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Vídeo do Google mostra segurança, base de dados e sistema de backup dos servidores

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Copiar não é roubar!!!

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Lula chama as redes sociais para o debate da Reforma Politica

terça-feira, abril 19th, 2011

FONTE

Entrevista de Sérgio Amadeu ao Blog do Zé Dirceu

terça-feira, abril 19th, 2011

ImageInternet não se guia por critérios de mercado

A defesa de uma Internet livre e combativa é um dos principais pontos da entrevista de Sérgio Amadeu da Silveira, um dos grandes nomes na luta nacional pela inclusão digital e software livre no país, e para quem “Internet é um direito humano à comunicação”.

Amadeu expõe temas na ordem do dia do universo digital como o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), a pressão do mercado e das operadoras de Telecom e a lei de copyright – esta última, o estopim que colocou o Ministério da Cultura (MinC) recentemente no centro de grandes polêmicas.
Defensor de leis que garantam a liberdade e a democracia no ciberespaço, o sociólogo explica seu posicionamento contra a retirada da licença Creative Commons do portal do MinC, na sua visão, uma medida nefasta e adotada em prol dos interesses da indústria de copyright. Segundo Amadeu, vivemos uma nova era, marcada pela substituição da economia da escassez (material) pela do conhecimento (imaterial), com base na troca de informações, no compartilhamento e nos relacionamentos.

Ex-presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação e professor da Universidade Federal do ABC (UFABC), Amadeu acumula vasta experiência com telecentros e gestão pública. O sociólogo explica que a Internet é uma rede de controle e aponta os principais desafios em termos de privacidade e abuso desta em jogo na rede. Também alerta para a importância do software livre e a urgente necessidade de investimentos no setor para darmos um verdadeiro salto tecnológico no país.

[ Zé Dirceu ] Qual sua avaliação sobre o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) do governo federal?

[ Sérgio Amadeu ] Na minha avaliação, o PNBL está completamente atrasado. Nós temos uma mudança na economia mundial em que as questões mais relevantes estão em torno de bens simbólicos, serviços, atividades imateriais. As questões chave hoje são informacionais. Precisamos ter a infraestrutura dessa economia informacional – e ela não é estrada de rodagem, mas estradas de bits, de dados. A cobertura de Banda Larga é fundamental para que possamos ter várias atividades nesta área. Não ter isso no ritmo que estamos vendo no mundo, é muito grave.

O PNBL no final da gestão do presidente Lula tinha pressupostos muito importantes reconhecidos pelo governo. O primeiro deles é que o mercado fracassou em construir essa infraestrutura. Ninguém impediu a Telefônica de levar banda larga para o Piauí, Roraima ou periferia de São Paulo, mas ela não foi levada. Por quê? Porque o modelo de negócios que nasce da privatização é voraz demais. Esses grupos que chegaram no Brasil não têm interesse em investir, mas em obter remuneração rapidamente. Não sei quais os fatores preponderantes, mas o retrato da realidade é que a banda larga é concentrada em alguns segmentos. Ainda há milhares de cidades em que ela não chega.

Na eleição do ano que vem haverá candidatos a prefeito dizendo “olha, eu darei empregos para a cidade”. Empregos industriais? Não vão trazer, porque o empresário não vai instalar uma fábrica numa cidade longe de logística e de matéria prima. Mas o que esse prefeito pode levar? Se houver um nível de ensino bom no município e se ele tiver as vias de alta velocidade chegando, poderá construir call centers em cidades que nunca os tiveram, por exemplo.

Além disso, você pode ter uma empresa de programação em qualquer lugar do planeta. Ela não precisa mais estar fisicamente do seu lado para passar instruções, há videoconferências etc. O que precisa é de uma rede que passa muitos dados num único segundo. Essa é a ideia da Banda Larga. No Brasil temos banda estreita sobrando, mas precisamos de banda larga.

Acesso à internet é um direito humano

[ Zé Dirceu ] Por que não temos ainda?

[ Sérgio Amadeu ] Qual é a jogada? A banda larga precisa enfrentar o mercado com regulação, não só via Anatel. Vários países do mundo montam empresas para competir com as privadas. O PNBL tem um efeito inicial muito positivo neste sentido, mas eu não o vi escrito em lugar nenhum. E não estou falando de um plano trivial.

Além disso, o mundo inteiro está trabalhando com velocidades superiores a 2 Mb. Isso não é um capricho. Cada vez mais as aplicações da internet são pensadas para vídeo, som e imagem. Uma página hoje tem muito mais do que 100kb. Se você tiver uma transferência de dados por segundo pequena, a página da internet demora para abrir. E você começa a ter várias coisas para 2 Mb. Há um bloco de países, que inclui Portugal, com 40 Mb. E um outro bloco – e nem vamos querer nos equiparar – que inclui Finlândia, Coréia e Noruega que chega a 100 Mb por segundo. O plano de banda larga no Brasil, na minha opinião, é para atender os interesses das operadoras. Em que sentido? Nossa velocidade mínima é 2 Mb. Daqui a dois anos, podemos chegar à conclusão que construímos estradas de duas pistas e precisávamos de oito… Isso é preocupante.

O governo tem um argumento que sinceramente não me convence. Eles dizem assim: “nós queremos 512kb, metade de um mega, puro ou de verdade”. Na verdade, no Brasil, a situação é a seguinte: você assina um contrato com a operadora para receber 2Mb. Mas, é como se você fosse a um supermercado comprar uma garrafa de Coca-Cola e recebesse apenas 10% ou 20% da bebida. Só que no caso desta garrafa, você vai no Procom e denuncia a treta. No caso das operadoras não. Eles dizem “tecnicamente nós estamos certos”.

A O2, empresa do Grupo Telefônica na Inglaterra, vende 20 Mb ao equivalente a R$ 20,00. Aqui no Brasil, a banda popular era de ¼ de 1 Mb a R$ 29,90 sem impostos. Caríssimo. Eu queria entender o que esses caras fazem. Nós não podemos titubear agora. Se o PNBL empacar, nós temos pouco tempo. Aqui funciona assim porque a Anatel não cumpre o seu papel. O Judiciário precisa ser informado para dar decisões contra as operadoras. Se eu pago 1 Mb, eu tenho que receber 1 Mb a qualquer hora do dia.

ImageFui uma vez à hidrelétrica de Itaipu. O técnico me explicou que uma das piores coisas para eles são os períodos de Copa do Mundo. Após acabar os jogos, as pessoas vão tomar banho e o pico de consumo sobe muito. Eles, portanto, precisam regular a distribuição de energia, estar lá de plantão ou a rede cai. Mas a luz não oscila toda hora, ela é estável, por mais que nós a utilizemos a mais durante alguns períodos do dia. Já o técnico da operadora de banda larga diz: “acima de hora tal não pode baixar vídeo”. Ele fala exatamente o que as operadoras querem, mas isso é um absurdo. Eu não posso pagar uma das bandas largas ou uma das conexões mais caras do mundo e a operadora ainda me dizer em que hora eu posso acessar a rede, ou o que vou acessar.

Para viabilizar esse PNBL, o governo precisa contar com a sociedade civil, com as entidades que estão descobrindo que ela é uma infraestrutura essencial até para a defesa dos seus direitos. Acesso à Internet é um direito humano à comunicação, consolidado em vários lugares do mundo. Se o governo está ciente disso deve saber que o setor de Telecom é um dos mais criticados pela sociedade. As empresas não dão conta do recado. O governo tem que aproveitar esta situação e investir nisso. Vai gastar dinheiro no PAC nas estradas e não vamos gastar na infraestrutura da banda larga?

Precisamos de competição no setor

[ Zé Dirceu ] Qual será o papel da Telebrás no PNBL?

[ Sérgio Amadeu ] No Brasil não tem um documento que eu baixe com tudo consolidado. Se tem, não é público, mas a Telebrás deveria fazer a competição com essas operadoras que cobram caro. Priorizá-la, inclusive.

[ Zé Dirceu ] Que era a ideia original…

[ Sérgio Amadeu ] Espero que seja, era a ideia inicial e correta do presidente da Telebrás Rogério Santana, fazer competição. Começa nas áreas em que a banda larga não chega, mas depois, eu quero alguém fustigando, também, lá em Perdizes (bairro paulistano). Se eu pago caro e minha Internet rápida tem instabilidade, eles estão se intrometendo na minha banda. O ideal é ter uma empresa pública ou qualquer outra que faça um preço menor, com uma qualidade maior. Isso é competição.

[ Zé Dirceu ] Qual a reação das operadoras em relação ao PNBL?
[ Sérgio Amadeu ] Elas estão entrando na Justiça contra o Plano, pedindo redução de impostos. O problema é que mesmo que você dê impostos zero para essas operadoras, elas continuam com a tarifa mais cara do mundo. Retire para você ver. Aliás, da telefonia não vou nem comentar essa retirada de impostos…

Outra coisa que as operadoras divulgam como grande sucesso é o celular. Mas tomem cuidado com essa coisa fácil. Vá ver como o povo usa o celular: pré-pago, R$ 5,00! 80% ou mais gastam R$ 5,00 por mês porque é muito caro. Isso explica porque aqui o SMS não é tão popular como em outros países. Ele é um dos mais caros do mundo, supera a Venezuela e Argentina. O que está acontecendo no Brasil? Juro que não sei. É um modelo de negócio? Porque isso não decorre de condições tecnológicas. O Brasi é um país tecnologicamente apto. O fato é que as operadoras têm poder e força. No Congresso, ainda têm menos que a bancada dos ruralistas –  ainda bem –  mas daqui a pouco farão como esses setores fizeram, terão um grande número de deputados lá e aí o governo não mandará mais nada no setor.

[ Zé Dirceu ] A banda larga está crescendo quanto?

[ Sérgio Amadeu ] Não tenho o número preciso, mas deve ser quase 30% em uma base pequena. Está crescendo porque todos estão interessados e sabem que a rede é vital para tudo hoje. É aquilo que o teórico Manuel Castells dizia: estarão na rede países que não teriam nenhum interesse em estar nela. Mas, para a elite econômica em geral não dá mais para fazer nada sem estar na rede. E eu diria, não só a elite econômica. Há coisas imprescindíveis pelas quais somos todos obrigados a estar conectados.

[ Zé Dirceu ] Quais as medidas necessárias para ampliar a inclusão digital no Brasil?

[ Sérgio Amadeu ] O crucial é o PNBL com uma tarifa de fato barata, que não chegue a R$10,00; e estabilidade na rede, que a operadora dê uma quantidade de bits por segundo.

[ Zé Dirceu ]
Para isso precisamos de investimentos na infraestrutura.

[ Sérgio Amadeu ] Sim, públicos e privados. Banda larga é vital e temos que acelerar o PNBL. Se abrir uma competição feroz nessa área, a gente força a mudança dessa estrutura. Sem competição, as operadoras não vão mudar. Temos que estabelecer uma competição com esses oligopólios aqui no Brasil, porque pelo modelo particular da privatização, esses grupos acham que nosso país é o festival do caqui. Consideram que não precisam investir, dar qualidade, nem estabilidade. Eles dizem que em 2014, nós teremos banda larga em 80% das cidades. OK, mais quais são as cidades? Primeiro, eu quero ver no papel. Enquanto for percentual, eu sinceramente não acredito.

Segundo, nós precisamos apoiar o fenômeno das lan houses que são de pequenos empresários. Eles precisam de recursos e financiamento. É como boteco na periferia. Isso deve ser feito muito fortemente. Há ações em relação às lan houses, mas elas patinam muito e são pouco efetivas. Terceiro, o setor público nas áreas mais deprimidas economicamente precisa cumprir seu papel e abrir telecentros com Internet gratuita.

E, uma quarta questão é incentivar as cidades a abrir o sinal ou a distribuí-lo, mesmo que gratuitamente. A cidade de Quissamâ (RJ) tinha 90 computadores. Aí o prefeito abriu o sinal gratuito para munícipes que pagam IPTU. Resultado: o número saltou para 1.080 computadores no ano. Hoje você compra computador com mais facilidade. O que é caro é ter uma máquina de escrever não conectada. Os cidadãos precisam estar conectados com o mundo. A conexão é tudo. As cidades precisam ser incentivadas a dar sinal gratuito e os prefeitos a distribuí-los. Isso pode ser feito se a Telebrás lhes der um ponto de banda larga e eles receberem uma quantidade de bits que possam distribuir.

Quanto mais usuários estiverem na rede, mais você diminui a largura da banda, porque fica todo mundo lá. Se o prefeito recebe e abre o sinal, ele estimula empresas que atuam na região a venderem sinal de maior velocidade e com maior estabilidade. Ele pode criar um padrão: “essa banda básica eu dou. Quer melhor, compre”. Assim, nós teremos seriedade na estrutura.

Liberdade não dá em árvore
[ Zé Dirceu ] E o software livre, Sérgio, tem avançado? Qual a porcentagem hoje?

[ Sérgio Amadeu ] Tem se consolidado cada vez mais na infraestrutura – softwares embarcados e softwares utilizados por outros setores que não são propriamente ditos de TI (tecnologia da informação). Tem avançado, também, no universo das redes. Na web, cresceu muito e vai crescer mais.

Tem que arrumar gente boa para ser administradora de rede Linux porque hoje faltam profissionais no mercado. Se este profissional sabe bem Linux, tem emprego. Já, se ele sabe bem Windows é diferente, há limitações no controle da própria rede. O profissional de Linux precisa de um conhecimento de TI em um grau maior, porque ele tem que dominar aquele software. Então, nesses segmentos avançou muito.

No segmento de desktop, também. O Brasil é um dos poucos países em que os planos de inclusão digital públicos – quase 70% –  são com software livre e por causa das ações do governo. Há grande uso de desktop em aplicativos. No sistema operacional, ele avançou menos, porque é onde tem mais amarração e mais dificuldade de migração. Por outro lado, as tecnologias da informação de acesso a Internet estão indo para o caminho da mobilidade – dos celulares, outros…

Já temos softwares como o Android que é livre. Mas, há um recorte complicado: cada vez mais essas empresas de aparelhos móveis querem fidelizar completamente o seu cliente. Chamou-me muito a atenção quando a Petrobras fez o lançamento da oferta pública de ações que a transformou na 4ª maior empresa do planeta. Fui ver quem estava acima e a 2ª maior era a Apple. Acima da Petrobras! É brincadeira? A Apple deu um salto e passou todo mundo na curva da tecnologia da mobilidade. É uma empresa super proprietária.

Gostaria também de chamar atenção para um outro fato. Quando o Julian Assange, fundador do Wikileaks, começou a ter problemas, e ainda nem tinha sido julgado, as contas dele e do site foram simplesmente deletadas, anuladas no Visa, Mastercard, América Express, PayPal. Eu te pergunto: como isso foi possível? Ele ainda estava sendo acusado. Isso não é visto em nenhum Estado de Direito! Até em caso de traficante, lavagem de dinheiro, a polícia congela os recursos, mas não anula a conta. E cancelaram as contas do Julian! No Facebook, cancelaram o perfil de pessoas que o ajudavam no Wikileaks. Isso foi possível porque partiu de empresas sediadas nos EUA sob a legislação americana e sujeitas às pressões dos agentes de Estado americano, que todos sabemos, não são leves.

A moçada do grupo Anonymus protestou em favor de Julian e armou um ataque que tirou por duas tardes, as compras eletrônicas desses cartões. Como? Usaram o expediente de fazer várias requisições de serviços impossíveis de serem atendidos. Fizeram em apoio à causa do Wikileaks. Não invadiram computador nenhum, mas fizeram o chamado DDoS, uma negação de serviço em que você faz muita requisição, aumenta as solicitações sobre um computador, ele não agüenta e cai.

Em consequência, o então senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG, relator de leis na área de informática) defendeu: “por causa disso temos que ter a Lei”. E eu retruquei, “é exatamente por causa disso que sou contra a Lei”. No século XIX o direito de greve era considerado violência, não era legal, porque onde já se viu um peão parar… “E o meu direito de lucrar?” Mas vejam o que aconteceu com o Assange, os caras anularam as contas, a dele e a do seu site!!! Como dizem os advogados, “ao arrepio da lei”.
O que é o software livre? Seu autor permite você copiar, estudar, distribuir as alterações, desde que o trabalho continue coletivo e aberto. Você não pode fechar o conhecimento ou pegar um trabalho coletivo, como fez o Steve Jobs, e fechá-lo com uma interface proprietária. Não pode fazer isso com o Linux, porque a nossa licença nos permitiria processar quem quisesse fechar um conhecimento que precisa continuar aberto. Nós temos que defender aquela ideia de que a liberdade não dá em árvore.

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[ Zé Dirceu ] Como está a expansão do software livre no mundo?

[ Sérgio Amadeu ] Avança no mundo inteiro, mas temos poucas pesquisas e poucos dados. Uma pena, mas isso vai mudar. Temos pesquisas em curso e é preciso que o Comitê (do governo) Gestor da Internet, junto com seu órgão de assessoramento e pesquisas, faça levantamentos sobre código aberto, código fonte, a importância de padrões abertos. Sou conselheiro do Comitê Gestor representando a sociedade civil e vou defender isso. Acho possível obter apoio dos demais conselheiros, inclusive do governo, a esta proposta.

Os dados impressionam, temos 260 mil códigos fontes e um deles é do Linux. São 2,5 milhões de desenvolvedores. Não é um coisa pequena. Esses códigos – texto que um programador escreveu e o outro sabe e pode ler para desenvolvê-lo – estão abertos.

Na realidade, há um confronto hoje na sociedade da informação entre os que acham que o conhecimento gera mais valor social e econômico se estiver distribuído e os que defendem o contrário. A Wikipédia, por exemplo, queimou capital. O que é isso? O trabalho colaborativo permitiu o surgimento de uma Enciclopédia que empresa alguma poderá fazer. O pessoal vai e colabora. Só colaborador ativo nos EUA tem 35 mil; no Brasil, 1.800. Você soma todos os colaboradores do mundo e dá uma empresa gigantesca. A maioria é gente que colabora anonimamente. Vá montar uma Enciclopédia mundial generalista em várias línguas. Você não vai conseguir. Nesse sentido é que queima capital.

Em outros lugares, o software livre é incorporado por grandes empresas. Houve uma licitação da Caixa Econômica Federal (CEF) e a IBM entrou na competição. Uma competição que não era brincadeira, todo mundo olhando e a missão era estabilizar uma máquina de alto processamento. Pois bem, a IBM caiu fora na primeira rodada e os meninos ganharam usando software livre. Claro que a IBM é gigantesca, mas as condições de se trabalhar com o conhecimento se alteram no modelo aberto. É isso o que muitos do PT, comunistas e socialistas espanhóis e históricos não entendem. Eles são a favor da socialização dos meios de produção, mas não querem a socialização do conhecimento, o que eu acho muito engraçado.

A base da cultura é o domínio público

[ Zé Dirceu ] Como você analisa a retirada da licença do Creative Commons (CC) do Ministério da Cultura?
[ Sérgio Amadeu ] É preciso destacar a importância da licença. Se eu pegar uma foto do teu blog e não tiver uma licença, estou violando copyright. Mas, pela lei brasileira, isso não é claro. Posso usar a foto? Posso cortar? Eu preciso de uma segurança jurídica. O CC é um movimento mundial de flexibilização das duras leis de copyright em função dos interesses da indústria de intermediação, afetada pela expansão da Internet.

Aquilo que a ministra Ana de Hollanda disse de que “não há distribuição de cultura sem direito” é uma bobagem. Esta ideia foi importante para montar uma indústria cultural. Mas o que Walt Disney fez? Ele pegou os contos populares da literatura dos irmãos Grimm e os adocicou. Ninguém gostaria da Branca de Neve dos irmãos Grimm. O próprio Mickey Mouse imitando cantor de jazz é uma cópia do filme “O cantor de jazz”. Ele remixou.

A base da cultura é o domínio público. O que ele fez foi importante, mas hoje tudo isso é proibido pela lei. Não bastasse isso, o Ministério da Cultura ampliou a proteção da obra. Proteção de quê? O que eles chamam de “proteção”, eu chamo de cerceamento. Ampliaram o cerceamento de 70 anos para 95, após a morte do autor. Por quê? O Mickey Mouse iria cair em domínio público e todos poderiam usá-lo ou remixá-lo. Então, os estúdio Disney, seguindo na contramão do mestre Walt – que já morreu – ampliaram o tempo de “proteção” à obra.

No Brasil nós cerceamos 70 anos. Gostaria de saber qual autor a ministra Ana de Hollanda quer incentivar já que ele morreu há 70 anos! Talvez seja a lógica de divulgar o defunto-autor, uma nova linha machadiana… Toda essa legislação de copyright que ela defende não tem sustentação. Ela acaba defendendo só as corporações. Não é à toa que a ministra tira o símbolo do CC e diz “tirei apenas o símbolo de uma licença americana”. É uma ofensa à nossa inteligência. Ana de Hollanda devia entrar no site da Al Jazeera – que não me parece ter nada a ver com os EUA – e ver o que está escrito ali. Eles licenciaram seus conteúdos em CC.

Neste aspecto, a política da ministra Ana de Hollanda é nefasta. Não conheço a ministra, ela pode ser legal, gente boa, mas neste aspecto é nefasto. Não a ministra, mas a política dela. Os argumentos que ela traz são do ECAD. Eu os conheço, fui a vários debates deles. A mesma escolinha: dizem que o CC é entidade americana e tal… Na realidade, esse tipo de argumento quer manter o copyright duro e até expandido por mais tempo. E a lei do copyright precisa de uma reforma em outros pontos. Mas, o que a ministra faz? Diz “vou convocar especialistas”. Nega, assim, todo o trabalho que a gente fez, aberto, com todo mundo em todas áreas. Ela quer trazer os especialistas dela. É um desrespeito dela para com a sociedade civil organizada que trabalhou nessa reforma.

Mas, tudo bem. Ela não quer encaminhar ao Congresso o projeto de reformas da lei copyright. E aí, ela é aplaudida por quem? Associação Internacional de Propriedade Intelectual! Composta pelos sete grandes da indústria de intermediação norte-americana. Eles fazem um elogio claro à ministra. Quer dizer, quem é nacionalista nessa história da reforma? Ela está com a indústria de Hollywood que persegue meninos… 28 mil jovens estão sendo processados por partilharem arquivos digitais. Aqui no Brasil, não avançaram para cima dessa meninada porque o governo do presidente Lula foi contra. Agora, mudou nessa área. E isso me preocupa muito.

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Quando alguém faz um vídeo e coloca CC, este selo diz exatamente o que é permitido fazer, se pode vender ou não, aliás, há vários tipos de CC. E eu posso fazer de tudo desde que respeite a licença. Acho que ela está sendo apoiada por segmentos que são contra o compartilhamento. O PT precisa tomar uma decisão. Na questão do PNBL, no ano passado, quando houve um certo atrito com o ministro Hélio Costa, o presidente Lula tomou uma decisão. Foi para o lado da Telebrás e enquadrou as teles. Não teve embate porque o ministro (Hélio Costa) era aliado a esta política. Aliás, o presidente Lula lançou o blog do Planalto com CC.

A pergunta é: a presidente Dilma vai fazer o quê? Não tem nenhum embate, ninguém está perguntando agora, mas vai gerar um problema, porque a ministra pode mudar a política, revertê-la. Há quem diga que “é um exagero, a ministra (Ana de Hollanda) mal chegou”. Não é. A ministra chegou dando um sinal claro: vai reverter a política de compartilhamento, porque para ela domínio público não é importante. O importante é a proteção do autor. Esse é o discurso dela. E nós sabemos que ela está falando da indústria do copyright. Infelizmente, escolheram uma ministra que vem na contramão do que havíamos feito no governo Lula. As pessoas dizem que nada disso é importante. Como não é importante? É a política que consolidou o Brasil no plano cultural mundial como um país avançado.

Você pode dizer “o MinC está defendendo os artistas, os criadores…” Não, está defendendo a indústria de intermediação. Espero que esse retrocesso sirva pra gente afirmar a política avançada de compartilhamento de conhecimento. Eu não gosto da postura da ministra em relação ao mundo digital. Não sei qual é a política dela porque, por enquanto, ela só desmontou.

Economia da troca, não da escassez.

[ Zé Dirceu ] Qual a sua visão ou sugestão para uma Lei de Direitos Autorais na Internet?

[ Sérgio Amadeu ]
Nós temos que abrir espaço para uma ideia muito importante. A maioria da humanidade nunca viveu de propriedade, mas de relacionamento. A Internet permite o relacionamento. Quando o escritor Paulo Coelho libera todo o conteúdo dele na rede, ele diz: “eu quero que todo mundo pegue porque eu vivo de relacionamento. O meu dinheiro vem da minha relação.” Então, nós temos que abrir espaços para vários modelos de negócios, incentivar várias tentativas, coisas diferentes que estejam tipicamente naquilo que é compreensível no bem material.

Estou falando de uma economia de troca que não tem escassez. É uma outra economia. É preciso encontrar outras formas de universalizar esta nova economia digital. Esse pessoal não quer reconhecer isso. É o pessoal do lampião de gás que quer impedir o avanço da energia elétrica. Por que o MinC não abre um edital para os músicos fazerem um grande portal de música com licenças permissivas de uso? E que este portal seja tão grande que todos possam ir lá toda hora? Audiência grande dá dinheiro, todos sabem. Na rede, dinheiro é relação. Por que não outros modos de preservar o direito autoral?

Até parece que a maior parte do nosso faturamento na área é como nos EUA, onde as receitas vêm de copyright e patente. Claro que não é. Pega os escritores, o pessoal que vive de copyright não chega a 100… Na verdade, é pouco mais de meia dúzia. Os grandes Mário de Andrade, Carlos Drummond, Machado de Assis não viviam de direito autoral, eram todos funcionários públicos. Esta é a realidade. Estão falando de um negócio que não existe. Nossos modelos podem ser encontrados se você entender que a cultura sempre foi maior do que o mercado; e que a maior parte das pessoas, mesmo os artistas, não vive de propriedade, mas de relacionamento – do artista com quem o admira. O que as redes permitem? Mais relacionamento. O que a ministra quer fazer? Reduzir o relacionamento.

Não se navega sem deixar um rastro digital

[ Zé Dirceu ]
Existe algum tipo de controle da Internet que atinja a privacidade das pessoas? Corremos algum risco de censura?

[ Sérgio Amadeu ] O senso comum acha que a Internet é uma selva, um antro da perdição. A Internet é uma rede cibernética de controle de comunicação. Se você pegar a antena da TV Globo analógica, você não sabe se tem um ou cem mil assistindo a determinado programa. Para saber, eles contratam o IBOPE que tem um esquema de amostragem domiciliar. Na Internet, não funciona assim. Ela é uma rede de controle exatamente porque nela não se navega em hipótese alguma sem o número de IP. Toda vez que eu abro um site, seja do PT ou de um outro que eu nunca vi, da Turquia, eu faço uma requisição para este site. Coloco o endereço dele e peço um pedido de informação que vai até a máquina que hospeda o site e traz a informação para que eu possa acessá-lo. Então, para devolver essa informação, ela tem que te localizar, ou você não abre o que pediu. A Internet já é uma rede de controle, e quanto mais distribuída, mais tecnicamente controlada.

Aí, os espertos dizem: “não, eu quero identificação das pessoas”, ou seja, vincular o IP ao nome de uma pessoa. Na hora em que você faz o cadastro e vincula a pessoa ao número de IP, essa pessoa está registrada em várias máquinas pelo caminho. Agora, não se navega sem deixar um rastro digital. Transformar este controle técnico em controle político é muito simples. Hoje, a Internet tem um antídoto: o anonimato. E não estou dizendo anonimato de expressão, mas de navegação. É como andar na rua. Você anda na rua sem obrigatoriedade de identificação. O Ministério da Saúde, por exemplo, pode contratar uma empresa para saber todo mundo que está divulgando um remédio X, dizendo que ele é legal, quando na realidade é ilegal.

Então, é uma rede de extremo controle. Se não cuidarmos da defesa das liberdades, do funcionamento que a rede teve até então baseada no anonimato civil, estaremos criando uma sociedade de hipercontrole que não é correto. Há, também, outra polêmica econômica envolvida nisso. Nos EUA, a Comcast, empresa de TV a cabo que oferece conexão de Internet, ganhou o direito de precificar diferentemente os pacotes de informação que passam na Internet. Ela violou o principio de neutralidade na rede.

Na Internet, a informação não navega em estado puro. Há pacotes de informações, como se fossem contêiners de um navio. Esses pacotes ou datagramas (como são chamados) navegam com um IP de origem que indica de onde veio, para onde vai e qual a aplicação (se é texto, e-mail, imagem etc). A informação, portanto, é transferida no sinal que passa pela rede de uma operadora. Mas o que está acontecendo? A operadora diz: “como eu controlo o cabo em que passa esse sinal elétrico, o vídeo come muito a minha banda, então, quem quiser usar vídeo terá que pagar mais caro”.

ImageEles querem transformar a Internet em uma grande rede de TV a cabo, na qual você tem pacotes. Para usar o Youtube paga X, baixar música Y… Só que isso fere a seguinte ideia: quem controla a infraestrutura tem que ser neutro em relação às outras camadas lógicas da Internet. O caso é grave. Durante a eleição do presidente Barack Obama, o Pearl Jeam mudou a música do Pink Floyd dizendo para o Bush “deixe o mundo em paz”, mas a rede da AT&T cortou o som durante a transmissão do show. Eles têm como cortar. Agora, se é o Estado que corta chamam de censura. Mas, quando é uma rede privada transnacional chama o quê?
É preciso dizer o que pode e o que não pode na Internet. Censura a gente fala de uma situação política e todos sabem que o corte do cabo foi censura, mas eles dizem que não é. Então, por motivos econômicos, políticos e culturais, as empresas querem quebrar a neutralidade na rede, arvorar-se do direito de dizer o que você pode ou não pode fazer. Veja que loucura! A rede é transnacional, os cabos perpassam os países, como controlar isso ? São redes de empresas privadas que fazem o que querem.

Por que estamos brigando? Estamos brigando para que cada país aprove leis e garanta o princípio da neutralidade, o que é uma tarefa hercúlea. No Brasil, no ano passado, foi feito um projeto de lei extremamente inovador, que contou com a contribuição de todos pela rede. O Ministério da Justiça fez um processo inovador, esperamos agora que o atual ministro José Eduardo Martins Cardozo mande o projeto do Marco Civil da Internet (a regulamentação da Internet no Brasil) para o Congresso Nacional.

O projeto vem com força da sociedade civil e nós vamos debatê-lo, inclusive, com as operadoras que vão querer a garantia do princípio de mercado na Internet. Elas dizem “a Internet é um mercado”. Não é! A Internet não se guia por critérios de mercado. Quem se guia por eles são as operadoras, os negócios que têm dentro da Internet. No ciberespaço não existia discriminação de pacotes, todos os pacotes e todos datagramas eram iguais perante a lei. Não é mais, porque o controlador da infraestrutura descobriu que pode controlar o fluxo. Então, por fatores econômicos e políticos, estamos num momento muito grave da vida/história da Internet.

Tecnologia se cria em cima de tecnologia

[ Zé Dirceu ] Quais os desafios que a tecnologia coloca para o nosso país hoje e para onde caminham os avanços?

[ Sérgio Amadeu ] Do ponto de vista tecnológico, nós precisamos incentivar os criadores e remixadores de tecnologia. Não faremos isso sem estimular as comunidades de código aberto. Precisamos dar muita força a elas. Aquilo que o Gilberto Gil fez no MinC com os pontos de cultura, nós precisamos fazer agora com a tecnologia. O velho economista, da velha guarda do mundo industrial, não concebe que a tecnologia seja feita fora da firma. Mas, isso não existe mais. Eles ainda pensam na tecnologia dentro da firma ou com os sinais do mercado.

É preciso trazer a ebulição tecnológica e científica para essa meninada que está criando. Para o Brasil dar o salto tecnológico, temos que pegar a próxima curva e não vamos criar isso do além. Ciência se cria em cima de ciência. Tecnologia em cima de tecnologia. Hoje, o nosso grande desafio é transformar o Brasil em um país inventor e criador de tecnologia, principalmente da informação, que está em todas as áreas – medicina, biologia, nanotecnologia.

FONTE

Aplicativos para Mac: multimídia Open Source

sexta-feira, abril 15th, 2011

A abertura e a transparência do desenvolvimento open source produz softwares de qualidade nas mais variadas plataformas, o que não é de se surpreender, já que a missão da iniciativa open source é oferecer melhor qualidade, maior confiabilidade, mais flexibilidade, menor custo e um fim às restrições predatórias praticadas por distribuidores.

Existe grande quantidade de aplicativos open source disponíveis (geralmente de forma gratuita) para instalação no seu MacBook, iMac ou Mac Mini. Muitos deles ocupam posições de destaque em seus respectivos campos, mas outros são relativamente desconhecidos, apesar de serem excelentes soluções.

Alguns deles só existem em versões para Mac, mas a maioria está disponível para diversas plataformas contemporâneas.

A partir de hoje iniciamos uma série de posts, com periodicidade indefinida, que vai dar destaque a algumas apps em código aberto que não devem faltar no seu Mac. Neste primeiro post nosso foco serão os aplicativos multimídia, e veremos:

  • Perian: similar a um “CODEC Pack” do mundo Windows, mas open source e voltado ao QuickTime do Mac.
  • XBMC: transforma o Mac em um ótimo media center e organizador de coleção de vídeos
  • VLC: a chave universal da exibição e conversão de vídeos
  • HandBrake: um conversor de formatos e mídias: do DVD para o Mac, entre formatos, e o que mais precisar.

Vamos a eles!

Perian: expandindo a mente do QuickTime

O QuickTime, aplicativo oficial da Apple para exibir vídeos no Mac, vem com suporte a um número limitadíssimo de formatos de vídeo, razão pela qual muitos usuários rapidamente o deixam de lado e o substituem por outros aplicativos mais versáteis, como o VLC (que veremos a seguir).

Mas usar o player nativo da plataforma tem algumas vantagens – por exemplo, na hora da integração com outros aplicativos. Aí há 3 soluções possíveis: só usar os formatos suportados pela Apple, converter sua coleção de vídeos para estes formatos, ou fazer o QuickTime suportar formatos adicionais.

E esta terceira via é justamente a que o Perian domina com maestria: ele é um componente open source para o QuickTime, que se integra ao Mac OS X na forma de um painel adicional das Preferências do Sistema e, quando ativado, faz com que o QuickTime trate com naturalidade (exatamente como se fossem nativos!) os formatos que ele opta por não suportar por dafault, como:

  • as diversas variações de arquivos AVI, DIVx, FLV, MKV, GVI, VFW, …
  • vídeos MS-MPEG4, DivX, 3ivx, H.264, Sorenson, H.263, MPEG 1 e 2, …
  • áudio WMA, Vorbis, MPEG, DTS, …
  • Suporte a AVI com AAC, áudio AC3, H.264, MPEG 4, …
  • Legendas SRT SAMI, SSA/ASS

A instalação é simples e, quando concluída, ativa um ícone específico para o Perian no seu painel de Preferências do Sistema. No QuickTime em si não há mudança visível, exceto o fato de que ele passará a exibir arquivos que antes informava não suportar 😉

O Perian é um software open source (licença LGPL), e inclui códigos de vários outros projetos fundamentais para o suporte a multimídia em código aberto, como o ffmpeg, MatroskaQT e mais. Ele também é incluído em alguns outros projetos, como a versão Mac do Miro e o Airfoil.

XBMC: transformando o Mac em Media Center

Todo Mac recente já vem com o Front Row, um aplicativo (que você ativa digitando ⌘+ESC) para ser usado na sala de TV e facilitar o acesso à biblioteca de vídeos do seu iTunes e mais alguns outros conteúdos que a Apple selecionou para você.

Mas além da sua interface ser um pouco limitada (ou intencionalmente espartana, dependendo de a quem você perguntar), ele é bastante restrito quanto às fontes dos conteúdos que pode exibir – ou você coloca todos os seus arquivos no iTunes, ou terá que achar outra forma de exibi-los.

E a “outra forma de exibi-los” que eu prefiro é o XBMC, uma solução completa que serve tanto como aplicativo para usar na tela do seu Mac quanto para ser a base de uma central de entretenimento digital que funciona bem em toda a linha – inclusive nos Mac Minis, que agora vêm com saída HDMI nativa e são bem fáceis de instalar perto da maior TV da casa 😉

O premiado XBMC está em atividade desde 2003, e hoje tem versões para Mac, Linux e Windows. Ele exibe praticamente todos os formatos populares de áudio e vídeo (inclusive com as legendas!), funciona com arquivos locais (do seu HD, discos removíveis, pen drives, etc.) quanto via streaming. E tem tantas funcionalidades extras que nem dá de pensar em fazer uma lista delas aqui!

Um ponto em que o XBMC brilha é a possibilidade de criar bibliotecas de conteúdo multimídia, agrupando filmes, episódios de seriados, músicas, etc. e até mesmo obtendo via Internet as ilustrações das capas, textos descritivos de filmes (como o da tela acima) e episódios e mais – perfeito para videófilos, ainda que às vezes não seja tão fácil colocar este recurso em uso.

Geralmente eu uso o XBMC ligado à TV por um adaptador HDMI para o
conector Mini DisplayPort dp meu MacBook, às vezes até mesmo fazendo uso
do luxuoso Apple Remote (primeira geração, aquele que parecia um iPod)
que acompanhou o meu primeiro Mac Mini, há alguns anos 😉

VLC: tudo e mais um pouco

O VLC é de tudo um pouco: ele é player de vídeo e áudio, faz e recebe streaming, converte formatos multimídia, e muito mais.

Por ser tão versátil, ele não pode faltar em nenhum computador – pois ainda que possa não ser o seu aplicativo preferido, ele geralmente será um excelente estepe para quando o preferido não conseguir entender algum formato ou completar alguma tarefa.

Mas não é impossível que ele acabe sendo o seu preferido, também: é simples, é rápido, é extensível, suporta a maioria dos formatos e mídias conhecidos pela humanidade, e tem mais um caminhão de outras vantagens.

Além disso tudo, ele é open source, e está disponível para Mac em versões estáveis e frequentemente atualizadas. E nunca está ausente em nenhum computador que eu use!

HandBrake

O HandBrake resolve uma demanda comum nestes tempos em que queremos ter cópias de nossos vídeos funcionando perfeitamente tanto na TV de mais de 1m de diagonal quanto na telinha do celular – para não falar na salada de restrições de formatos que precisamos encarar para colocar nossos vídeos para funcionar em aparelhos com restrições como o PS3, o PSP, vários tablets e smartphones.

E ele resolve com categoria, oferecendo uma interface tão simples quanto possível para um aplicativo que permite ter controle sobre os detalhes de uma tarefa com tanta possibilidade de variação.

Eu uso para converter DVDs para assistir seriados no iPad em longas viagens, para fazer versões reduzidas (em resolução ou em tamanho de arquivo) de vídeos dependendo das necessidades de cada momento, e para converter os formatos para atender aos mais variados aparelhos e players dos amigos, conhecidos e familiares que não conseguem fazer com que o vídeo filmado na câmera apareça no videogame, no celular ou na TV que tem suporte a pendrive.

Como dizem os autores do HandBrake, uma função dos bons softwares é fazer parecer simples o que é complexo, e eles buscam fazer isso sem varrer a complexidade para baixo do tapete.

Versões anteriores do HandBrake tinham suporte a gerar vídeos em uma variedade maior de formatos, mas felizmente os players estão se consolidando, e agora o aplicativo só precisa se preocupar com gerar arquivos MP4 e MKV, contendo vídeos MPEG-4, H.264 ou Theora.

Quando os formatos e dispositivos suportam, o HandBrake sabe lidar com seleção e marcação de capítulos, inclusão de legenda, alguns efeitos essenciais de qualidade da imagem, e mais. Ele também tem uma variedade de configurações pré-prontas (presets) para os formatos de saída: iPod, iPhone, Apple TV, Clássico e o meu preferido, singelamente batizado de “Normal”.

Existem outros aplicativos de conversão de vídeo, mas este é o meu preferido há anos, e vem ficando melhor com a maturidade. Recomendo fortemente!

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10 coisas que o VLC faz e você não sabia

sexta-feira, abril 15th, 2011

O VLC é um exemplo de programa open source popular.

Presente em boa parte das plataformas contemporâneas (até esteve por algum tempo na App Store do iPad e iPhone, até ser removido após conflitos entre seus desenvolvedores sobre o licenciamento), ele é o media player preferido de muitos usuários experientes, porque tem suporte completo a múltiplos formatos de arquivo populares (e frequentemente “deixados de lado” pelos players que vêm com os sistemas operacionais), é fácil de obter e é repleto de funcionalidades.

Mas a lista de funcionalidades do VLC é tão vasta, que é bem provável que ele tenha alguns recursos que seriam úteis para você, e você nem saiba ainda!

Hoje vamos resolver isso, com uma listinha rápida de funcionalidades úteis, interessantes, curiosas e menos óbvias do VLC. Quantas delas você já usou?

10 coisas que o VLC faz e você não sabia

1 – Tocar DVDs ignorando o código da região: aquele DVD que você trouxe de uma viagem ao exterior e não toca no aparelho da sala devido ao infame DRM baseado em códigos de regiões não é problema para o VLC!

2 – Converter formatos: além de tocar uma enorme quantidade de formatos de vídeo  e áudio, o VLC também sabe converter entre eles (para acessar um assistente, tecle ⇧⌘W).

3 – Usar legendas baixadas da web: se o seu vídeo não tem legendas no idioma que você gostaria, é possível que alguém já tenha escrito uma legenda para ele e disponibilizado para download. E se você encontrá-la e fizer o download, o VLC saberá exibi-la em conjunto com o vídeo original sem legendas! (menu Video | Subtitles Track)

4 – Colocar um logo em seus vídeos: se você vai distribuir um vídeo mas gostaria que sua identificação (discreta, por favor!) constasse nele, o VLC pode ser uma alternativa para realizar a sobreposição do logo às imagens, embora eu só tenha visto instruções sobre como fazer isso via linha de comando.

5 – Tocar vídeos danificados e inacabados: tendo nascido com a premissa de exibir vídeos transmitidos dinamicamente pela rede, o VLC é tolerante a falhas por natureza, e pode ser uma boa alternativa para tentar ver um arquivo cujo download foi interrompido antes da hora, ou que foi parcialmente danificado por problemas no disco, por exemplo.

6 – Exibir vídeos de arquivos RAR: basta abri-los – o VLC os descompacta dinamicamente, inclusive em arquivos multipart.

7 – Exibir vídeos de arquivos ISO: basta abri-los, e nem é necessário montá-los antes: o VLC sabe lidar com eles mesmo que para o sistema operacional eles sejam apenas um arquivão.

8 – Gravar trechos de vídeos: é possível gravar trechos de vídeos (por exemplo, de DVDs) enquanto você os exibe (⇧⌘R).

9 – Ouvir rádios on-line: para quem é fã de rádio e não exige um programa especializado para isso, o VLC pode ser uma alternativa (abra o stream da sua rádio preferida ou, para inserir automaticamente uma seleção de rádios na sua playlist, use o menu File | Services Discovery | IceCast Directory).

10 – Exibir vídeos em modo ASCII: nem na época dos terminais de texto fazíamos isso “a sério”, mas a ideia parece divertida mesmo assim! Para ver se o módulo está funcionando na sua versão do VLC, vá em Preferences | Video | Output module e troque a opção Default pela Color ASCII ART Video Output. Quando cansar, ou se não estiver funcionando na sua versão, basta depois retornar para Default.

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Ana de Hollanda e as mentiras sobre o Creative Commons

terça-feira, abril 12th, 2011

O sociólogo inglês John B. Thompson, autor de A Mídia e A Modernidade, define a “visibilidade” como um aspecto político fundamental dos nossos tempos. Não mais vivemos em uma era de exclusivas interações face a face. Portanto, é por meio da Mídia, e suas mediações, que acessamos e tomamos conhecimento das informações de interesse público (ele vai além ao defender inclusive que é por meio dos veículos de comunicação que intervimos socialmente).

A era da visibilidade política é também a era dos escândalos, que são fabricados de várias formas. A principal delas é faltar com a verdade e ser pego em flagrante. Recupero a obra de Thompson porque creio que essa sua tese sobre a visibilidade nos serve centralmente para explicar o que vem ocorrendo com a ministra da Cultura Ana de Hollanda.

A sua primeira grande ação como ministra – antes mesmo de nomear sua equipe – foi remover da página do Ministério da Cultura o selo Creative Commons que disciplinava o acesso aos conteúdos públicos distribuídos por meio da plataforma. O tema segue rendendo acalorados debates, como demonstrou a sabatina a que foi submetida no Senado esta semana.

Reformulado em 2007, sob liderança de José Murilo Jr., que segue no Ministério como gerente de Cultura Digital da Secretaria de Políticas Culturais, o site ministerial tornou-se mundialmente conhecido devido a sua originalidade e atualidade. Desenvolvido pioneiramente utilizando o software de gestão de conteúdos WordPress, o site procurava iniciar o Estado na era das conversas horizontais e livres da internet, o que só seria possível se, além dos códigos de programação, os conteúdos também fossem livres. Isso, no entanto, não era problema, porque já há alguns anos o Ministério adotara uma licença de compartilhamento Creative Commons.

A gestão Gil-Juca optou por essa licença específica por ser uma iniciativa eficiente, de caráter internacional e também devido à facilidade jurídica de sua utilização.

A ministra Ana de Hollanda voltou a questionar essa adoção dizendo que para isso os gestores teriam de realizar uma licitação (uma concorrência pública). Trata-se de alegação estapafúrdia e falsa. Isso porque uma licença Creative Commons nada mais é do que um documento, baseado na lei brasileira de direitos autorais, que permite ao produtor de informações estabelecer um claro pacto com o usuário. Isso porque a lei brasileira dá essa prerrogativa ao autor (só faltava não dar, não é?), mas não diz como. Portanto, o que o Creative Commons faz é “regular”, “detalhar”, os termos da cessão voluntária de direitos. Apenas isso.

Por que haveria, então, de haver licitação para algo que é de uso público e gratuito?

Confrontada com o fato de que o Palácio do Planalto utiliza a licença CC em seu blog, Ana de Hollanda saiu pela tangente por meio de uma distinção entre sites e blogs.

A questão é que, do ponto de vista técnico, por utilizar como gerenciador de conteúdo o WordPress (aliás a mesma ferramenta do Blog do Planalto), o site do Ministério da Cultura também é um blog. Essa distinção não é, por princípio, razoável, mas a faço apenas para demonstrar que os argumentos da Ministra não param de pé. Ainda que fosse por isso, ela está errada.

Ana de Hollanda também mistura alhos com bugalhos porque Creative Commons é, não só a licença, mas também o nome da entidade que administra esse projeto sem fins lucrativos. Essa administração é fundamental porque as licenças seguem em evolução, melhorando para dar conta das velozes transformações pelas quais passa a nossa sociedade.

Outro argumento por Ana de Hollanda utilizado nos lembra que existem outras licenças. É fato. Quais, ministra? Faça uma lista de alternativas e publique no site do Ministério. Na realidade, são poucas as alternativas consistentes e, acima de tudo, nenhuma que seja reflexo da inteligência coletiva da era das redes como é o Creative Commons (a não ser a GPL, utilizada em geral para softwares, que serviu justamente de base para o CC).

Aliás, uma razão sólida para justificar a utilização do CC é sua capacidade adaptativa e evolutiva constante. Como existem muitas pessoas trabalhando, conjunta e voluntariamente, em mais de 70 países, essas licenças estão sempre “up to date”. Muda a dinâmica social, evolui a licença. Na velocidade da rede. Como se trata de questão transnacional (na rede os conteúdos não reconhecem fronteiras), a marca CC, antes de uma propaganda, é um ícone facilmente identificável, facilitando assim a apropriação do que é justamente produzido para ser partilhado.

Ao fim e ao cabo, o que ficou evidente é que Ana de Hollanda tenta trazer para o campo técnico – que desconhece – uma decisão política. Seus compromissos prévios com setores que viam na adoção do Creative Commons pelo Ministério da Cultura uma “propaganda” contra os autores orientou sua decisão. Ninguém que lida com essa questão dentro do Ministério foi ouvido nos primeiros dias de janeiro antes de a ministra anunciar seu veredicto. Quando ordenou a retirada da licença, nem sequer se deu o trabalho de construir uma justificativa. Questionada por jornais e revistas, enviou três linhas em que dizia ser uma decisão de foro exclusivo do Ministério e de sua gestora. Após a reação das redes, democrática e incisiva, foi obrigada construir um argumento, que não cola, porque é falso.

Na era da visibilidade política, em que uma sabatina com senadores é assistida ao vivo pela internet por todos aqueles que se interessam pela vida pública, é preciso saber que as informações serão confrontadas, que a esfera pública delas irá se apropriar para fazer o bom debate – como explica Thompson. A escolha do Ministério da Cultura de Ana de Hollanda não foi técnica. Se fosse, jamais teriam removido a licença. Foi política. E isso, justamente pela sua falta de capacidade de construir uma versão convincente para sua decisão, ficou explícito esta semana.

Escrito por Rodrigo Savazoni em 8 abril 2011

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100.000 usuários válidos no Portal do Software Público

sexta-feira, abril 8th, 2011

O Portal do Software Público superou nesta sexta-feira a marca de 100.000 usuários válidos, antes mesmo de alcançar 4 anos de existência no dia 12/04/2011. O anúncio foi realizado durante o Congresso Medetel, evento de telemedicina que ocorre na cidade de Luxemburgo [http://www.softwarepublico.gov.br/news-item179]. A SLTI-Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação prevê uma série de entrevistas, depoimentos e novidades para comemorar o alcance das 100.000 pessoas.

A primeira ação trata de um selo comemorativo para registrar a marca dos 100.000 usuários, que servirá de base para uma campanha de disseminação do Portal SPB para sociedade(conheça a marca na página principal do Portal www.softwarepublico.gov.br). A campanha será organizada quando o Portal alcançar o número de 50 soluções disponibilizadas. A intenção será agrupar essas duas informações – 50 soluções e 100.000 pessoas – para uma ação de maior divulgação do Portal na rede.

As soluções disponibilizadas no Portal estão em todas as regiões do país, como por exemplo o e-cidade que foi instalado na cidade mais ao norte do Brasil, Uiramutã-RR com apoio da cidade de Juramento-MG e do CACIC que movimenta empresas na prestação de serviços na cidade de Porto Alegre-RS. Ao mesmo tempo o i-Educar avança na região Nordeste, com o caso exemplar de Arapiraca-AL e em pequenas cidades do estado de Santa Catarina, como a experiência de Içara. O Geplanes tem casos de uso no governo do estado de Minas Gerais e no próprio Ministério do Planejamento, em Brasília-DF. O Provinha Brasil na cidade de Guarulhos-SP e o Sistema de Gestão de Frotas em Fortaleza-CE. A coordenação informa que hoje existem casos de uso em todos os estados brasileiros e que a intenção é alcançar futuramente todas as cidades do país.

Criado em 12 de abril de 2007, o portal do SPB já conta com 48 soluções voltadas para diversos setores. Os serviços disponíveis são acessados até por outros países, como Uruguai, Argentina, Portugal, Venezuela, Chile e Paraguai. Para a SLTI, o portal já se consolidou como um ambiente de compartilhamento de softwares. Isso resulta em uma gestão de recursos e gastos de informática mais racionalizada, ampliação de parcerias e reforço da política de software livre no setor público.

Entre as comunidades mais ativas estão o CACIC-Coletor Automático de Informações Computacionais, que verifica informações sobre hardware e software nos computadores, o Ginga (soluções para TV Digital Brasileira), o Sistema de Gestão Escolar i-Educar, além do e-cidade: sistema de gestão para municípios e programas na área da saúde, educação, meio ambiente e gerenciamento de contratos.

A Dataprev, O Banco do Brasil e a Caixa Econômica são as instituições que mais disponibilizaram soluções, juntas somam 9 softwares. A Dataprev foi a pioneira, ao liberar já em 2005 o CACIC, considerado o primeiro software livre do governo federal, em seguida disponibilizou o COCAR e o Sistema de Atendimento Livre-SGA Livre. A CAIXA começou com o Bilhetador de Impressão Curupira, depois o Minuano e no próximo mês o Avaré. O Banco do Brasil lançou o Apoena, que foi seguido do emulador PW3270 e do Koruja.

O ambiente se caracteriza por oferecer mais de uma solução para um tipo de aplicação. Neste caso o destaque vai para as distribuições livres da área educacional com o Linux Educacional, o Pandorga e o Educatux. Os desenvolvedores de software também são beneficiados com os frameworks disponibilizados, dentre eles o MDArte, o OPenACS, o CORTEX e o JAGUAR.

O segmento que mais recebe soluções é o municipal, pelo menos 15 soluções podem ser aplicadas diretamente nos municípios. Em decorrência desse fato foi criado um ambiente dedicado para o diálogo com os municípios: o 4CMBr [http://www.softwarepublico.gov.br/4cmbr/xowiki/Principal]

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Em 2008 foi lançado o Mercado Público Virutal, um ambiente para que os prestadores de serviços de cada solução pudessem ser conhecidos, uma espécie de Guia de Serviços. Hoje todas as soluções liberadas no Portal SPB contam com um prestador de serviço que pode ser acessado de dentro da própria comunidade ou pelo endereço www.mercadopublico.gov.br. São mais de 500 prestadores de serviço registrados, que já geraram contratos e convênios, além do crescente aumento de receita anual.

Quando completou dois anos, em 2009, o Portal SPB contava com 40.000 usuários, fato registrado na edição especial da Revista InfoBrasil [http://issuu.com/infobrasil.2010/docs/revista_software_livre/1]. Isto significa que quase no mesmo tempo – 2 anos – o Portal atraiu 50% de pessoas a mais. Este fenômeno de crescimento foi retratado em pesquisa e diversos artigos científicos, coordenados pela profa. Christiana Freitas da UNB [http://www.softwarepublico.gov.br/result_pesquisa].

Ainda em 2009 a iniciativa ganhou um slogan “Software Público: Soluções em Tecnologia da Informação ao Alcance de Todos”, e no mesmo ano, uma campanha de divulgação organizada pelo Ministério do Planejamento que atingiu todo território nacional por rádio, jornal e internet, além da organização do maior evento de TI para os municípios. Nesta mesma época foi aprovado como um dos projetos de FLOSS a ser acompanhado até 2020 pelo Open World Forum e premiado na edição de 2009 como a melhor experiência mundial para o desenvolvimento de FLOSS no setor público [http://www.softwarepublico.gov.br/estudo-sob].

Em 2010, conseguiu o apoio e reconhecimento do PNUD-Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento com o propósito de difundir o modelo brasileiro para os países da América Latina e Caribe [http://www.softwarepublico.gov.br/spb/download/file/clad.pdf] e alcançou o apoio de 21 países da região, sob a liderança do CLAD-Centro Latinoamericano de Administração para o Desenvolvimento-CLAD, por meio do Consenso de Buenos Aires [http://www.softwarepublico.gov.br/spb/download/file/consenso.pdf].

No ano de 2011 com a publicação da Instrução Normativa do SPB, a IN01/2011 [http://www.softwarepublico.gov.br/spb/download/file/in_spb_01_DOU.pdf], o modelo do software público alcançou maior institucionalidade no governo e amparo na sociedade, além de cumprir a missão de reforçar o papel do software livre na política do governo federal. Com a IN 01/2011 o modelo começa a ganhar maior definição e solidez, decorrente do lançamento conjunto da Licença Pública de Marca-LPM, que é justamente uma das inovações criadas pelo modelo brasileiro [http://www.softwarepublico.gov.br/lpm].

Início do processo foi com o CACIC

Pouca gente sabe, mas o início da construção do modelo do software público começou no ano de 2005, apresentado em artigo hoje considerado como parte do histórico da experiência brasileira. O documento descreve as implicações da disponibilização do Sistema de Inventário de Hardware e Software, o CACIC, desenvolvido pela Dataprev e que se tornou um marco por ser o primeiro software livre do governo federal disponibilizado para sociedade, de acordo com as prerrogativas legais brasileiras. O artigo, que recebeu o título “Materialização do Conceito de Software Público: Iniciativa CACIC”, pode ser acessado no endereço http://www.softwarepublico.gov.br/spb/ArtigoMatConceitoSPB

Brasil seu futuro é agora !

O Linux está comemorando 20 Anos, Veja vídeo e infográfico!

quinta-feira, abril 7th, 2011
Infográfico do Linux - Clique para ampliar

Infográfico do Linux - Clique para ampliar

O Linux está comemorando 20 anos, veja vídeo e infográfico com a história do sistema operacional criado por Linus Torvalds em 1991, o Linux celebra neste ano seu 20° aniversário com muito a comemorar, além de crescer bastante em número de usuários a sua versão mobile Android, criado com base no sistema operacional, está se tornando um grande sucesso, e duas décadas depois do seu lançamento, o Linux está por trás dos maiores negócios do mundo e nos servidores que mantém o Facebook, Twitter, Google e Amazon, etc.  Sem falar que os maiores supercomputadores do mundo rodam Linux. Parabém ao Linux e a todos os seus usuários.

Veja vídeo: