fevereiro 7th, 2011

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FLISOL – Festival Latino-Americano de Instalação de Software Livre acontecerá em Abril

segunda-feira, fevereiro 7th, 2011

O que é o FLISOL?

O FLISOL (Festival Latino-americano de Instalação de Software Livre) é o maior evento de difusão de Software Livre da América Latina. É realizado desde o ano de 2005 e seu principal objetivo é promover o uso de software livre, dando conhecimento ao público em geral sua filosofia, alcances, avanços e desenvolvimento.

Para tal finalidade, as diversas comunidades de Software Livre (em cada país, cidade e localidade), organizam simultaneamente eventos nos quais se instala de maneira gratuita e totalmente legal, software livre nos computadores que o público leva. Além disso, de forma paralela, são oferecidas palestras, oficinas e cursos, sobre as temáticas locais, nacionais e latino-americanas em torno do Software Livre, em toda sua gama de expressão: artística, acadêmica, empresarial e social.

O FLISOL 2011 realizar-se-á no dia 09 de abril.

Quem organiza o FLISOL 2011?

A comunidade de Software Livre na América Latina, formada por pessoas e grupos de diversas naturezas, com o apoio de outras entidades, principalmente educacionais, e alguns patrocinadores dos eventos em cada localidade.

Em João Pessoa ainda não foi definido o local onde acontecerá o evento, assim que tivermos novidades na lista do GLUG/PB(Grupo de Usuários Linux da Paraíba) informaremos aqui no Blog.

A quem se destina o evento?

O evento é dirigido a todo tipo de público: estudantes, professores, empresários, trabalhadores, servidores públicos, entusiastas e até mesmo pessoas que não possuam muito conhecimento em informática.

Se possui ou não conhecimentos e interesses em informática, licenças, direito de propriedade intelectual e demais áreas da ciência e da tecnologia, de qualquer modo apareça, assista e participe do evento. Nosso objetivo é compartilhar o conhecimento e ânsias de liberdade.

Quanto custa o evento?

A presença no FLISOL é totalmente livre e gratuita.

Que benefícios tenho assistindo ao FLISOL 2011?

E que perde? Entre alguns benefícios, você terá a oportunidade de instalar Softwares Livres em seu computador, verificar que é uma real e segura alternativa a outros modelos de desenvolvimento e distribuição de Softwares, informar-se sobre a filosofia, cultura e organização ao redor do mesmo, e conhecer as experiências, desenvolvimentos e investigações de grupos e entidades em torno do Software Livre, tanto a nível local, nacional e internacional.

Talvez encontre uma alternativa ou solução em Software Livre para você, sua empresa, colégio, universidade e, inclusive, para seu governo. Poderá clarear suas dúvidas acerca dos temas relacionados e, quem sabe encontre no Software Livre, uma alternativa de investigação, emprego e desenvolvimento tecnológico.

Quero ajudar, o que posso fazer?

Existem várias opções para colaborar, entre em contato através da lista do GLUG-PB ou ajude, voluntariamente, através de um dos seguintes pontos:

* * Divulgação do evento
* * Patrocínio
* * Colaborando no stand

Para Maiores Informações:

Flisol Brasil : http://flisol.net/FLISOL2011/Brasil

Lançado o Debian GNU/Linux 6.0 “Squeeze” – por Marcelo Santana

segunda-feira, fevereiro 7th, 2011

Após 24 meses de constante desenvolvimento, o Projeto Debian tem o prazer de apresentar sua nova versão estável 6.0 (codinome “Squeeze”). O Debian 6.0 é um sistema operacional livre, vindo pela primeira vez em dois sabores. Ao lado do Debian GNU/Linux, o Debian GNU/kFreeBSD é introduzido com esta versão como uma “prévia da tecnologia”.

O Debian 6.0 inclui o KDE Plasma Desktop e Aplicativos, os ambientes de área de trabalho GNOME, Xfce, e LXDE assim como todos os tipos de aplicativos para servidor.  Também apresenta compatibilidade com a FHS v2.3 e software desenvolvido para a versão 3.2 da LSB.

O Debian funciona em computadores desde palmtops e sistemas  handheld a supercomputadores, e em quase tudo entre eles.  Um total de nove arquiteturas são suportadas pelo Debian GNU/Linux: 32-bit PC / Intel IA-32 (i386), 64-bit PC / Intel EM64T / x86-64 (amd64), Motorola/IBM PowerPC (powerpc), Sun/Oracle SPARC (sparc), MIPS (mips (big-endian) e mipsel (little-endian)), Intel Itanium (ia64), IBM S/390 (s390), e ARM EABI (armel).

O Debian 6.0 “Squeeze” introduz prévias técnicas de dois novos portes para o kernel do projeto FreeBSD usando o conhecido espaço de  aplicativos Debian/GNU:  Debian GNU/kFreeBSD para o 32-bit PC (kfreebsd-i386) e o 64-bit PC (kfreebsd-amd64). Estes portes são os primeiros a serem incluídos em uma versão do Debian que não são baseados no kernel Linux. O suporte ao software comum de servidor está robusto e combina os recursos existentes nas versões Debian baseadas em Linux com os recursos únicos conhecidos do mundo BSD. Entretanto, para esta versão estes novos portes são limitados; por exemplo, alguns recursos avançados do desktop ainda não são suportados.

Outra novidade é o kernel Linux completamente livre, que não contém mais arquivos de firmware problemáticos. Estes foram divididos em pacotes separados e movidos do repositório main do Debian para a área non-free do nosso repositório, que não é habilitada por padrão. Desta forma, os usuários Debian têm a possibilidade de executar um sistema operacional completamente livre, mas ainda podem optar por usar arquivos de firmware não-livres se necessário. Os arquivos de firmware necessários durante a instalação podem ser carregados pelo sistema de instalação; imagens especiais de CD e arquivos tarball para instalações baseadas em USB também estão disponíveis.  Mais informações a respeito disso podem ser encontradas na página wiki de Firmware do Debian.

Além disso, o Debian 6.0 introduz um sistema de inicialização baseado em dependências, tornando a inicialização do sistema mais rápida e robusta devido a execução paralela dos scripts de inicialização e o controle correto de dependências entre eles. Várias outras mudanças tornam o Debian mais adequado para notebooks de tamanho reduzido, como a introdução do shell KDE Plasma Netbook.

Esta versão inclui numerosos pacotes de software atualizados, tais como:

  • Espaços de trabalho KDE Plasma e Aplicativos do KDE 4.4.5
  • uma versão atualizada do ambiente de área de trabalho GNOME 2.30
  • o ambiente de área de trabalho Xfce 4.6
  • LXDE 0.5.0
  • X.Org 7.5
  • OpenOffice.org 3.2.1
  • GIMP 2.6.11
  • Iceweasel 3.5.16 (uma versão sem marcas do Mozilla Firefox)
  • Icedove 3.0.11 (uma versão sem marcas do Mozilla Thunderbird)
  • PostgreSQL 8.4.6
  • MySQL 5.1.49
  • Coleção de Compiladores GNU 4.4.5
  • Linux 2.6.32
  • Apache 2.2.16
  • Samba 3.5.6
  • Python 2.6.6, 2.5.5 e 3.1.3
  • Perl 5.10.1
  • PHP 5.3.3
  • Asterisk 1.6.2.9
  • Nagios 3.2.3
  • Xen Hypervisor 4.0.1 (dom0 assim como suporte a domU)
  • OpenJDK 6b18
  • Tomcat 6.0.18
  • mais de 29.000 outros pacotes de software prontos para usar, construídos a partir de cerca de 15.000 pacotes fonte.

O Debian 6.0 inclui mais de 10.000 novos pacotes como o navegador Chromium, a solução de monitoramento Icinga, a interface gráfica de gerenciamento de pacotes Central de Aplicativos, o gerenciador de rede wicd, as ferramentas de contêiner Linux lxc e a framework de cluster corosync.

Com esta ampla seleção de pacotes, o Debian mais uma vez permanece fiel ao seu objetivo de ser o sistema operacional universal. É apropriado para muitos casos diferentes de uso: de sistemas desktop a netbooks; de servidores de desenvolvimento a sistemas de cluster; e para servidores de banco de dados, web ou de armazenamento. Ao mesmo tempo, esforços adicionais para garantia de qualidade como instalação automática e testes de atualização para todos os pacotes nos repositórios Debian, assegurando que o Debian 6.0 satisfaz as altas expectativas que os usuários têm de uma versão estável do Debian. É sólido com rocha e rigorosamente testado.

A partir do Debian 6.0, as “Distribuições Debian Customizadas” são renomeadas para “Debian Pure Blends”. Sua cobertura tem aumentando conforme o Debian 6.0 adiciona Debian Accessibility, DebiChem, Debian EzGo, Debian GIS e Debian Multimedia às já existentes, Debian Edu, Debian Med e Debian Science “pure blends”. O conteúdo completo de todas as blends pode ser acessado, incluindo possíveis pacotes que os usuários são convidados a indicar para adição na próxima versão.

O Debian pode ser instalado a partir de várias mídias de instalação tais como discos Blu-ray, DVDs, CDs e dispositivos USB ou através da rede. O GNOME é o ambiente de área de trabalho padrão e está contido no primeiro CD. Os outros ambiente de áreas de trabalho KDE Plasma Desktop e Aplicativos, Xfce, ou LXDE podem ser instalados através de duas imagens de CD alternativas. O ambiente de área de trabalho desejado também pode ser escolhido a partir dos menus de inicialização dos CDs/DVDs.  Novamente estão disponíveis com o Debian 6.0 os CDs e DVDs multi-arquitetura que suportam instalação de múltiplas arquiteturas a partir de um único disco. A criação da mídia de instalação USB inicializável também foi extremamente simplificada; veja o Guia de Instalação para mais detalhes.

Além da mídia de instalação normal, o Debian GNU/Linux também pode ser diretamente utilizado sem instalação prévia.  As imagens especiais usadas, conhecidas como imagens live, estão disponíveis para CDs, dispositivos USB e montagens via netboot. Inicialmente, estas são fornecidas apenas para as arquiteturas amd64 e i386. Também é possível usar estas imagens live para instalar o Debian GNU/Linux.

O processo de instalação para o Debian GNU/Linux 6.0 foi melhorado de várias maneiras, incluindo seleção mais fácil do idioma e configurações do teclado, e particionamento de volumes lógicos (LVM), RAID e sistemas criptografados.  Também foi adicionado suporte para os sistemas de arquivos ext4 e btrfs e na arquitetura kFreeBSD o sistema de arquivos Zettabyte (ZFS). O sistema de instalação para o Debian GNU/Linux agora está disponível em 70 idiomas.

As imagens de instalação podem ser baixadas agora mesmo via bittorrent (o método recomendado), jigdo ou HTTP veja Debian em CDs para maiores informações.  Em breve também estará disponível em mídias de DVD, CD-ROM e discos Blu-ray a partir de vários vendedores.

As atualizações para o Debian GNU/Linux 6.0 a partir da versão anterior, Debian GNU/Linux 5.0 (codinome “Lenny”), serão automaticamente manipuladas pela ferramenta de gerenciamento de pacotes apt-get para a maioria das configurações, e de certa forma, também pela ferramenta de gerenciamento de pacotes aptitude. Como sempre, os sistemas Debian GNU/Linux devem ser atualizados de forma indolor, no local, sem qualquer indisponibilidade forçada, mas é fortemente recomendado que você leia as notas de lançamento assim como o guia de instalação para possíveis problemas, e instruções detalhadas de instalação e atualização.  As notas de lançamento ainda serão melhoradas e traduzidas para idiomas adicionais nas semanas após o lançamento.

A respeito do Debian

O Debian é um sistema operacional livre, desenvolvido por milhares de voluntários de todo o mundo que colaboram através da Internet. Os pontos chave do projeto Debian são a sua base de voluntários, a sua dedicação ao Contrato Social do Debian e ao Software Livre, e o seu compromisso de fornecer o melhor sistema operacional possível. O Debian 6.0 é mais um passo importante nesta direção.

Informações de Contato

Para mais informações, por favor, visite as páginas web do Debian em http://www.debian.org/ ou envie um e-mail para press@debian.org.

Fonte: http://softwarelivre.org/mgsantana/blog/lancado-o-debian-gnulinux-6.0-squeeze

O que muda para os usuários finais com a chegada do IPv6

segunda-feira, fevereiro 7th, 2011

O IPv6 para os usuários finais:

IPv6 é abreviação de Internet Protocol version 6 ou, em português, Protocolo Internet versão 6. Um protocolo consiste num conjunto de regras que permitem a comunicação entre dispositivos. Grosso modo, protocolo é uma “linguagem”. O IP é a base da Internet, e a versão utilizada atualmente é a versão 4 (IPv4).

O IPv6 é necessário porque os endereços livres no IPv4 estão se acabando. As previsões indicam que eles se esgotarão por volta de 2010 ou 2011. Sem novos números IP seria muito complicado conectar novos usuários à Internet. Seu crescimento ficaria muito prejudicado. No IPv6 a quantidade de endereços disponível é muito maior que no IPv4, o que permitirá a continuidade do crescimento da rede. Prevê-se que ambos, IPv4 e IPv6, funcionem lado a lado na Internet por muitos anos. Mas, a longo prazo, o IPv6 substituirá o IPv4.

Se compararmos o endereço IP com o endereço de uma casa, com a adoção do IPv6 será como se todas as casas ganhassem um número novo, mas diferente do antigo, como um código. Dessa forma as casas teriam ainda seu número antigo e o novo código: eles não se misturariam ou se confundiriam, porque seriam diferentes. Ambos poderiam ser usados para se chegar às casas, mas quando todas elas recebessem o novo código o antigo poderia ser deixado de lado.

A implantação do IPv6 deve ser transparente para os usuários finais (domésticos). Ou seja, se tudo der certo, pouca coisa mudará: seu computador será configurado automaticamente, a Internet continuará a funcionar e a evoluir, e você notará, com o passar do tempo, mais aplicações facilitando a comunicação fim a fim entre as pessoas, como as de video conferência, voIP e colaboração, entre outras.

Algumas coisas serão mais fáceis. Por exemplo, se você tem uma pequena rede na sua casa, com diversos computadores ou ainda com outros dispositivos, cada um deles terá um endereço IP fixo e válido na Internet. Isso significa que você não precisará mais que um computador ou roteador seja responsável pelo compartilhamento da conexão (tecnicamente, chamamos isso de NAT – Network Address Translation).

Com os IPs válidos, ficará mais simples acessar os dispostivos remotamente, de forma segura. Você poderá, por exemplo, utilizar sua impressora doméstica do computador de seu serviço, se assim o desejar. Alguns outros equipamentos em sua casa poderão também ser ligados à Internet, como fogões, geladeiras, cafeteiras, lâmpadas, câmeras de vigilância, etc; dessa forma você poderá controlá-los ou visualizar seu estado à distância.

Se a implantação do IPv6 falhar, você notará que a Internet continuará a funcionar… Mas, provavelmente, o ritmo em que novas aplicações interessantes aparecem diminuirá bastante. Talvez o acesso à rede também fique mais caro.

E o que muda para o usuário final?

O Coordenador do projeto IPv6 no Brasil Antonio Moreiras afirma que apenas os modems ou roteadores sem suporte ao padrão precisarão ser trocados.

Na última quinta-feira (3/2) os endereços IPs do protocolo IPv4 pararam de ser distribuídos em todo o mundo. Com isso, os Registros Regionais de Internet passarão a entregar, a partir de agora, unicamente o protocolo IPv6.

A troca é uma questão de infraestrutura. Na década de 70, quando o IPv4 foi criado, os desenvolvedores da web não tinham ideia do tamanho que a internet teria e, portanto, não se preocuparam em criar um padrão de endereços que suportasse a expansão da rede mundial.

Agora, com o crescimento exponencial da internet, esses números IPv4 estão chegando ao fim. A expectativa é de que já não exista mais disponibilidade de endereços a partir de dezembro de 2011. Então, para que a internet continue crescendo e se desenvolvendo, foi necessário criar um outro sistema de numeração, que irá comportar muito mais computadores, servidores e endereços web. Em vez dos 4 bilhões de números – usados no IPv4 -, o IPv6 suporta uma quantidade que nem sabemos falar: são 3,4×10 elevado à 38ª potencia.

Isso é extremamente positivo, uma vez que, em breve, não só as pessoas e as máquinas estarão conectadas, mas os objetos também. Segundo o coordenador de projetos do IPv6 BR, Antonio Moreiras, o mundo está entrando na era da “Internet das Coisas”, na qual geladeiras, microondas, carros e outros objetos estarão conectados à rede e cada um deles também terá seu número de IP. Com essa nova realidade, é imprescindível ampliar a disponibilidade de endereços no mundo.

Além disso, Moreiras explicou que a mudança para o IPv6 pode significar mais segurança para a Internet, pois o padrão conta com um protocolo criptografado, que pode identificar todo o caminho percorrido por cada IP. Para os usuários finais, essa mudança nem deve ser percebida. “Isso vai acontecer de forma invisível. Caso o internauta tenha um modem ou um  roteador sem suporte para IPv6 será necessário comprar outro, mas isso depende da tecnologia usada. Algumas pessoas têm provedores que administram tudo e são eles que deverão disponibilizar o IPv6”, explica.

O executivo acredita que ainda é muito cedo para os usuários finais se preocuparem com isso, até porque existem poucos equipamentos no mundo com suporte IPv6. Os aparelhos devem começar a ser vistos mais no final do ano e, por isso, vale a pena esperar. “A minha dica é conversar com seu provedor pra saber se eles já estão se preparando para esta troca”, sugere.

A verdade é que as empresas de telecom e provedores serão os mais cobrados com essa história. Eles têm cerca de 1,5 ano para se organizarem, mas como o movimento começou em 2008, os investimentos em equipamentos já estão sendo feito desde então. “Ainda é um assunto desconhecido por muitos, mas a CTBC e Global Crossing, por exemplo, já têm suporte IPv6. Outras como Telefônica, Embratel, GVT e Intelig estão se preparando”, conta o coordenador do projeto.

Para ter ideia de como o IPv6 não será um ‘bicho de sete cabeças’ para os usuários, no evento de tecnologia, Campus Party, a Telefônica fez um experimento e disponibilizou IPv6 para todos os participantes. Durante os seis dias de evento, os internautas usaram o protocolo sem nem ao menos perceber.

Para mais informações visitem o site que o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC) criou com informações sobre o projeto IPv6 no Brasil: http://curso.ipv6.br/