outubro, 2011

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Demi Getschko: Internet é livre e deve ter o mínimo de regulamentação

quinta-feira, outubro 27th, 2011

Para o representante do Comitê Gestor da Internet no Brasil, Demi Getschko, não há como se criar uma “Internet do Brasil” através de uma regulamentação própria. Há casos em que ele defende alguma regulação quando se trata, por exemplo, de defender os interesses dos usuários. Da mesma forma, acredita que o fim da Norma nº4 proposto pela Anatel só tenderá a prejudicar o crescimento da rede no Brasil.

“O fato de o provimento estar sendo feito por uma telco, isso não quer dizer que você não precisa mais de provedor de acesso. Significa que você já tem. Se isso está certo ou errado à luz da lei, são outros quinhentos”, declarou.

Demi descartou a hipótese de apoiar a criação de uma agência específica para regular a Internet, ou que a Anatel esteja em condições de assumir sozinha esse papel nesse mercado. Para ele, o país deve levar em conta que a Internet é global e, para tanto, já existem organismos mundiais que debatem conjuntamente e continuamente o papel dela junto à sociedade do conhecimento ou da informação.

Para o representante do CGI.br o pagamento pelo uso da rede, proposto pelas empresas de telefonia para aqueles que consomem mais banda na Internet, já vem sendo executado pelos grandes portais e provedores de conteúdo. Se esse dinheiro não tem sido distribuído por todos os atores na rede, então deve-se discutir essa suposta falha. E não levar em conta como deseja a UIT, de se criar mais uma cobrança indevida por uso de rede, que já vem sendo paga diariamente pelos pequenos e grandes provedores.

Em entrevista exclusiva à CDTV do portal Convergência Digital, Demi Getschko, ironiza o discurso de que a inclusão digital irá trazer mais gente despreparada para a web, principalmente quanto ao quesito segurança. “Esse é o discurso classico”, argumentou. Lembra que isso já ocorre diariamente com o vertiginoso crescimento da rede mundial de computadores.

E as pessoas, no seu entender, irão aprender naturalmente com a prática da navegação, sobre como tratar e evitar esses problemas. Assista:

Demi Getschko participou do I Ciberjur – Congresso Nacional de Direito e Tecnologia – promovido pela Comissão de Ciência e Tecnologia da OAB de São Paulo e realizado entre os dias 16 e 18 de setembro na capital paulista.

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Está chegando a LinuxCon 2011 – Por Jomar Silva

segunda-feira, outubro 24th, 2011

Nos dias 17 e 18 de Novembro, o Expo Center Norte em São Paulo vai sediar a edição de 2011 da LinuxCon, maior conferência sobre Linux no mundo, organizada pela Linux Foundation.

Há anos eu ficava aqui babando para poder ir para fora do Brasil participar de uma LinuxCon e para a minha felicidade nerd e surpresa, no ano passado a LinuxCon foi realizada pela primeira vez aqui em São Paulo. Eu tive o prazer de participar da conferência e realmente foi a melhor conferência sobre Linux que já participei na vida… quer dizer, a melhor até hoje.

programação do evento está imperdível, com palestras de alto nível técnico proferidas por profissionais renomados em Linux do Brasil e do exterior.

A lista de Keynote Speakers então é pra lá de especial. Além de trazer pelo segundo ano consecutivo ninguém mais ninguém menos que Linus Torvalds (sim, o criador do Linux, que muito raramente vai a eventos), teremos ainda nomes como Greg Stein (diretor da Apache Foundation e meu colega de projeto no Apache OpenOffice) e executivos chave de Open Source de empresas como IBM (Dan Frye), Red Hat (Brian Stevens) e Intel (Dirk Hohndel), entre outros.

Uma das palestras imperdíveis do evento será a palestra de abertura com o Linus Torvalds, onde ele vai falar mais sobre as últimas notícias do Kernel do Linux. É realmente uma oportunidade imperdível para você estar up-to-date com tudo o que está acontecendo no mundo Linux. Como nerd e brasileiro, fico pra lá de satisfeito em ver este evento sendo realizado novamente no Brasil neste ano, e não perco por nada.

A organização do evento me informou que existe um desconto para quem se inscrever em caravanas ou grupos de usuários, e mais informações podem ser obtidas aqui. Existem ainda a oportunidade de patrocinar o evento e garanto a você que a exposição da sua marca em um evento internacional deste porte tem retorno garantido… vai perder ?

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Senhas de Servidores X Adminstradores. E agora?

segunda-feira, outubro 24th, 2011


Quem trabalha com servidores sabe como é… E sabe mesmo: qual é a senha de root?

É quase impossível gerenciar um servidor sem a senha de root… E se forem muitos servidores? E se forem muitos administradores, em uma empresa de médio porte, controlando muitos servidores? Como controlar todas as senhas? Como ter uma boa política de troca de senhas todas as vezes que funcionários trocarem de função ou trocarem de empresa? E se eles também souberem de outras senhas não ligadas a sua função inicialmente prevista?

Ficou pensativo? Conhece um amigo que tem uma empresa e também passa por isso? Apresento-lhes F13-CN (seus problemas se acabaram-se!… como dizia Seu Creysson).

Devido a todos os “dissabores” vividos pela rotatividade de funcionários, pela ineficiência na geração de logs em determinadas tarefas e pela complexa tarefa de gerenciar muitas senhas para múltiplos servidores é que a equipe da F13 Tecnologia criou o F13-CN. Vale a pena conferir o que essa solução concebida sob licença GPL faz:

Definição do F13-CN:

F13-CN é um proxy SSH que implementa regras de ACL, logs de todas as atividades na sessão ssh, monitoramento em tempo real e outros.

Características do F13-CN :

  • Gestão das senhas de acesso aos servidores.

O sistema faz a gestão das senhas dos servidores. Desta forma os administradores não precisam ter conhecimento de usuários e senhas administrativas dos servidores, apenas de seu próprio login e senha. Ao conectar, o usuário terá um menu com todos os servidores, ao optar por um destes, o sistema estabelecerá a conexão sem a necessidade de interação para o informe de senhas.

  • Base de dados de usuários centralizada.

O F13-CN utiliza uma base de dados baseado em OpenLDAP para a centralização dos usuários que irão acessar os servidores, desta forma, quando um usuário for desligado da empresa, basta desabilitar seu login na base ldap que o mesmo perderá o acesso a todos os ativos.

  • Log de acesso.

Todas as ações dos usuários são registradas em log possibilitando auditorias e pesquisas posteriores.

  • Monitoramento em tempo real.

O gestor poderá monitorar as sessões de acesso remoto em tempo real, acompanhando o trabalho de sua equipe técnica inclusive com a possibilidade de interação.

  • Persistência de sessões.

O sistema mantem sessões abertas mesmo após a desconexão do usuário, permitindo a continuidade do suporte após uma possível perda de acesso seja esta prevista ou não.

  • Controle de acesso por ACL’s

O sistema permite o controle de acessos dos usuários em 2 niveis:

– Usuário X Servidor -> Onde é possível especificar quais servidores o técnico terá permissão de acesso

– Usuário X Tempo -> É possível especificar em quais períodos (dia/hora) o técnico poderá conectar no servidor.

  • Acesso escalonado

Não importa a quantidade de servidores que você necessite conectar antes de chegar ao servidor final, o F13-CN tratará as dependências da maneira adequada conectando nos servidores que se façam necessários até chegar ao objetivo.

Download –> aqui <– e o suporte é dado pela própria empresa: comercial@f13.com.br

fontes:

http://www.f13.com.br

http://sourceforge.net/

“O Brasil é primeiro no mundo no uso de software livre”

sábado, outubro 22nd, 2011

Foi com essa afirmação que John ‘Maddog’ Hall, um dos maiores entusiastas do software livre, encerrou a maior edição de todos os tempos da Conferência Latino-Americana de Software Livre – Latinoware 2011. O evento foi sucesso absoluto e acumulou quebra de recordes. Durante três dias consecutivos, o Parque Tecnológico Itaipu (PTI) foi palco de palestras, workshops, discussões e reflexões sobre a realidade atual e perspectivas futuras sobre o uso de software livre.


Promovida pela Itaipu Binacional, Fundação Parque Tecnológico Itaipu – Brasil, Companhia de Informática do Paraná (Celepar) e Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e patrocínio da Petrobras, Previdência Social, Governo Federal e Banco Itaú, a Latinoware 2011 teve 4.231 participantes inscritos, ultrapassando marcas anteriores.

“Essa foi a maior Latinoware de todos os tempos. Por incrível que parece, cerca de 50% das pessoas foram novos congressistas. Veio caravanas de lugares que a gente nem imagina que estavam vindo, como do norte do Espíri

to Santo, que agregou 20 cidades da Bahia. Teve, também, novamente, caravanas do Acre e participantes e palestrantes de 11 países, entre eles a Dinamarca, França, Alemanha, Estados Unidos, Canadá, México, Paraguai, Argentina. Mas, o grande diferencial da Latinoware 2011 foi a qualidade da grade de palestrantes”, destacou Marcos Siríaco, um dos coordenadores da Latinoware.

Passaram pelos palcos da Latinoware deste ano nomes renomados como Jon “Maddog” Hall, um dos criadores do sistema operacional Linux; Rasmus Lerdorf, criador da linguagem de programação PHP; Dries Buytaert, criador do Drupal, plataforma livre para websites; entre tantas outras personalidades do software livre nacional e mundial. Ao todo foram mais de 150 palestras, e uma média de 30  minicursos.

Durante a palestra de encerramento da Latinoware 2011, John ‘Maddog’ Hall, presidente da Linux International Fundation, falou sobre os vinte anos da Linux e sobre as perspectivas de futuro e afirmou que o Brasil é referênciano uso de ferramentas de códigos abertos. “Eu acredito que o Brasil, em aceitação de pessoas e do Governo Federal, é primeiro do mundo”, enfatizou. Além disso, diversas atividades paralelas aconteceram durante a Latinoware 2011, como o Showroom Tecnológico, organizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que reuniu exposição de serviços oferecidos por empresas parceiras do Sebrae, assim como palestras e apresentações.

A Latinoware abrigou um espaço de exposições, Laboratório de Robótico, e conferências organizadas pela comunidade Drupa, Mozilla, Conferência Internacional e-Health em Economias Emergentes – IWEEE e um encontro latino-americano de autoridades governamentais para discussões sobre o uso do software livre no governo e na rede pública de ensino.

Durante a Latinoware também foi anunciada a criação Núcleo de Desenvolvimento de Software Livre, com sede no PTI. Nos próximos seis meses, profissionais de informática da região da tríplice fronteira serão treinados para se tornarem desenvolvedores de softwares livres. O órgão será coordenado por profissionais do PTI, da Itaipu e da Associação Libre de Tecnologia Abertas (Alta).

Sustentabilidade

Latinoware 2011 teve o seu lado ecologicamente correta. Utilizando E-take um aparelho – que foi distribuído por empréstimo – permitiu que os participantes trocassem informações entre si e ainda recebam, por e-mail, materiais de divulgação das empresas presentes nos estandes da conferência. A inovação foi desenvolvida por um consórcio de empresas incubadas do PTI (Apollo TI/Logic TI, Neoautus, Simplex, Palmares e Educare) e teve como objetivo a ampliar a interatividade dos participantes, além, é claro, da contribuição com a preservação do meio ambiente.

“Para a edição de 2012 queremos reduzir em 80% o uso de papeis, plásticos, banners e se tornar uma Latinoware mais sustentável, utilizando, cada vez mais, soluções e dispositivos digitais, pois todo mundo hoje em dia tem um smartphone”, adiantou Marcos Siríaco.

Em números, a Latinoware 2011 produziu 74 toneladas de Dióxido de Carbono (CO²), incluindo dados levantados desde o pré-evento até a data de encerramento da conferência. A medição é feita por meio do cálculo de transporte de participantes e palestrantes, energia elétrica, consumo de água e material de divulgação. A partir dessa quantificação, a Palmares Geoprocessamento e Análise Ambiental, uma das incubadas no PTI, vai elaborar um plano de redução e um de compensação das emissões, que é feita por meio do plantio de árvores nativas. “Serão plantadas mudas de árvores do Refúgio Biológico Bela Vista, em locais de restauração de áreas degradadas” explica Gihan Teixeira Jebai, diretora de projetos da Palmares.

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I Encontro de Software Livre do Agreste Pernambucano

quinta-feira, outubro 20th, 2011

VioleirosÉ com grande satisfação que o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia  de Pernambuco e a comunidade Software Livre do IFPE campus Belo Jardim, vêm apresentar o I Encontro de Software Livre do Agreste Pernambucano (I ESLAPE), a ser organizado pelo grupo de usuários de Software Livre do IFPE campus Belo Jardim. Este ano o evento ocorrerá nos dias 24 a 26 de novembro, na Faculdade de Ciências e Letras de Caruaru (FAFICA), na cidade de Caruaru-PE.

O grupo de usuários de Software Livre do IFPE nasceu no campus Belo Jardim, buscando aprofundar os conhecimentos dentro das áreas de informática, tendo em vista que a instituição possui em sua matriz curricular, do curso técnico em tecnologia da informação, disciplinas desenvolvidas exclusivamente com o uso de Software Livre. Esse grupo expandiu-se para para outras regiões de Pernambuco, como Sertão e Zona da Mata, onde seus membros difundem e promovem o uso das tecnologias abarcadas pelo Software Livre, estimulando a utilização do GNU/Linux e dos padrões abertos.

O evento tem como propósito expandir a cultura da informática e, particularmente, a filosofia dos sistemas operacionais padrão POSIX em geral e, especialmente, fomentar, desenvolver, apoiar e disseminar o uso do sistema operacional GNU/Linux em todas suas distribuições, plataformas e opções de configuração. Pretendemos promover um debate da comunidade nordestina, em especial do Agreste Pernambucano, acerca das temáticas que envolvem Software Livre, de maneira que possa ser ampliada a sua difusão tecnológica, conquistando desta forma mais adeptos à filosofia de compartilhamento do conhecimento.

Objetivos específicos:
• Possibilitar a inclusão digital tornando real o acesso às novas tecnologias para os menos favorecidos;
• Estimular a utilização de Software Livre através da difusão da tecnologia, na forma de mídias livres e instalação de máquinas;
• Apoiar o intercâmbio cultural e de experiências a cerca da utilização do Software Livre nas mais variadas esferas;
• Tornar o Agreste Pernambucano referência na produção e difusão das tecnologias abarcadas pelo Software Livre.

Público Alvo
Como parte de uma filosofia ampla de compartilhamento do conhecimento e das formas de poder geradas por esse acesso, o público alvo é a sociedade como um todo, onde, devido ao caráter tecnológico do Software Livre, podemos destacar o seguintes grupos:

• Estudantes de Tecnologia da Informação, de nível fundamental, médio e superior;
• Gerentes de Tecnologia da Informação de pequenas, médias e grandes empresas;
• Acadêmicos e profissionais de Tecnologia da Informação e Comunicação;
• Secretarias de informática e administração dos municípios;
• Profissionais da área tecnológica, que desejam desenvolver e introduzir ferramentas de Software Livre em sua empresa;
• Pessoas que possuem o interesse em consolidar conhecimentos em computação ou ampliar horizontes em pesquisas e aplicações.

O I ESLAPE, afim de estimular a produção intelectual, estará aberto aos pesquisadores, entusiastas e usuários que queiram compartilhar as suas experiências acerca do Software Livre e tecnologia da informação, tendo como prioritários os seguintes temas:

    • Administração de Sistemas e Redes;
    • Ambiente Desktop e Multimídia;
    • Computação Gráfica;
    • Desenvolvimento;
    • Ecossistema do Software Livre;
    • Geoprocessamento;
    • Governo e Negócios;
• Segurança;
• Sistemas embarcados.

INSCRIÇÕES:

Modalidade Valor
Inscrição para profissional R$ 30,00
Inscrição para estudante R$ 15,00

Site do Evento: http://www.eslape.org/

O que é neutralidade da rede e porque você precisa se preocupar com isso. – Por Jomar Silva

quinta-feira, outubro 20th, 2011

Participei na semana passada do I Fórum da Internet do Brasil, e me surpreendi ao ver um representante do SindiTelebrasil ler em uma das salas de debate (Trilha 5, onde Neutralidade era um dos temas), um comunicado do Sindicato defendendo a flexibilização na definição de Neutralidade da rede no Brasil. O conteúdo do texto (ou parte dele) pode ser encontrado no site da instituição aqui.

Basicamente o que eles pedem é que o conceito de neutralidade a ser adotado no Brasil (por regulamentação da ANATEL, brecha já introduzida por eles no projeto de lei do Marco Civil), seja expandido para que permita “…às prestadoras ofertar serviços customizados que atendam a perfis de consumo específicos e adotar medidas para gestão e diferenciação de tráfego, inclusive aquelas que envolvam diferenciação de custos, preços e priorização por tipo de trafego.”

Pode parecer algo simples, mas impacta e muito a vida e o bolso de todos os internautas brasileiros, e vou explicar o motivo.

Em 2009, o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), aprovou e publicou uma resolução onde define os  “Princípios para a Governança e uso da Internet no Brasil”. A resolução apresenta 10 pontos que deve ser considerados como base para a governança da Internet em nosso país, e o item 6 do documento fala sobre a Neutralidade da Rede:

6.  Neutralidade da rede
Filtragem ou privilégios de tráfego devem respeitar apenas critérios técnicos e éticos, não sendo admissíveis motivos políticos, comerciais, religiosos, culturais, ou     qualquer outra forma de discriminação ou favorecimento

Explicando o assunto de forma simplificada, imagine que a Internet seja uma grande estrada por onde passam diversos veículos, cada um deles carregando um pedaço de uma carga entre dois pontos. O que o princípio aprovado pelo CGI diz, é que “critérios técnicos e éticos” devem ser utilizados para se controlar o fluxo deste tráfego, não permitindo que critérios “políticos, comerciais, religiosos, culturais, ou qualquer outra forma de discriminação ou favorecimento sejam aplicados.”

Se os princípios do CGI forem seguidos, o tráfego de dados na Internet será regulado de forma muito parecida com o tráfego de veículos pelas estradas, onde critérios técnicos e éticos são usados para “dar preferência” ao tráfego de determinados tipos de veículos (como veículos de emergência). Este é o princípio da isonomia no tratamento de pacotes.

Na Internet, ao invés de termos veículos carregados, temos pacotes de dados transportando os dados das aplicações que utilizamos no dia a dia, como páginas web, imagens, áudio e vídeo, que são necessários para podermos utilizar serviços como VoIP (Skype), vídeos (YouTube, NetFlix e similares), redes P2P (Torrent) e todo o resto que usamos no dia a dia em nossos computadores e celulares.

A proposta do CGI pede simplesmente que o controle de fluxo destes dados sejam feitos por critérios técnicos e éticos, como por exemplo a priorização do tráfego de áudio e vídeo, pois qualquer demora na entrega destes pacotes faz com que a experiência do usuário ao utilizar o serviço seja muito prejudicada.

O que o SindiTelebrasil quer é o oposto disso. Querem que as regras lhes permitam aplicar “outros critérios” para o controle deste fluxo de dados, permitindo que cobrem do consumidor de acordo com o tipo de uso que ele faz da rede. Já imaginou onde isso pode chegar ?

Se não fizermos nada para lutar contra esta proposta apresentada por eles, que têm um poder enorme nas mãos, vamos ver em mais alguns meses a internet sendo fragmentada no Brasil, de acordo com o poder aquisitivo do Internauta. Teremos sim a Internet dos ricos (com áudio, vídeo e redes P2P) e a Internet dos pobres (páginas e no máximo imagens)… Não vou nem mencionar aqui a ‘falta de interesse’ das empresas de telecom em ver serviços como o Skype funcionando bem no Brasil ou das operadoras de TV a Cabo (que também vendem conexões banda larga) em ver serviços como o NetFlix e similares chegando a todo o vapor no Brasil, oferecendo uma alternativa barata aos caríssimos pacotes de TV por Assinatura que temos por aqui.

As teles justificam seu pedido dizendo que sem esta ‘regulamentação’, a Internet brasileira vai entrar em colapso e que se todo mundo resolver usar a banda que lhes é vendida, a Internet brasileira sai do ar… Fico aqui me perguntando se sou o único a achar isso um absurdo sem tamanho. Como disse um amigo meu, mais uma vez eles querem privatizar o lucro e socializar o prejuízo.

Vale a pena dizer que a luta que teríamos que travar no momento é para que as Teles entreguem de verdade a banda de internet que nos vendem, pois pasme você, em muitos contratos de ‘Banda Larga’ no Brasil, a banda ‘garantida’ é 10% da banda contratada. Sim, neste exato momento pode ter gente te fazendo de otário te vendendo uma conexão de 2 Mbps e te entregando apenas 200 Kbps.

Já existem diversos grupos de ativistas na rede se articulando para defender os nossos direitos frente a este ataque à nossa liberdade na rede (sim, eles podem decidir que você não vai mais usar o Skype, ver vídeo ou usar redes P2P e pronto), e por isso eu convido você internauta a procurar mais informações em grupos como o Mega Não e descobrir como você pode colaborar para manter nossa rede como é. Se não for por você, faça pelos seus filhos, para que tenham no futuro uma rede como aquela que você teve e que te trouxe até aqui.

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Latinoware inicia com mais de 4 mil participantes

quinta-feira, outubro 20th, 2011
Com o objetivo de promover a utilização do software livre na América Latina e a integração cultural e tecnológica entre os países, iniciou no dia 19 de outubro a 7ª Conferência Latino-Americana de Software Livre, em Foz do Iguaçu, no Paraná. A solenidade de abertura reuniu personalidades do software livre e representantes do poder público. O evento acontece até sábado e contará com palestras, mesas-redondas e workshops sobre temas ligados às tecnologias da informação e da comunicação, sustentadas em sistemas de software livres desenvolvidos no continente.

O diretor-presidente da Companhia de Processamento de Dados do Paraná (Celepar), José Antonio de Castro, afirmou, durante a abertura do evento, que o governo do Paraná segue comprometido com a aplicabilidade do software livre na gestão pública. Para ele, estamos vivendo um momento único de evolução, onde muitas tecnologias que só existiam na imaginação já estão presentes.
Segundo o deputado estadual, Edson Praczyk, autor da 1ª lei de padrão ODF no Brasil, a Latinoware assim como outros eventos de software livre tem o poder de propagar as ideias do movimento. Praczyk também é autor da  lei aprovada em 2003, de utilização de software livre no estado. “Essa lei já proporcionou uma economia de mais de meio bilhão de reais até hoje, dinheiro que seria gasto em aquisição e licenças de software”, afirmou.
A superintendente de Informática da Itaipu, Marli Portela, destacou que a Itaipu não quer só promover o uso do software livre, mas também desenvolver programas e que para isso está iniciando a criação do Núcleo de Desenvolvimento de Software Livre, cujo primeiro software beneficiado será o Libreoffice. O diretor paraguaio de Itaipu, Gustavo Codas, destacou a importância do compartilhamento para o crescimento e para a construção de uma sociedade melhor.
Promovida pela Itaipu Binacional, Fundação Parque Tecnológico Itaipu – Brasil, Celepar e Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), a Latinoware será palco para personalidades internacionais e representantes de órgãos públicos e privados de diversos países da América Latina apresentarem suas soluções em Software Livre.

Foto: Jean – FONTE

Desenvolvimento do LibreOffice se estende para o Brasil

sábado, outubro 15th, 2011

A formação do Núcleo de Desenvolvimento para o Software Livre, anunciada pela CIO da Itaipu Binacional, Marli Portella, durante a Latinoware 2010, já conta com toda a preparação necessária para tornar-se realidade. Esse núcleo, que terá a sua sede em Foz do Iguaçu, contribuirá para o desenvolvimento da suíte de escritório LibreOffice e de outros projetos de software livre, por meio da formação de profissionais no Brasil. A ação é coordenada pela Itaipu Binacional, pela Fundação Parque Tecnológico Itaipu (FPTI) e pela a Associação Libre de Tecnologias Abertas (ALTA).
O Núcleo de Desenvolvimento para o Software Livre colabora com a visão da The Document Foundation, mantenedora do software, que tem por objetivo fazer o LibreOffice um software livre independente de um único patrocinador corporativo. Essa iniciativa também reduzirá a dependência dos usuários brasileiros de desenvolvimento exclusivamente internacional e, com isso, contribuirá com código e recursos para a suíte de escritório livre que mais cresce no mundo.

O projeto será o balizamento de todo o processo para a instalação, treinamento de pessoal e para o início do desenvolvimento de colaborações para o código fonte de software, que estão em conformidade com os interesses do Governo Brasileiro. Inicialmente, o primeiro software a ser alvo de colaboração será o LibreOffice – suíte de escritório multiplataforma – que é a principal ferramenta a oferecer suporte para o padrão ODF – padrão de arquivos recomendado pelo Governo Federal para a troca de arquivos entre seus órgãos.

Um dos objetivos dessa iniciativa é fomentar a formação de mão-de-obra local, na região de Foz do Iguaçu, promovendo, assim, o fortalecimento de indústrias limpas e desenvolvedoras de software. Esse núcleo também terá proximidade natural com as instituições de ensino superior da região da bacia do Paraná, possibilitando a formação de um vínculo entre essas universidades com outras instituições parceiras do núcleo, como é o caso da Universidade Técnica de Kaunas, na Lituânia.

O Núcleo já iniciará suas atividades tendo como parceira a Universidade Técnica de Kaunas, que atuará na pesquisa para o desenvolvimento de um novo processo para assinatura de documentos digitais para ODF, em conformidade com as expectativas do parlamento europeu. Nessa parceria, ganha o núcleo local, pois integrará esta funcionalidade ao LibreOffice; ganham os usuários, pois terão uma nova forma de assinar digitalmente seus documentos, compartilhando responsabilidade entre os criadores do arquivo; e ganham os alunos que forem selecionados para participar desse projeto.
“A construção de uma fundação independente, em termos de governança e desenvolvimento de software, não é uma tarefa trivial. O anúncio da iniciativa destas instituições (Itaipu + PTI + ALTA) é um passo importante nesta direção e um sinal das atividades que têm acontecido no Brasil”, disse Charles Schulz, membro do Comitê Diretor da TDF.

“Como membro da TDF no Brasil e preocupado com a continuidade e a constante melhoria do código, entendo que temos um grande desafio para manter o LibreOffice na vanguarda da suíte de software livre de escritório. Contudo, não fugimos de nossos compromissos”, disse Olivier Hallot, Diretor Executivo da ALTA, membro fundador e do Comitê Diretor da TDF.

“A Itaipu fez um estudo minucioso, desde novembro de 2010, para ter agora sólidos conhecimentos sobre ‘como’, ‘quando’ e ‘porquê’ iniciar as atividades deste núcleo de pesquisa e desenvolvimento de software livre. Foi o tempo certo e necessário para organizar uma ação coordenada, que certamente dará frutos para o LibreOffice, para a região de Foz do Iguaçu e para os usuários de Software Livre”, disse David Jourdain, membro da ALTA e membro fundador da TDF.
Conforme a CIO da Itaipu Binacional, Marli Portella, essa iniciativa estabelece, a partir de ações claras, que a Itaipu deseja não ser apenas consumidora de Software Livre, mas também colaboradora, fazendo com que melhorias desenvolvidas sob esse trabalho beneficiem não somente a própria Itaipu, mas o Governo Brasileiro, a sociedade brasileira e a todos os usuários do LibreOffice.
O endereço da The Document Foundation está em http://documentfoundation.org.

O endereço da Associação Libre de Tecnologias Abertas está em http://www.alta.org.br.

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Morre Dennis Ritchie, pai do Unix e da linguagem de programação C

sexta-feira, outubro 14th, 2011

Dennis Ritchie (à dir.), em maio de 2011, recebe o Prêmio Japão pela criação do Unix (Foto: Denise Panyik-Dale/Creative Commons)

O programador de computadores Dennis MacAlistair Ritchie, mais conhecido como Dennis Ritchie ou “dmr”, morreu aos 70 anos em sua residência nos Estados Unidos. Ritchie foi um dos criadores do sistema operacional Unix e da linguagem de programação C, recebendo pelas suas contribuições o prêmio Turing em 1983, a medalha nacional de tecnologia dos Estados Unidos em 1999 e o Prêmio Japão para Informação e Comunicação em 2011.

A informação sobre a morte de Ritchie foi divulgada pelo também programador e funcionário do Google Robert Pike, que trabalhou com Ritchie no sistema operacional Unix.

“Ele era um homem quieto e reservado, mas era também meu amigo e colaborador. O mundo perdeu uma grande mente”, lamentou Pike.

Contribuições
Para o ex-funcionário da Microsoft, programador e professor de Direito em Nova York James Grimmelmann, “as contribuições de Ritchie são tão grandes quanto as de [Steve] Jobs, apenas menos visíveis”.

Ritchie criou a linguagem de programação C para que programadores pudessem criar softwares capazes de funcionar em mais de um tipo de computador ou plataforma. Até 1970, muitos programas de computador eram criados em linguagens consideradas de “baixo nível” que eram completamente dependentes do computador em que seriam usadas.

A linguagem C servia para criar uma camada entre o computador e o programador, permitindo que um mesmo código fosse “traduzido” para processadores e computadores diferentes. A linguagem foi criada para o sistema operacional Unix, que estava sendo desenvolvido na década de 1970 na Bell Labs da AT&T.

O Unix é a base de vários sistemas operacionais modernos, inclusive o Linux, que é usado no sistema Android para celulares, e o BSD, que por sua vez é base para o Mac OS X, usado pela Apple.

O estilo e a sintaxe da linguagem C, por sua vez, serviram como base para muitas outras. O livro original sobre a linguagem C, “The C Programming Language”, escrito por Ritchie e seu colega Brian Kernighan, é considerado uma “bíblia” para desenvolvedores de programas de computador. Devido ao nome de seus autores, a publicação é frequentemente chamada de “K&R”.

Originalmente desenvolvida em 1973, a linguagem C ainda está entre as mais populares para  programadores.

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O legado de Dennis Ritchie

quinta-feira, outubro 13th, 2011

Dennis MacAlistair Ritchie, mais conhecido como o criador da linguagem de programação C e co-criador do sistema operacional UNIX, faleceu no último dia 8 de outubro aos 70 anos de idade, após um longo período em que esteve enfermo por uma doença não divulgada. A notícia de sua morte veio de um antigo colaborador e colega do inventor, Rob Pike, que em seu Google+escreveu: “Acredito que existem pessoas que apreciarão o alcance de suas contribuições e lamentarão sua morte apropriadamente. Ele era um homem muito simples e privado, mas também meu amigo, colega e colaborador, e o mundo perdeu de fato uma grande mente”.

O trabalho de Ritchie com Ken Thompson no desenvolvimento do sistema operacional UNIX é reconhecido publicamente como uma das maiores contribuições para a tecnologia, a dupla recebeu algumas condecorações pelo sistema, como o Prêmio Turing em 1993, a medalha IEEE Hamming em 1990, a Medalha Nacional da Tecnologia dos Estados Unidos em 1999, e o Prêmio do Japão para Informação e Comunicação em 2011.

O UNIX surgiu de uma tentativa de Ritchie e seus colaboradores de criar um sistema operacional mais simples e limpo, como uma reação à “síndrome dos grandes sistemas” pela qual passavam as plataformas da época. Desde o princípio de seu surgimento, nos escritórios da Bell Labs durante a década de 70, o UNIX redefiniu a maneira como as pessoas pensavam em sistemas operacionais. O UNIX não era apenas código, mas uma cultura baseada em torno de ideias como a interconexão de pequenos programas através de pipes. Foi a cultura Unix que inspirou Linus Torvalds à criar o Linux, um sistema operacional aberto baseado em UNIX. A linguagem C, em que o UNIX foi escrito, se tornou a linguagem de facto para a programação de sistemas operacionais, aplicativos e dispositivos embarcados e ainda é uma das linguagens mais populares do mundo. Ritchie uma vez afirmou que sua criação, o “C é temperamental, defeituoso e um enorme sucesso”.

Como afirmou Tim Bray (editor da espeficicação XML), Ritchie também trouxe ao mundo a ideia de introduzir novas linguagens com um programa “Hello world”, strings de bytes terminadas por um caractere nulo, criar processos através da duplicação de outros já existentes e escrever sistemas operacionais para serem compilados em uma linguagem de programação independente da linguagem de máquina. “É impossível – absolutamente impossível – exagerar a dívida que minha profissão tem com Dennis Ritchie”, afirmou Bray, “estamos vivendo em um mundo que ele ajudou a inventar há mais de trinta anos”.

FONTE