agosto, 2011

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Richard Matthew Stallman – O direito de ler

quarta-feira, agosto 31st, 2011

 [Imagem de um GNU filosófico]

Para Dan Halbert, o caminho para Tycho começou na faculdade, quando Lissa Lenz pediu seu computador emprestado. O dela havia quebrado, e, a não ser que ela conseguisse um outro emprestado, ela não conseguiria terminar seu projeto bimestral. E não havia ninguém a quem ela ousasse pedir isso, exceto Dan.

Isso deixou Dan num dilema. Ele tinha que ajuda-la, mas se emprestasse seu computador, ela poderia ler seus livros. Além do fato de que você pode ir para a prisão por muitos anos por deixar alguém ler seus livros, a própria idéia o chocou a príncipio. Como todos mais, lhe tinham ensinado desde o primário que emprestar livros era algo terrível e errado, algo que só piratas fariam.

E não havia muita chance de que a SPA – Software Protection Authority – não o descubrisse. Na sua aula de software, Dan havi aprendido que cada livro tinha embutido um monitor de copyright que informava quando e onde ele era lido, e por quem, para a Central de Licenciamento. (Eles usavam essa informação para pegar piratas de leitura, mas também para vender perfis de preferência de leitura para vendedores.) Na próxima vez em que seu computador estivesse conectado à rede, a Central de Licenciamento iria saber. Ele, como dono do computador, receberia a dura punição, por não ter feito os sacrifícios necessários para evitar o crime.

Claro que Lissa não pretendia, necessariamente, ler seus livros. Ele poderia quer o computador apenas para escrever seu projeto. Mas Dan sabia que ela vinha de uma família de classe média e mal podia arcar com as mensalidades, quanto mais suas taxas de leitura. Ler os livros de Dan poderia ser a única forma dela terminar o curso. (10% dessas taxas iam para os pesquisadores que escreviam os artigos; uma vez que Dan pensava em seguir carreira acadêmica, ele tinha esperanças de que seus próprios artigos de pesquisa, se fossem citados constantemente, renderiam o suficiente para pagar seu financiamento.)

Mais tarde, Dan aprenderia que havia um tempo em que qualquer pessoa poderia ir à biblioteca e ler artigos de periódicos, e até mesmo livros, sem ter que pagar. Haviam estudiosos independentes que liam milhares de páginas sem permissões governamentais para uso de biblioteca. Mas nos idos de 1990, editores tanto comerciais quanto institucionais de periódicos começaram a cobrar pelo acesso. Em 2047, bibliotecas oferecendo acesso gratuito ao público para artigos acadêmicos eram uma lembrança distante.

Havia formas, claro, de contornar a SPA e a Central de Licenciamento. Eram, eles mesmos, ilegais. Dan havia tido um colega na aula de software, Frank Martucci, que havia obtido uma ferramenta ilegal de depuração, a usava para pular o código monitor de copyright quando lia livros. Mas ele contou a muitos amigos sobre isso, e um deles o entregou à SPA por uma recompensa (estudantes devedores eram facilmente tentados pela traição). Em 2047, Frank estava na prisão, não por leitura pirata, mas por possuir um depurador.

Dan iria aprender depois que havia um tempo em qualquer pessoa podia ter ferramentas depuradoras. Havia até mesmo ferramentas depuradoras gratuitas disponíveis em CD, ou que podiam ser baixadas da rede. Mas usuários normais começaram a usa-las para passar por cima dos monitores de copyright, e, eventualmente, um juíz declarou que isso havia se tornado seu uso principal na prática. Isso significava que elas se tornaram ilegais. Os desenvolvedores de ferramentas de depuração foram enviados para a prisão.

Programadores ainda precisavam de ferramentas de depuração, claro, mas vendedores de depuradores em 2047 distribuiam apenas cópias numeradas, e apenas para programadores oficialmente licenciados e juramentados. O depurador que Dan usou na aula de software era mantido atrás de uma firewall especial, de forma que podia ser usado somente para os exercícios da aula.

Também era possível passar por cima dos monitores de copyright instalando um kernel modificado do sistema operacional. Dan eventualmente descobriu sobre os kernels livres, e mesmo sistemas operacionais inteiros livres, que haviam existido por volta da virada do século. Mas eles não eram somente ilegais, como os depuradores, você não poderia instalar um mesmo que tivesse um, sem saber a senha do administrador do seu computador. E nem o FBI nem o Suporte da Microsoft lhe diriam qual ela é.

Dan concluiu que ele simplesmente não podia emprestar seu computador para Lissa. Mas ele não podia se recusar a ajuda-la, por que ele a amava. Cada chance de falar com ela o deixava em êstase. E já que ela o havia escolhido para ajuda-la, isso poderia significar que ela o amava também.

Dan resolveu o dilema fazendo algo ainda mais impensável: ele emprestou seu computador a ela, e lhe disse sua senha. Dessa forma, se Lissa lesse seus livros, a Central de Licenciamento pensaria que ele os estava lendo. Isso ainda era um crime, mas a SPA não ficaria sabendo automaticamente sobre ele. Eles só saberiam se Lissa o entregasse.

Claro, se a faculdade descobrisse que ele tinha dado a Lissa sua própria senha, seria o fim para ambos enquanto estudantes, não importa para que ela tivesse usado essa senha. A política da faculdade era que qualquer interferência com as formas que ela tinha de monitorar o uso que os estudantes faziam do computador era o suficiente para ação disciplinar. Não importava se você havia feito qualquer coisa danosa, a ofensa tornava difícil que os administradores verificassem o que você estava fazendo. Eles assumiam que você estava fazendo alguma outra coisa que era proibida, e eles não precisavam saber o que era.

Alunos não eram expulsos por isso normalmente – não diretamente. Ao invés disso eles eram banidos do sistema de computadores da faculdade, e iriam, inevitavelmente, ser reprovados em seus cursos.

Depois, Dan aprenderia que esse tipo de política universitária havia começado apenas por volta dos anos 1980, quando mais alunos começaram a usar os computadores. Anteriormente, as universidades tinham uma abordagem diferente para a disciplina; eles puniam atividades que eram danosas, não aquelas que meramente levantavam suspeitas.

Lissa não denunciou Dan para a SPA. Sua decisão de ajuda-la levou ao casamento dos dois, e também os levou a questionar o que eles tinham aprendido sobre pirataria enquanto crianças. O casal começou a aprender sobre a história do copyright, sobre a União Soviética e suas restrições para cópias, e mesmo sobre a Constituição original dos Estados Unidos. Eles se mudaram para Luna, onde eles encontraram outros que, da mesma forma, haviam gravitado para longe do longo braço da SPA. Quando o Levante de Tycho começou em 2062, o direito universal de leitura rapidamente se tornou um de seus objetivos centrais.

Nota do autor

Esta nota foi atualizada em 2002.

O direito de leitura é uma batalha que está sendo travada hoje. Embora ainda possa levar 50 anos para nossa forma corrente de vida desaparecer na obscuridade, a maior parte das leis e práticas descritas acima já foram propostas – Ou pela administração Clinton, ou por editores.

Há uma excessão: a idéia de que o FBI e a Microsoft terão a senha de administrador (root) dos computadores pessoais. Isso é uma extrapolação do Clipper chip e propostas similares da Administração Clinton, em conjunto com uma tendência a longo prazo: sistemas de computador estão mais e mais propensos a deixar o controle a operadores remotos do que a pessoas propriamente usando o sustema.

Mas nós estamos chegando muito próximos deste ponto. Em 2001, o senador Hollings, bancado pela Disney, propôs uma lei chamada SSSCA que exigiria de cada novo computador um sistema de restrição de cópias, o qual o usuário não poderia ultrapassar.

Em 2001, os Estados Unidos propuseram que no tratado da área de livre comércio das Américas (FTAA, Federal Trade Area of the Americas) as mesmas regras fossem impostas a todos os países do hemisfério ocidental. O FTAA é um dos assim chamados tratados de “livre comércio” que na verdade são desenvolvidos para dar às empresas mais poder sobre governos democráticos; impôr leis como o Ato do Copyright é típico de tal espírito. A Electronic Frotnier Foundation pede às pessoas que expliquem para outros governos porque deveriam se opor ao plano.

A SPA, que na verdade quer dizer ‘Software Publisher’s Association’ (Associação dos Editores de Software), não é, hoje, uma força policial oficial. Extra-oficialmente, ela age como uma. Ela convida as pessoas a delatarem seus colegas de trabalho e amigos; como a Administração Clinton, ela advoga uma política de responsablidade coletiva na qual donos de computadores devem ativamente endossar os copyrights ou serem punidos.

A SPA está presentemente ameaçando pequenos provedores de serviço para a Internet, exigindo que eles permitam que a SPA monitore todos os usuários. A maioria dos provedores se rende quando ameaçada, por que eles não podem arcar com a batalha judicial. (Atlanta Journal-Constitution, 1 Oct 96, D3.) Pelo menos um provedor, Community ConneXion em Oakland CA, recusou a exigência e foi processado. Diz-se que a SPA desistiu desse processo recentemente, mas eles certamente continuarão sua campanha de várias outras formas.

As políticas de segurança de universidades descritas acima não são imaginárias. Por exemplo, um computador numa universidade na área de Chigago imprime esta mensagem quando você efetua o log in (as aspas estão no original):

¨Este sistema é para uso apenas de usuários autorizados. Indivíduos usando este sistema de computação sem permissão, ou excedendo sua permissão estão sujeitos a terem toda a sua atividade neste sistema monitorada e gravada pelo pessoal da administração. No caso de monitoramento de individuos fazendo uso incorreto desse sistema, ou no caso de manutenção do sistema, as atividades de usuários autorizados também poderá ser monitorada. Qualquer um usando o sistema expressamente consente com tal monitoramento, e é avisado de que tal se monitoramento revelar possíveis evidências de atividades ilegais, ou violação dos regulamentos da Universidade, a administração pode fornecer a evidência de tais atividades para autoridades da Universidade e/ou oficiais da lei. ¨

Esta é uma abordagem interessante para a Quarta Emenda [da constituição dos EUA]: pressiona quase todas as pessoas a concordarem, antecipadamente, a abdicar de seus direitos sob a mesma.


Este artigo foi publicado na edição de fevereiro de 1997 de Communications of the ACM (Volume 40, Number 2)

(de “The Road to Tycho” , uma coleção de artigos sobre os antecedentes da Revolução Lunar, publicado em Luna City, em 2096)


Referências


As notas do autor falam sobre a batalha pelo direito de ler e sobre a vigilância eletrônica. A batalha está se iniciando agora; aqui temos links para dois artigos sobre tecnologias sendo desenvolvidas agora para nos negar o direito de ler.

  • Electronic Publishing: Um artigo sobre a distribuição de livros em forma eletrônica e questões de copyright que afetam o nosso direito de ler uma cópia.
  • Books inside Computers: Software para controlar quem pode ler livros e documentos em um PC.

FONTE

computacao_pessoal Sistemas Operacionais Nem só de Ubuntu vive o Linux: 5 razões para dar uma chance ao Mandriva

terça-feira, agosto 30th, 2011

Nova versão da distribuição do Linux traz algumas ótimas novidades; sistema está mais amigável e flexível.

O Ubuntu, da Canonical, pode dominar as manchetes do mundo Linux, mas o fato é que ele continua sendo apenas uma entre várias distribuições populares de desktop do sistema aberto e de código aberto.

Há pouco tempo escrevi sobre o Linux Mint – que é atualmente o segundo competidor mais popular, de acordo com a DistroWatch – mas outro participante importante desse jogo é o Mandriva, que agora ocupa o 10º lugar na lista da DistroWatch, logo atrás do Puppy Linux.

Seguindo o lançamento de sua segunda e última versão beta em abril, um novo lançamento principal do Mandriva foi lançado agora no domingo, 28/8. Chamado de “Hydrogen” (hidrogênio), o Mandriva 2011 pode ser baixado no site do projeto.

Se você está buscando uma alternativa para o mundo restrito de Mac vs. Windows, seguem abaixo cinco razões que explicam por que vale a pena dar uma olhada no mais recente lançamento (gratuito) do Mandriva.

1. O desktop KDE Plasma
Enquanto o Mandriva costumava incluir vários ambientes desktop e gerenciadores de janela – incluindo GNOME e Xfce – o projeto agora decidiu focar totalmente no KDE Plasma Desktop como seu único ambiente desktop oficialmente suportado.

“Essa concentração dos nossos esforços nos permitiu tornar o desktop do Mandrive a melhor distribuição baseada em KDE na indústria de softwares livres”, explicam os desenvolvedores do programa.

Como já havia notado, o KDE é uma opção de desktop muito popular e atraente, e muitas pessoas preferem-no do que qualquer outro. Mas aquelas pessoas que realmente querem usar o Mandriva com algo a mais ainda poderão fazer por meio de pacotes não oficiais ou distribuições preparadas por membros da comunidade.

2. Um novo tema gráfico
O antigo tema “Galaxy” do Mandriva agora foi substituído pelo “Rosa”, uma alternativa interessante em que a cor azul aparece de maneira predominante (sim, não faz sentido). Também estão inclusos no Rosa temas para cada componente da distribuição assim como um pacote de ícones originais e alguns papéis de parede novos.

3. Flexível e Amigável
A nova tela de início “SimpleWelcome” do Mandriva 2011 é desenvolvida para ser mais simples e acolhedora para novatos, enquanto seu utilitário TimeFrame permite encontrar arquivos por data, sem precisar lembrar onde os salvou.

O app StackFolder oferece acesso rápido a pastas usadas frequentemente, enquanto o RocketBar traz uma nova flexibilidade ao painel KDE padrão. Já o MandrivaSync é o serviço na nuvem do Mandriva, de forma parecida com o Ubuntu One; os usuários podem armazenar até 2GB de graça.

4. Um arsenal incrível
O Mandriva 2011 traz praticamente todos os softwares de que você vai precisar. Além do gerenciador de telas KDE, o KDM, há o gerenciador de arquivos Dolphin, o pacote de produtividade pronto para empresas LibreOffice 3.4.2, o cliente de microblogging Choqok, e o navegador Firefox 5.0.1 e o programa de e-mail Thunderbird 5.0.

O Shotwell substituiu o gerenciador de fotos DigiKam, e há o PiTiVi para edição de vídeos e o Clementine para músicas. Enquanto isso, o novíssimo Mandriva Package Manager destinado para eventual inclusão atualmente está disponível a partir do repositório para fins de testes.

Debaixo da “capota”, o Mandriva 2011 vem com o kernel 2.6.38 Systemd do Linux, RPM5 e X.Org 7.6 com X.Org X Server 1.10.3. Chips novos da Intel e Nvidia e placas gráficas da AMD e da ATI prometem melhorar o desempenho e estabilidade do sistema.

5. Fácil e de graça
No Mandriva 2011, um novo instalador permite instalar o sistema operacional gratuito em seu computador a partir do modo live. O processo de instalação também foi completamente revisado e simplificado enquanto consegue acomodar diferentes variações e configurações de sistema, de acordo com os desenvolvedores do projeto.

O Mandriva Desktop 2011 será suportado por um ano e meio. Baseado neste lançamento, uma versão LTS (Long Term Support) oferecendo três anos de suporte chega até o final do ano.

Se levarmos em conta especialmente toda a controvérsia em torno do Ubuntu 11.04 “Natty Narwhal” e seu desktop Unity – sem mencionar o igualmente controverso GNOME 3 – o Mandriva 2011 pode ser uma alternativa interessante. Também gosto bastante do visual de seu desktop KDE. E o melhor de tudo, obviamente, é que isso é Linux: gratuito e rápido de testar, altamente seguro, e livre para você customizá-lo da maneira que preferir.

FONTE

E se Tim Berners-Lee tivesse patenteado a web?

segunda-feira, agosto 29th, 2011

Este texto é uma tradução livre e adaptada do texto publicado no TechDirt.

Você deve ter visto histórias ha uma semana ou mais sobre o 20º aniversário de quando Tim Berners-Lee publicou a primeira página na web. Enquanto muito, muita gente continua a confundir a “web” com a “Internet”, a criação de Berners-Lee realmente ajudou a transformar um sistema usado por poucos nerds e adicionou um elemento que possibilitou leva-la a uma dimensão, muito mas muito maior. E enquanto algumas pessoas estão falando de como é bacana ja estarmos neste vigesimo aniversário, Marco Arment ( o cara do InstaPaper) nos lembra que se Berners-Lee tivesse requerido a patente da web, o que fazemos agora seriam uma infração da patente.

Isto nos leva a construir um interessante experimento. Tenta imaginar como seria o mundo atual se a World Wide Web tivesse sido patenteada? Aqui seguem algumas hipoteses:

  • Ao invés da World Wide Web, muitas pessoas teriam continuado nos jardins murados proprietários como o AOL, Compuserve, Prodigy e Delphi. Enquanto estes eventualmente poderia infrigir a patente, uma vez que são grandes empresas, ou sustentados por grandes empresas, eles teriam facilidade de obter recursos para cobrir os custos de licenciamento.
  • O nível de inovação em termos de web teria sido drasticamente limitado. Conceitos como AJAX, informação em tempo real, etc. não estariam presentes ou poderiam estar na sua infância. As “inovações” vindo apenas das empresas nestes sentidos, com poucos participantes, faria com que eles nunca pensassem o valor destas coisas.
  • Não teríamos Google. Buscas seriam básicas e limitadas apenas ao sistema proprietário onde você estaria.
  • Muitas pessoas usariam os serviços online mais para “consumo”  do que “comunicação”. Deveriam ainda existir salas de chat, e coisas assim, mas não existiriam desenvolvimentos para comunicação massiva e pública como blogs e Twitter. Deveriam existir algum elemento de redes sociais, mas eles seriam bem rudimentares com os jardins murados.
  • Não teriamos iPhone. Enquanto alguns o enxergam separados da web, eu discordo. Eu não acredito que existiria o mesmo interesse no crescimento dos smartphones sem a web. Será que variamos telefones limitados e proprietários como o “AOL Phone”? Possivelmente, mas com um mercado muito fragmentado e sem muito valor, eu não tenho certeza mas seria necessário um ecossistema para incrementar como o iPhone.
  • A Internet Livre seria limitada por brigas judiciais. Ainda existiria a Internet aberta, e coisas como o gopher e Usenet poderiam ter crescido e tornado-se aptos a proporcionar uma pequena inovação. Por outro lado, se o gopher tentasse expandir mais que a web, veriamos uma disputa legal que não só atrasaria a inovação, mas limitaria as arenas onde elas aconteceriam.

O que mais as pessoas pensam quem poderia ter acontecido? Eu gostaria de saber do Berners-Lee, se o nome dele seria conhecido por muitas pessoas. Quando você pensa a respeito de como o mundo poderia ter sido limitado em comparação com o que temos hoje…. e começamos a nos surpreender de como invenções semelhantes a web hoje estariam presas por patentes, isto nos faz projetar o quanto poderíamos ter ficados presos no passado em termos de inovação nesta arena.

Por : Mike Masnick

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Evento reunirá Lawrence Lessig, Gilberto Gil, Danilo Miranda, Ronaldo Lemos e outros para discutir política cultural e direitos autorais

quarta-feira, agosto 24th, 2011

Dia 24 de agosto de 2011 será um dia especial para a discussão de políticas culturais no Brasil. Em evento no Auditório do Ibirapuera em São Paulo estarão reunidos, a partir das 20h, alguns dos principais nomes que pensam a política cultural no Brasil e internacionalmente.

A mesa será formada por Lawrence Lessig, professor da universidade de Harvard e renomado especialista em direito autoral  (co-fundador do projeto Creative Commons), Gilberto Gil, músico e ex-ministro da cultura, Danilo Miranda, diretor geral do SESC São Paulo, Ronaldo Lemos, diretor do Centro de Tecnologia e Sociedae da Fundação Getulio Vargas, Ivana Bentes, diretora da Escola de Comunicação da UFRJ, Sérgio Amadeu, professor da Universidade Federal do ABC e Claudio Prado, da Casa de Cultura Digital de São Paulo e a deputada Manuela D´Ávila.

O evento é organizado pelo Auditório Ibirapuera, dentro da série Pensar Música, em parceria com o Instituto Overmundo, o Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV e a Casa de Cultura Digital.

A entrada é franca, por ordem de chegada, até completar a capacidade de 800 lugares. Haverá disponibilização de 200 fones de tradução simultânea.

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Sim, Eu sou um pirata e você?

quarta-feira, agosto 24th, 2011

Esta palestra pretende levantar uma discussão sobre a ética e os direitos do cidadão. Pretende definir de forma bem clara, o que realmente é ou pode ser considerado crime, e o que é direito seu, e que corporações e associações visando unicamente seu beneficio próprio e manutenção de seus domínios, se utilizam da imprensa, de governos e de todo tipo de artifício, para subverter direitos dos cidadãos.

Palestrante:

Alberto José Azevedo — Cursou Tecnologia da Informação no CEFET-PR e possui mais de 14 anos de experiência em TI. É lider do projeto Security Experts Team e atua como Consultor de Segurança em todo o Brasil.

Ato contra o AI-5 Digital

terça-feira, agosto 23rd, 2011

No dia 24/08, no mesmo dia do seminário, a Avaaz, IDEC e o movimento Mega Não convocam toda a sociedade para um protesto na rampa do Congresso Nacional às 13h. O objetivo será formalizar a entrega da petição da Avaaz com 170 mil assinaturas contra o AI5 Digital e protestar contra o projeto.  Na somatória, com as demais petições do IDEC e do Movimento “Mega Não” desses últimos anos, já são mais de 350 mil assinaturas  mostrando o repudio da sociedade contra este projeto, que irá criminalizar práticas cotidianas e trazer graves retrocessos ao país, retirando o Brasil da vanguarda como nação conectada e com grande potenciais nesta área.

Se você for de Brasilia ou estiver na cidade, venha participar deste ato! É um dever de todos que defendem a Internet livre!

Tuitaço contra o AI-5 Digital

Amanhã (terça 23/08) das 14h às 18h vamos tuitar contra o AI-5 Digital e convocando pelo Ato, vamos usar as tags #AtoAI5digital e #ai5digital e convocar para o Ato contra o AI-5 Digital. Podemos usar por exemplo:

Amanhã às 13h todos na rampa do Congresso Nacional para protestar contra o #AI5digital #AtoAI5digital http://va.mu/EPzk

Não vamos deixar o #AI5digital acabar com a nossa liberdade, vamos mostrar a cara no #AtoAI5digital http://va.mu/EPzk

Vamos dar um Mega Não ao #AI5digital todo mundo amanhã na rampa do Congresso #AtoAI5digital http://va.mu/EPzk

Acompanhe o tuitaço pelas buscas nas tags #AtoAI5digital e #ai5digital e veja seu alcançe no Tweetreach nas tags #ai5digital e #AtoAi5digital.

Quais as vantagens de se usar uma distribuição Linux?

segunda-feira, agosto 22nd, 2011

Esse artigo mostra de forma simples as vantagens de usar o GNU/Linux.

As vantagens mais conhecidas são ser grátis e de código fonte aberto. Além dessas, enumero outras que nem todos conhecem e que podem pesar bastante na hora de escolher sua plataforma.

Live-CD/Live-Pendrive – Um dos diferenciais mais marcantes do GNU/Linux é o uso do Live. Com o Live-CD ou o Live-Pendrive, você dá “vida própria” à sua máquina. Não é preciso instalar o sistema operacional para que ela funcione. Dessa forma, você poderá baixar e testar várias distribuições até que encontre aquela que melhor se adapte ao seu perfil.

Não fique parado aguardando a instalação – Tendo provado e aprovado a distribuição, você certamente vai querer usufruir dos benefícios oferecidos e resolvendo instalar o sistema operacional em seu computador, perceberá que diferentemente dos outros, é possível iniciar a instalação e simultaneamente, continuar a utilizar sua máquina, sem necessidade de parar suas atividades.

Facilidade de uso – A interface é amigável e tanto os usuários novos quanto os que já utilizam outros sistemas operacionais não tem dificuldades em reconhecer ícones e menus apresentados, adaptando-se rapidamente. A instalação de softwares fica bastante facilitada pois o reconhecimento dos drivers é quase sempre automático.

Uso democrático – Máquinas mais antigas não são consideradas obsoletas. O desenvolvimento de novos aplicativos que atendam as restrições de equipamentos que não sejam de última geração, aumenta a vida útil do computador.

Possibilidade de escolher a interface gráfica – No mundo do GNU/Linux, existem vários ambientes gráficos. Cada um tem um propósito, os mais conhecidos são o KDE, Gnome e XFCE.

Essa interface gráfica visa a elegância e usabilidade. Para quem procura um ambiente gráfico nesse padrão, é uma boa escolha. O único senão que vejo no KDE é que ela pode deixar seu computador um pouco mais lento, dependendo da configuração do seu hardware.
Essa interface gráfica visa a simplicidade, rapidez e facilidade de uso. Está longe de ser uma interface desagradável à vista. Por ser padrão é mais simples, mas nada impede de deixá-la mais atraente. Se você é como eu, prefere uma interface leve, limpa e rápida, a melhor escolha é o Gnome.
Essa interface gráfica visa a utilização do Linux em computadores mais antigos e com pouco hardware, assim como o Gnome ela é simples e rápida.
Quer conhecer outras interfaces gráficas?Basta navegar na internet para poder descobrir e conhecer melhor cada uma delas.Vale a pena essa pesquisa! O que não falta é opção.

Repositórios – São locais onde encontramos uma lista de programas desenvolvidos para GNU/Linux. Esses programas estão garantidos pelos responsáveis pela distribuição, ou seja, se ele está na lista, quer dizer que o programa é confiável para instalação. Existem softwares gerenciadores, específicos para facilitar a instalação, como por exemplo a Central de programas do Ubuntu, Synaptic ou o MCC (Mandriva Control Center – Central de Controle do Mandriva), assim, basta selecionar o programa em uma lista e marcar para que seja instalado.

Vírus, trojans, malwares e outras pragas – Antes que alguém pergunte se existe algum desses males para GNU/Linux, a resposta é SIM, porém, é mais difícil ser infectado devido à sua configuração de segurança e acesso.

Segurança – O GNU/Linux por natureza é um Sistema Operacional seguro mas não podemos esquecer que ainda não inventaram um Sistema anti-usuário, ou seja, aquele que prevê e impede todas as possíveis besteiras que nós usuários possamos fazer quando estamos num dia de azar ou no mundo da lua. Então, onde está a segurança? No Linux, o próprio Kernel já tem um firewall, mas você pode instalar outras ferramentas de segurança e claro, anti-vírus também. Porque não?

Seja pelo visual, pela facilidade de uso ou possibilidade de aplicação em CPU’s mais antigas, o GNU/Linux com certeza vai te agradar.

Você pode começar a testar algumas distribuições GNU/Linux como o Ubuntu (http://www.ubuntu.com/), Mandriva (www2.mandriva.com/pt/) Ou ainda acessar esse site www.zegeniestudios.net/ldc/index.php?select_lang=true para descobrir qual distribuição se encaixa a seu perfil.

Antes de embarcar nessa jornada, seguem algumas dicas:

Não estou aqui pra dizer que Linux é melhor ou pior que outros Sistemas Operacionais. Cada um tem sua parte boa e ruim, pois não existe programas perfeito. Com isso quero deixar claro que, antes de se aventurar a usar o GNU/Linux você precisa saber algumas coisas:

Tire da cabeça que o GNU/Linux é difícil e para nerds. Isso é coisa do passado, e com a evolução constante das interfaces gráficas e de todo o sistema e seus aplicativos cada vez fica mais fácil.

A maioria das coisas que você sabe fazer no Windows ou Mac-OS pode e vai ser utilizado no GNU/Linux querendo ou não. Os aplicativos comuns que tudo usuário utiliza como por exemplo as suítes de escritório, são usadas da mesma maneira, como, teclas de atalho, alguns menus etc.

O GNU/Linux é diferente de Windows, não vai querer usar achando que tudo igual. Por exemplo “.exe” não é pra GNU/Linux e sim pra Windows. Sua conta de usuário tem alguns privilégios de administrador, porém é limitada, então tarefas como instalação, acessos a algumas pastas e alterações de arquivos vão exigir a senha do administrador (root).

O usuário root é o Todo Poderoso no GNU/Linux ele é quem manda e desmanda, como ele você pode tudo inclusive ferrar com o sistema (lembre-se ainda não criaram um sistema anti-usuário). No GNU/Linux por padrão de segurança você não loga mais como root, e em algumas distribuições ele vem desabilitado, justamente para evitar acidentes. Se for usar o root use com moderação e sempre encerre a sessão depois que terminar de usar.

O terminal, a famosa linha de comando não é nenhum bicho de 7 cabeças, tem horas que é melhor e mais rápido usá-lo.

Crie usuários para cada pessoa que for usar o GNU/Linux e senhas fortes, nada de data de nascimento, nome de cachorro, placa de veiculo. Misture letra maiúscula com minúscula, números e caracteres especiais. Ex. *L1nUx?=31, ou seja, usei a palavra Linux misturando letras, números e caracteres especiais e tem mais de 8 dígitos. (claro isso vale pra qualquer senha, Sistemas Operacionais, orkut, e-mail etc.).

Uma das mais importantes, se vai usar o GNU/Linux não tire seu Windows, use o que chamamos de dualboot, você mantém o Windows e separa uma parte do seu HD (Disco Rígido) para instalar a distribuição de sua preferência. Quando se sentir seguro, estará pronto para fazer a migração completa ou até mesmo manter os dois sistemas.

FONTE

Vídeo Oficial do V ENSOL – João Pessoa PB – 2011

quarta-feira, agosto 17th, 2011

Documentário sobre software livre gravado no quinto Encontro de Software Livre – V Ensol, realizado em julho de 2011, na Estação Cabo Branco em João Pessoa PB. Contém uma sequência de falas de ativistas da liberdade informação e da Prefeitura de João Pessoa. Na edição recorremosa compilação de trechos do documentário “InProprietário”, de 2008 (ver créditos).Este video é mais um produto da TV Cidade João Pessoa, em seu exercício de TV pública e educativa. As imagens, entrevistas e direção são do jornalista Gilson Renato. A edição é de Thiago Martins.


 

Infográfico 20 anos de Linux

quarta-feira, agosto 17th, 2011

Debian 18 Anos!!!!!

terça-feira, agosto 16th, 2011