, incluindo discos rígidos, CDs, DVDs, discos flexíveis, compact flash cards, pen drives, zip drives, memory sticks e outros tipos de mídias removíveis.

38-recuperacao-15

Tem suporte a discos dinâmicos, volumes HFSJ e HFSX, bem como a RAID por software e hardware, Volumes Sets e Stripe Sets. Recupera arquivos comprimidos e criptografados e alternate data streams em partições NTFS. Também reconhece nomes de arquivos em idiomas diferentes do inglês.
Ele consegue recuperar arquivos de partições que tenham sido formatadas, danificadas ou apagadas. Os arquivos recuperados podem ser salvos em qualquer unidade de disco (inclusive de rede) visíveis pelo sistema operacional no qual está instalado. Também auxilia na criação de imagens de um disco inteiro, de um disco lógico ou parte deles. Essas imagens podem ser cópias exatas, compatíveis com versões anteriores do R-Studio, ou imagens comprimidas, que podem ser divididas em várias partes e protegidas por senha. Essas imagens são compatíveis com aquelas criadas pelo produto R-Drive Image.

Stellar Phoenix Macintosh 3.5 | US$ 100

O Stellar Phoenix Macintosh Data Recovery é outra opção que permite recuperar arquivos de discos rígidos, iPods e cartões de memória, corrompidos ou formatados. É compatível com os sistemas de arquivos HFS, HFS+, HFSX, HFS Wrapper e FAT e possui mecanismos de busca rápida de arquivos, recuperação de arquivos ou volumes apagados e formatados. Também permite criar uma imagem do volume com problemas, muito útil quando o volume possui muitos bad blocks.

O software permite a recuperação de dados danificados devido a:

➜ Disco rígido corrompido ou que não monta;
➜ Apagamento acidental;
➜ Arquivo do catálogo corrompido;
➜ Arquivos apagados de iPod.
38-recuperacao-16

Possui três opções de verificação: Quick Recovery (recuperação rápida), Deleted File Recovery (recuperação de arquivos apagados) e Formatted Media/Lost File Recovery (recuperação de mídias formatadas/arquivos perdidos). A localização de arquivos é facilitada pelo filtro de arquivos, localizador, log de eventos e máscara de arquivos. O software vem com um DVD para recuperar arquivos quando seu Mac não pode ser inicializado.

Assistência técnica
Se tudo o mais falhar, leve seu Mac a uma assistência técnica autorizada. Você poderá localizar a mais próxima no site da Apple.
Esperamos que essas dicas sejam úteis e que você possa trabalhar com tranquilidade em seu Mac. E não esqueça de fazer becape! Só o backup salva!

Fonte: MacMais

Razões pelas quais as pessoas que trabalham com computadores parecem ter um monte de tempo livre!

segunda-feira, fevereiro 14th, 2011

FLISOL – Festival Latino-Americano de Instalação de Software Livre acontecerá em Abril

segunda-feira, fevereiro 7th, 2011

O que é o FLISOL?

O FLISOL (Festival Latino-americano de Instalação de Software Livre) é o maior evento de difusão de Software Livre da América Latina. É realizado desde o ano de 2005 e seu principal objetivo é promover o uso de software livre, dando conhecimento ao público em geral sua filosofia, alcances, avanços e desenvolvimento.

Para tal finalidade, as diversas comunidades de Software Livre (em cada país, cidade e localidade), organizam simultaneamente eventos nos quais se instala de maneira gratuita e totalmente legal, software livre nos computadores que o público leva. Além disso, de forma paralela, são oferecidas palestras, oficinas e cursos, sobre as temáticas locais, nacionais e latino-americanas em torno do Software Livre, em toda sua gama de expressão: artística, acadêmica, empresarial e social.

O FLISOL 2011 realizar-se-á no dia 09 de abril.

Quem organiza o FLISOL 2011?

A comunidade de Software Livre na América Latina, formada por pessoas e grupos de diversas naturezas, com o apoio de outras entidades, principalmente educacionais, e alguns patrocinadores dos eventos em cada localidade.

Em João Pessoa ainda não foi definido o local onde acontecerá o evento, assim que tivermos novidades na lista do GLUG/PB(Grupo de Usuários Linux da Paraíba) informaremos aqui no Blog.

A quem se destina o evento?

O evento é dirigido a todo tipo de público: estudantes, professores, empresários, trabalhadores, servidores públicos, entusiastas e até mesmo pessoas que não possuam muito conhecimento em informática.

Se possui ou não conhecimentos e interesses em informática, licenças, direito de propriedade intelectual e demais áreas da ciência e da tecnologia, de qualquer modo apareça, assista e participe do evento. Nosso objetivo é compartilhar o conhecimento e ânsias de liberdade.

Quanto custa o evento?

A presença no FLISOL é totalmente livre e gratuita.

Que benefícios tenho assistindo ao FLISOL 2011?

E que perde? Entre alguns benefícios, você terá a oportunidade de instalar Softwares Livres em seu computador, verificar que é uma real e segura alternativa a outros modelos de desenvolvimento e distribuição de Softwares, informar-se sobre a filosofia, cultura e organização ao redor do mesmo, e conhecer as experiências, desenvolvimentos e investigações de grupos e entidades em torno do Software Livre, tanto a nível local, nacional e internacional.

Talvez encontre uma alternativa ou solução em Software Livre para você, sua empresa, colégio, universidade e, inclusive, para seu governo. Poderá clarear suas dúvidas acerca dos temas relacionados e, quem sabe encontre no Software Livre, uma alternativa de investigação, emprego e desenvolvimento tecnológico.

Quero ajudar, o que posso fazer?

Existem várias opções para colaborar, entre em contato através da lista do GLUG-PB ou ajude, voluntariamente, através de um dos seguintes pontos:

* * Divulgação do evento
* * Patrocínio
* * Colaborando no stand

Para Maiores Informações:

Flisol Brasil : http://flisol.net/FLISOL2011/Brasil

Lançado o Debian GNU/Linux 6.0 “Squeeze” – por Marcelo Santana

segunda-feira, fevereiro 7th, 2011

Após 24 meses de constante desenvolvimento, o Projeto Debian tem o prazer de apresentar sua nova versão estável 6.0 (codinome “Squeeze”). O Debian 6.0 é um sistema operacional livre, vindo pela primeira vez em dois sabores. Ao lado do Debian GNU/Linux, o Debian GNU/kFreeBSD é introduzido com esta versão como uma “prévia da tecnologia”.

O Debian 6.0 inclui o KDE Plasma Desktop e Aplicativos, os ambientes de área de trabalho GNOME, Xfce, e LXDE assim como todos os tipos de aplicativos para servidor.  Também apresenta compatibilidade com a FHS v2.3 e software desenvolvido para a versão 3.2 da LSB.

O Debian funciona em computadores desde palmtops e sistemas  handheld a supercomputadores, e em quase tudo entre eles.  Um total de nove arquiteturas são suportadas pelo Debian GNU/Linux: 32-bit PC / Intel IA-32 (i386), 64-bit PC / Intel EM64T / x86-64 (amd64), Motorola/IBM PowerPC (powerpc), Sun/Oracle SPARC (sparc), MIPS (mips (big-endian) e mipsel (little-endian)), Intel Itanium (ia64), IBM S/390 (s390), e ARM EABI (armel).

O Debian 6.0 “Squeeze” introduz prévias técnicas de dois novos portes para o kernel do projeto FreeBSD usando o conhecido espaço de  aplicativos Debian/GNU:  Debian GNU/kFreeBSD para o 32-bit PC (kfreebsd-i386) e o 64-bit PC (kfreebsd-amd64). Estes portes são os primeiros a serem incluídos em uma versão do Debian que não são baseados no kernel Linux. O suporte ao software comum de servidor está robusto e combina os recursos existentes nas versões Debian baseadas em Linux com os recursos únicos conhecidos do mundo BSD. Entretanto, para esta versão estes novos portes são limitados; por exemplo, alguns recursos avançados do desktop ainda não são suportados.

Outra novidade é o kernel Linux completamente livre, que não contém mais arquivos de firmware problemáticos. Estes foram divididos em pacotes separados e movidos do repositório main do Debian para a área non-free do nosso repositório, que não é habilitada por padrão. Desta forma, os usuários Debian têm a possibilidade de executar um sistema operacional completamente livre, mas ainda podem optar por usar arquivos de firmware não-livres se necessário. Os arquivos de firmware necessários durante a instalação podem ser carregados pelo sistema de instalação; imagens especiais de CD e arquivos tarball para instalações baseadas em USB também estão disponíveis.  Mais informações a respeito disso podem ser encontradas na página wiki de Firmware do Debian.

Além disso, o Debian 6.0 introduz um sistema de inicialização baseado em dependências, tornando a inicialização do sistema mais rápida e robusta devido a execução paralela dos scripts de inicialização e o controle correto de dependências entre eles. Várias outras mudanças tornam o Debian mais adequado para notebooks de tamanho reduzido, como a introdução do shell KDE Plasma Netbook.

Esta versão inclui numerosos pacotes de software atualizados, tais como:

  • Espaços de trabalho KDE Plasma e Aplicativos do KDE 4.4.5
  • uma versão atualizada do ambiente de área de trabalho GNOME 2.30
  • o ambiente de área de trabalho Xfce 4.6
  • LXDE 0.5.0
  • X.Org 7.5
  • OpenOffice.org 3.2.1
  • GIMP 2.6.11
  • Iceweasel 3.5.16 (uma versão sem marcas do Mozilla Firefox)
  • Icedove 3.0.11 (uma versão sem marcas do Mozilla Thunderbird)
  • PostgreSQL 8.4.6
  • MySQL 5.1.49
  • Coleção de Compiladores GNU 4.4.5
  • Linux 2.6.32
  • Apache 2.2.16
  • Samba 3.5.6
  • Python 2.6.6, 2.5.5 e 3.1.3
  • Perl 5.10.1
  • PHP 5.3.3
  • Asterisk 1.6.2.9
  • Nagios 3.2.3
  • Xen Hypervisor 4.0.1 (dom0 assim como suporte a domU)
  • OpenJDK 6b18
  • Tomcat 6.0.18
  • mais de 29.000 outros pacotes de software prontos para usar, construídos a partir de cerca de 15.000 pacotes fonte.

O Debian 6.0 inclui mais de 10.000 novos pacotes como o navegador Chromium, a solução de monitoramento Icinga, a interface gráfica de gerenciamento de pacotes Central de Aplicativos, o gerenciador de rede wicd, as ferramentas de contêiner Linux lxc e a framework de cluster corosync.

Com esta ampla seleção de pacotes, o Debian mais uma vez permanece fiel ao seu objetivo de ser o sistema operacional universal. É apropriado para muitos casos diferentes de uso: de sistemas desktop a netbooks; de servidores de desenvolvimento a sistemas de cluster; e para servidores de banco de dados, web ou de armazenamento. Ao mesmo tempo, esforços adicionais para garantia de qualidade como instalação automática e testes de atualização para todos os pacotes nos repositórios Debian, assegurando que o Debian 6.0 satisfaz as altas expectativas que os usuários têm de uma versão estável do Debian. É sólido com rocha e rigorosamente testado.

A partir do Debian 6.0, as “Distribuições Debian Customizadas” são renomeadas para “Debian Pure Blends”. Sua cobertura tem aumentando conforme o Debian 6.0 adiciona Debian Accessibility, DebiChem, Debian EzGo, Debian GIS e Debian Multimedia às já existentes, Debian Edu, Debian Med e Debian Science “pure blends”. O conteúdo completo de todas as blends pode ser acessado, incluindo possíveis pacotes que os usuários são convidados a indicar para adição na próxima versão.

O Debian pode ser instalado a partir de várias mídias de instalação tais como discos Blu-ray, DVDs, CDs e dispositivos USB ou através da rede. O GNOME é o ambiente de área de trabalho padrão e está contido no primeiro CD. Os outros ambiente de áreas de trabalho KDE Plasma Desktop e Aplicativos, Xfce, ou LXDE podem ser instalados através de duas imagens de CD alternativas. O ambiente de área de trabalho desejado também pode ser escolhido a partir dos menus de inicialização dos CDs/DVDs.  Novamente estão disponíveis com o Debian 6.0 os CDs e DVDs multi-arquitetura que suportam instalação de múltiplas arquiteturas a partir de um único disco. A criação da mídia de instalação USB inicializável também foi extremamente simplificada; veja o Guia de Instalação para mais detalhes.

Além da mídia de instalação normal, o Debian GNU/Linux também pode ser diretamente utilizado sem instalação prévia.  As imagens especiais usadas, conhecidas como imagens live, estão disponíveis para CDs, dispositivos USB e montagens via netboot. Inicialmente, estas são fornecidas apenas para as arquiteturas amd64 e i386. Também é possível usar estas imagens live para instalar o Debian GNU/Linux.

O processo de instalação para o Debian GNU/Linux 6.0 foi melhorado de várias maneiras, incluindo seleção mais fácil do idioma e configurações do teclado, e particionamento de volumes lógicos (LVM), RAID e sistemas criptografados.  Também foi adicionado suporte para os sistemas de arquivos ext4 e btrfs e na arquitetura kFreeBSD o sistema de arquivos Zettabyte (ZFS). O sistema de instalação para o Debian GNU/Linux agora está disponível em 70 idiomas.

As imagens de instalação podem ser baixadas agora mesmo via bittorrent (o método recomendado), jigdo ou HTTP veja Debian em CDs para maiores informações.  Em breve também estará disponível em mídias de DVD, CD-ROM e discos Blu-ray a partir de vários vendedores.

As atualizações para o Debian GNU/Linux 6.0 a partir da versão anterior, Debian GNU/Linux 5.0 (codinome “Lenny”), serão automaticamente manipuladas pela ferramenta de gerenciamento de pacotes apt-get para a maioria das configurações, e de certa forma, também pela ferramenta de gerenciamento de pacotes aptitude. Como sempre, os sistemas Debian GNU/Linux devem ser atualizados de forma indolor, no local, sem qualquer indisponibilidade forçada, mas é fortemente recomendado que você leia as notas de lançamento assim como o guia de instalação para possíveis problemas, e instruções detalhadas de instalação e atualização.  As notas de lançamento ainda serão melhoradas e traduzidas para idiomas adicionais nas semanas após o lançamento.

A respeito do Debian

O Debian é um sistema operacional livre, desenvolvido por milhares de voluntários de todo o mundo que colaboram através da Internet. Os pontos chave do projeto Debian são a sua base de voluntários, a sua dedicação ao Contrato Social do Debian e ao Software Livre, e o seu compromisso de fornecer o melhor sistema operacional possível. O Debian 6.0 é mais um passo importante nesta direção.

Informações de Contato

Para mais informações, por favor, visite as páginas web do Debian em http://www.debian.org/ ou envie um e-mail para press@debian.org.

Fonte: http://softwarelivre.org/mgsantana/blog/lancado-o-debian-gnulinux-6.0-squeeze

O que muda para os usuários finais com a chegada do IPv6

segunda-feira, fevereiro 7th, 2011

O IPv6 para os usuários finais:

IPv6 é abreviação de Internet Protocol version 6 ou, em português, Protocolo Internet versão 6. Um protocolo consiste num conjunto de regras que permitem a comunicação entre dispositivos. Grosso modo, protocolo é uma “linguagem”. O IP é a base da Internet, e a versão utilizada atualmente é a versão 4 (IPv4).

O IPv6 é necessário porque os endereços livres no IPv4 estão se acabando. As previsões indicam que eles se esgotarão por volta de 2010 ou 2011. Sem novos números IP seria muito complicado conectar novos usuários à Internet. Seu crescimento ficaria muito prejudicado. No IPv6 a quantidade de endereços disponível é muito maior que no IPv4, o que permitirá a continuidade do crescimento da rede. Prevê-se que ambos, IPv4 e IPv6, funcionem lado a lado na Internet por muitos anos. Mas, a longo prazo, o IPv6 substituirá o IPv4.

Se compararmos o endereço IP com o endereço de uma casa, com a adoção do IPv6 será como se todas as casas ganhassem um número novo, mas diferente do antigo, como um código. Dessa forma as casas teriam ainda seu número antigo e o novo código: eles não se misturariam ou se confundiriam, porque seriam diferentes. Ambos poderiam ser usados para se chegar às casas, mas quando todas elas recebessem o novo código o antigo poderia ser deixado de lado.

A implantação do IPv6 deve ser transparente para os usuários finais (domésticos). Ou seja, se tudo der certo, pouca coisa mudará: seu computador será configurado automaticamente, a Internet continuará a funcionar e a evoluir, e você notará, com o passar do tempo, mais aplicações facilitando a comunicação fim a fim entre as pessoas, como as de video conferência, voIP e colaboração, entre outras.

Algumas coisas serão mais fáceis. Por exemplo, se você tem uma pequena rede na sua casa, com diversos computadores ou ainda com outros dispositivos, cada um deles terá um endereço IP fixo e válido na Internet. Isso significa que você não precisará mais que um computador ou roteador seja responsável pelo compartilhamento da conexão (tecnicamente, chamamos isso de NAT – Network Address Translation).

Com os IPs válidos, ficará mais simples acessar os dispostivos remotamente, de forma segura. Você poderá, por exemplo, utilizar sua impressora doméstica do computador de seu serviço, se assim o desejar. Alguns outros equipamentos em sua casa poderão também ser ligados à Internet, como fogões, geladeiras, cafeteiras, lâmpadas, câmeras de vigilância, etc; dessa forma você poderá controlá-los ou visualizar seu estado à distância.

Se a implantação do IPv6 falhar, você notará que a Internet continuará a funcionar… Mas, provavelmente, o ritmo em que novas aplicações interessantes aparecem diminuirá bastante. Talvez o acesso à rede também fique mais caro.

E o que muda para o usuário final?

O Coordenador do projeto IPv6 no Brasil Antonio Moreiras afirma que apenas os modems ou roteadores sem suporte ao padrão precisarão ser trocados.

Na última quinta-feira (3/2) os endereços IPs do protocolo IPv4 pararam de ser distribuídos em todo o mundo. Com isso, os Registros Regionais de Internet passarão a entregar, a partir de agora, unicamente o protocolo IPv6.

A troca é uma questão de infraestrutura. Na década de 70, quando o IPv4 foi criado, os desenvolvedores da web não tinham ideia do tamanho que a internet teria e, portanto, não se preocuparam em criar um padrão de endereços que suportasse a expansão da rede mundial.

Agora, com o crescimento exponencial da internet, esses números IPv4 estão chegando ao fim. A expectativa é de que já não exista mais disponibilidade de endereços a partir de dezembro de 2011. Então, para que a internet continue crescendo e se desenvolvendo, foi necessário criar um outro sistema de numeração, que irá comportar muito mais computadores, servidores e endereços web. Em vez dos 4 bilhões de números – usados no IPv4 -, o IPv6 suporta uma quantidade que nem sabemos falar: são 3,4×10 elevado à 38ª potencia.

Isso é extremamente positivo, uma vez que, em breve, não só as pessoas e as máquinas estarão conectadas, mas os objetos também. Segundo o coordenador de projetos do IPv6 BR, Antonio Moreiras, o mundo está entrando na era da “Internet das Coisas”, na qual geladeiras, microondas, carros e outros objetos estarão conectados à rede e cada um deles também terá seu número de IP. Com essa nova realidade, é imprescindível ampliar a disponibilidade de endereços no mundo.

Além disso, Moreiras explicou que a mudança para o IPv6 pode significar mais segurança para a Internet, pois o padrão conta com um protocolo criptografado, que pode identificar todo o caminho percorrido por cada IP. Para os usuários finais, essa mudança nem deve ser percebida. “Isso vai acontecer de forma invisível. Caso o internauta tenha um modem ou um  roteador sem suporte para IPv6 será necessário comprar outro, mas isso depende da tecnologia usada. Algumas pessoas têm provedores que administram tudo e são eles que deverão disponibilizar o IPv6”, explica.

O executivo acredita que ainda é muito cedo para os usuários finais se preocuparem com isso, até porque existem poucos equipamentos no mundo com suporte IPv6. Os aparelhos devem começar a ser vistos mais no final do ano e, por isso, vale a pena esperar. “A minha dica é conversar com seu provedor pra saber se eles já estão se preparando para esta troca”, sugere.

A verdade é que as empresas de telecom e provedores serão os mais cobrados com essa história. Eles têm cerca de 1,5 ano para se organizarem, mas como o movimento começou em 2008, os investimentos em equipamentos já estão sendo feito desde então. “Ainda é um assunto desconhecido por muitos, mas a CTBC e Global Crossing, por exemplo, já têm suporte IPv6. Outras como Telefônica, Embratel, GVT e Intelig estão se preparando”, conta o coordenador do projeto.

Para ter ideia de como o IPv6 não será um ‘bicho de sete cabeças’ para os usuários, no evento de tecnologia, Campus Party, a Telefônica fez um experimento e disponibilizou IPv6 para todos os participantes. Durante os seis dias de evento, os internautas usaram o protocolo sem nem ao menos perceber.

Para mais informações visitem o site que o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC) criou com informações sobre o projeto IPv6 no Brasil: http://curso.ipv6.br/

Baixe já a sua Revista Espírito Livre n. 22

quinta-feira, fevereiro 3rd, 2011

E 2011 chega e com ele, um turbilhão de coisas para fazer. Mês de janeiro, então, é típico e comum em todos os anos: um mês que para alguns é férias, e para outros é o oposto, afinal alguém tem que cuidar das tarefas enquanto outros se divertem em suas férias. É mês de estudo, onde muitos se reservam para estudar, se reciclar, se aperfeiçoar, já que durante o ano, isso quase sempre é impossível para certas pessoas. Janeiro também é um ano que, para tantos outros, se programar, se agendar. Mês de promessas, de dietas, um mês que serve para analisarmos os pontos positivos do ano que passou e fazer novos planos, mesmo que não dê tempo para fazer tudo. Para nós, da Revista Espírito Livre, também não seria diferente. Aguardem que coisa boa está por vir…

http://revista.espiritolivre.org/img/REL022_Capa.jpg

A edição de janeiro da Revista Espírito Livre apresenta ao leitor, um tema bastante recorrente em sites especializados e que alguns simplesmente tentam ignorar: Software Livre nas empresas. O software livre já é uma realidade em grande parte das empresas, e aquelas que, dizem não usar, muito provavelmente acabam usando, seja na hospedagem de seu site, seja no framework utilizado para criar uma solução web, seja para navegar, já que a própria Internet tem como pilares, softwares de código-aberto. Neste contexto, fomos conversar com Arvind G. S., um indiano, responsável pelo Projeto Fedena, uma suite para gestão escolar.

Além disso, a edição apresenta várias outros artigos que ajudam a compor o tema do mês. Albino Biasutti apresenta um pequeno case de sucesso de implantação de software livre em uma empresa hospitalar, Estefânio Luiz Almeira fala sobre o MySQL e como ele pode ser uma boa solução empresarial, no que diz respeito a Sistemas de Gerenciamento de Banco de Dados. Evaldo Júnior, que andava sumido, mas que retoma suas contribuições junto a revista, fala sobre um case de implantação de software livre em uma micro empresa. Gilberto Sudré, deixa claro em seu artigo, que o software livre já está maduro para o mercado.

A edição ainda leva o leitor a conhecer um pouco mais sobre as vantagens do software livre no desktop, apresentadas por Marcelo Menezes. Walter Capanema aborta um tema polêmico sobre o WikiLeaks e o direito a informação.

Esta edição ainda traz um fascículo especial, que se encontra ao final da revista. Na verdade, este fascículo trata-se de uma republicação dos “Cadernos da Liberdade”, de autoria de Djalma Valois Filho, um grande parceiro da comunidade de software livre no Brasil. Os quadrinhos datam de 2004, mas ainda continuam bastante atuais, como os leitores poderão comprovar.

Assim, como em outros meses, a edição de número 22 está repleta de material interessante e que atende a uma demanda bem diversificada de leitores.

Revista Espírito Livre - Ed. n #022 - Janeiro 2011

Aproveito para agradecer a todos os colaboradores e envolvidos na produção desta e de outras edições. A publicação é um esforço conjunto e que só se concretiza com a participação de uma equipe empenhada em levar ao leitor um material de qualidade.

E para os leitores da Revista Espírito Livre, o nosso muito obrigado por nos acompanhar. E que venha 2011.

* fonte: Revista Espírito Livre