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domingo, julho 10th, 2011

“Temo que a internet se torne uma TV a cabo”, diz sociólogo

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1º de julho -   João Carlos Caribé e Paulo Rena discutiram o Marco Civil da Internet. Foto: Camila Cunha/indicefoto.com/DivulgaçãoJoão Carlos Caribé e Paulo Rena discutiram o Marco Civil da Internet
Foto: Camila Cunha/indicefoto.com/Divulgação

Pedro Faustini
Direto de Porto Alegre

O sociólogo Sérgio Amadeu afirmou nesta sexta-feira, após a palestra O cerco à internet – ACTA e ataques técnicos, no 12º Fórum Internacional Software Livre (fisl12), em Porto Alegre, temer que a internet se torne como uma TV a cabo, onde o fluxo de informações pode ser controlado. Ele afirmou ainda que a internet é um bem público e, como tal, deve estar acessível a todos.

Durante a palestra, ele citou o caso do projeto de lei conhecido como Lei Azeredo, de 1999, que, após passar pela Câmara, sofreu alterações no Senado e encontra-se novamente na Casa de origem. Da maneira como está, a lei permitiria que o ato “corriqueiro de passar adiante” uma música seja crime. “Eles querem intimidar todo mundo que compartilha”, afirmou.

“A lei quer acabar com a navegação anônima. É inadmissível o AI-5 digital”, afirmou. O apelido, de acordo com o professor, ocorre porque o projeto “transforma exceção em regra, e a regra deve ser liberdade, navegação sem vigilância”. “A internet não é culpada de nada, é uma rede usada por todos nós, como as ruas, utilizadas por gente do bem e de todo o tipo, e não é por isso que vamos proibir o uso das ruas”, disse.

ACTA
Outra palestrante, Fátima Conti, comentou o Acordo Comercial Antipirataria (ACTA, na sigla em inglês), tratado sobre propriedade intelectual que envolve os países-membros do G8. “Um tempo atrás, começaram rumores que estavam fazendo um movimento contra pirataria e procurávamos informações e não achávamos. Começou a ter gente com informações meio que vazadas e começaram a falar muito de falsificação e de pirataria. Na prática, parecia que eles estavam muito preocupados com downloads”, afirmou.

“As leis que o ACTA prevê não são só sobre direito autoral, mas de propriedade intelectual, que agrega também marca e patente”, afirmou. De acordo com Fátima, o copyright foi instituído para proteger quem vende a cópia de um determinando produto, não seu autor. “A editora quer fazer o menor trabalho possível e vender pelo máximo preço possível”. Ela exemplifica os perigos do tratado: se dois países que não assinaram o acordo realizarem uma transação de remédios, e durante o traslado o navio com a carga faz uma parada em um país signatário, este pode confiscar os medicamentos se julgar que eles violam alguma regra. “A população do outro país morre de aids”, disse.

Ataques a sites
Amadeu afirmou na palestra que os ataques de negação de serviço (DDoS, na sigla em inglês), em que invasores sobrecarregam um sistema para tirá-lo do ar e foram registrados nos últimos dias no País nos sites do governo, são “primários”. “Em 2009 e antes já sofremos ataques de DDoS muito mais poderosos. O grosso dos ataques, segundo o Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), veio de computadores zumbis (aqueles controlados remotamente por invasores sem que o proprietário da máquina tenha conhecimento do fato) com Windows na Itália. Se a lei do Azeredo tivesse valendo, os donos desses zumbis estariam sendo processados judicialmente”, disse.

Marco Civil
Durante a palestra O futuro do Marco Civil da internet em debate, o publicitário João Caribé, também presente na exposição sobre a ACTA, afirmou que o Marco Civil da internet seria uma espécie de resposta à Lei Azeredo. “(O Marco Civil) é feito para garantir nossos direitos à liberdade e tem cláusulas muito bem pensadas para garantir neutralidade da rede. Quem ganha dinheiro com a internet não quer que ela seja neutra”, afirmou.

De acordo com o outro palestrante, Paulo Rena, militante do Partido Pirata brasileiro (que ainda se organiza no recolhimento de assinaturas para ter o registro deferido pela Justiça Eleitoral), o Marco Civil da Internet surgiu no próprio fisl há dois anos. O Ministério da Justiça abriu uma plataforma na qual foram colocadas perguntas sobre a regulação da internet, que se referiam a itens como liberdade, segurança e privacidade. Porém, segundo Rena, “com a mudança do governo, tudo teve que ser refeito”. “O Marco Civil vai ser o que a sociedade quiser que ele seja. Ele deve estabelecer que a internet seja direito fundamental do Brasil”, afirmou.

FONTE

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Lançada edição n.27 da Revista Espírito Livre!

domingo, julho 10th, 2011
Revista Espírito Livre - Ed. #027 - Junho 2011

Revista Espírito Livre - Ed. n #027 - Junho 2011
Revista Espírito Livre - Ed. n #027 - Junho 2011

Ainda recuperando do tombo do mês passado, cá estamos novamente. A edição deste mês apresenta um tema que por muitos é considerado polêmico por justamente ir contra a alguns conceitos enraizados em nossa sociedade, de que só é possível aprender diante de um professor e se transpormos essa ideia para o universo real significaria dizer que a educação, de um modo geral, só se dá através de alguém sentado, frente a um professor, real e físico. Mas o tutor a distância e o professor que estão a distância não são físicos e reais? E as aptidões? Eles as têm? E se não as têm como verificar estando a distância? Os alunos aprendem, ou fingem aprender só para alcançar a tão sonhada “nota”? Ele vai “colar”, já que o professor “não está vendo”? Como avaliar, medir e constatar se houve absorção e troca de conhecimento? As dúvidas e questionamentos continuam, já que a EAD, apesar de não ser tão nova assim (desde o século XIX já se praticavam metodologias neste sentido). O ensino por correspondência, tele-aula, vídeo-aula, manuais, ensino pelo rádio, e tantos outros métodos já foram utilizados (e em alguns lugares ainda continuam sendo), mas com a ressalva de que agora a tecnologia envolveu-os de novas possibilidades, além de diminuir os custos e as distâncias. O EAD proporciona, mesmo a distância, o que nem sempre conseguimos compreender presencialmente: a soma de nossas experiências pode resultar em uma terceira experiência, e o meio digital é propício para isso, dada a quantidade de novos recursos disponíveis, dentro e fora dos ambientes de estudo.

Mas que ferramentas utilizar? Já temos soluções maduras o suficiente para suprir o espaço ocupado por uma sala de concreto e um quadro branco com pincel? E os profissionais estão preparados para todas essas mudanças? Eles estão acompanhando? Estão interessados em acompanhar? O perfil do profissional de educação nesta (nova) era de certa forma muda, e os pré-requisitos enquanto conhecimentos também. Agora não basta dominar a matéria e saber manusear um livro, também deve-se dominar “o bicho de sete cabeças”, chamado computador. Claro que vários de nossos professores estão sabiamente preparados e dispostos a apontar nesta direção, entretanto diante de todas as políticas públicas que hoje percebemos a nossa volta, direcionadas ao ensino como um todo, ainda temos muito a caminhar. E mesmo diante das medidas atualmente tomadas pelos governos, sabemos que tal metodologia ainda atinge uma parcela relativamente pequena da população.

Entretanto, na iniciativa privada, nas empresas a realidade mostra-se diferente, e caminhando a passos largos. Cursos, treinamentos, reciclagens profissionais, seminários, e tantas outras medidas já são realidade em diversos nichos. O treinamento que antes demandava uma sala física em um local específico dentro da empresa, hoje demanda um servidor, softwares específicos e ambiente mudou, agora é virtual, como os ambientes virtuais de aprendizagem. E nesta edição tratamos de acompanhar vários, entre eles o Amadeus, um projeto brasileiro em meio a tantas soluções criadas originalmente fora de nosso país, como é o caso do popular Moodle, amplamente utilizados por universidades e empresas. Vários colaboradores, e entre eles, vários convidados, apresentaram de forma primorosa soluções em código aberto que podem ser utilizadas nas mais variadas situações.

Além do tema principal, a edição 27 está repleta de outras matérias igualmente importantes: Fabrício Araújo continua com o tema LTSP, bem como a coluna sobre LibreOffice. Birgitta Jonsdottir, ativista e membro do parlamento islandês também participa desta edição com uma reflexão bastante pertinente sobre o uso de nossas informações por diversas empresas.

As promoções continuam e se você ainda não participou, não perca tempo. O convite ainda está aberto: quer se juntar ao time e contribuir? Basta entrar em contato conosco.

Um forte abraço a todos, colaboradores e leitores!

FONTE