outubro 20th, 2011

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I Encontro de Software Livre do Agreste Pernambucano

quinta-feira, outubro 20th, 2011

VioleirosÉ com grande satisfação que o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia  de Pernambuco e a comunidade Software Livre do IFPE campus Belo Jardim, vêm apresentar o I Encontro de Software Livre do Agreste Pernambucano (I ESLAPE), a ser organizado pelo grupo de usuários de Software Livre do IFPE campus Belo Jardim. Este ano o evento ocorrerá nos dias 24 a 26 de novembro, na Faculdade de Ciências e Letras de Caruaru (FAFICA), na cidade de Caruaru-PE.

O grupo de usuários de Software Livre do IFPE nasceu no campus Belo Jardim, buscando aprofundar os conhecimentos dentro das áreas de informática, tendo em vista que a instituição possui em sua matriz curricular, do curso técnico em tecnologia da informação, disciplinas desenvolvidas exclusivamente com o uso de Software Livre. Esse grupo expandiu-se para para outras regiões de Pernambuco, como Sertão e Zona da Mata, onde seus membros difundem e promovem o uso das tecnologias abarcadas pelo Software Livre, estimulando a utilização do GNU/Linux e dos padrões abertos.

O evento tem como propósito expandir a cultura da informática e, particularmente, a filosofia dos sistemas operacionais padrão POSIX em geral e, especialmente, fomentar, desenvolver, apoiar e disseminar o uso do sistema operacional GNU/Linux em todas suas distribuições, plataformas e opções de configuração. Pretendemos promover um debate da comunidade nordestina, em especial do Agreste Pernambucano, acerca das temáticas que envolvem Software Livre, de maneira que possa ser ampliada a sua difusão tecnológica, conquistando desta forma mais adeptos à filosofia de compartilhamento do conhecimento.

Objetivos específicos:
• Possibilitar a inclusão digital tornando real o acesso às novas tecnologias para os menos favorecidos;
• Estimular a utilização de Software Livre através da difusão da tecnologia, na forma de mídias livres e instalação de máquinas;
• Apoiar o intercâmbio cultural e de experiências a cerca da utilização do Software Livre nas mais variadas esferas;
• Tornar o Agreste Pernambucano referência na produção e difusão das tecnologias abarcadas pelo Software Livre.

Público Alvo
Como parte de uma filosofia ampla de compartilhamento do conhecimento e das formas de poder geradas por esse acesso, o público alvo é a sociedade como um todo, onde, devido ao caráter tecnológico do Software Livre, podemos destacar o seguintes grupos:

• Estudantes de Tecnologia da Informação, de nível fundamental, médio e superior;
• Gerentes de Tecnologia da Informação de pequenas, médias e grandes empresas;
• Acadêmicos e profissionais de Tecnologia da Informação e Comunicação;
• Secretarias de informática e administração dos municípios;
• Profissionais da área tecnológica, que desejam desenvolver e introduzir ferramentas de Software Livre em sua empresa;
• Pessoas que possuem o interesse em consolidar conhecimentos em computação ou ampliar horizontes em pesquisas e aplicações.

O I ESLAPE, afim de estimular a produção intelectual, estará aberto aos pesquisadores, entusiastas e usuários que queiram compartilhar as suas experiências acerca do Software Livre e tecnologia da informação, tendo como prioritários os seguintes temas:

    • Administração de Sistemas e Redes;
    • Ambiente Desktop e Multimídia;
    • Computação Gráfica;
    • Desenvolvimento;
    • Ecossistema do Software Livre;
    • Geoprocessamento;
    • Governo e Negócios;
• Segurança;
• Sistemas embarcados.

INSCRIÇÕES:

Modalidade Valor
Inscrição para profissional R$ 30,00
Inscrição para estudante R$ 15,00

Site do Evento: http://www.eslape.org/

O que é neutralidade da rede e porque você precisa se preocupar com isso. – Por Jomar Silva

quinta-feira, outubro 20th, 2011

Participei na semana passada do I Fórum da Internet do Brasil, e me surpreendi ao ver um representante do SindiTelebrasil ler em uma das salas de debate (Trilha 5, onde Neutralidade era um dos temas), um comunicado do Sindicato defendendo a flexibilização na definição de Neutralidade da rede no Brasil. O conteúdo do texto (ou parte dele) pode ser encontrado no site da instituição aqui.

Basicamente o que eles pedem é que o conceito de neutralidade a ser adotado no Brasil (por regulamentação da ANATEL, brecha já introduzida por eles no projeto de lei do Marco Civil), seja expandido para que permita “…às prestadoras ofertar serviços customizados que atendam a perfis de consumo específicos e adotar medidas para gestão e diferenciação de tráfego, inclusive aquelas que envolvam diferenciação de custos, preços e priorização por tipo de trafego.”

Pode parecer algo simples, mas impacta e muito a vida e o bolso de todos os internautas brasileiros, e vou explicar o motivo.

Em 2009, o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), aprovou e publicou uma resolução onde define os  “Princípios para a Governança e uso da Internet no Brasil”. A resolução apresenta 10 pontos que deve ser considerados como base para a governança da Internet em nosso país, e o item 6 do documento fala sobre a Neutralidade da Rede:

6.  Neutralidade da rede
Filtragem ou privilégios de tráfego devem respeitar apenas critérios técnicos e éticos, não sendo admissíveis motivos políticos, comerciais, religiosos, culturais, ou     qualquer outra forma de discriminação ou favorecimento

Explicando o assunto de forma simplificada, imagine que a Internet seja uma grande estrada por onde passam diversos veículos, cada um deles carregando um pedaço de uma carga entre dois pontos. O que o princípio aprovado pelo CGI diz, é que “critérios técnicos e éticos” devem ser utilizados para se controlar o fluxo deste tráfego, não permitindo que critérios “políticos, comerciais, religiosos, culturais, ou qualquer outra forma de discriminação ou favorecimento sejam aplicados.”

Se os princípios do CGI forem seguidos, o tráfego de dados na Internet será regulado de forma muito parecida com o tráfego de veículos pelas estradas, onde critérios técnicos e éticos são usados para “dar preferência” ao tráfego de determinados tipos de veículos (como veículos de emergência). Este é o princípio da isonomia no tratamento de pacotes.

Na Internet, ao invés de termos veículos carregados, temos pacotes de dados transportando os dados das aplicações que utilizamos no dia a dia, como páginas web, imagens, áudio e vídeo, que são necessários para podermos utilizar serviços como VoIP (Skype), vídeos (YouTube, NetFlix e similares), redes P2P (Torrent) e todo o resto que usamos no dia a dia em nossos computadores e celulares.

A proposta do CGI pede simplesmente que o controle de fluxo destes dados sejam feitos por critérios técnicos e éticos, como por exemplo a priorização do tráfego de áudio e vídeo, pois qualquer demora na entrega destes pacotes faz com que a experiência do usuário ao utilizar o serviço seja muito prejudicada.

O que o SindiTelebrasil quer é o oposto disso. Querem que as regras lhes permitam aplicar “outros critérios” para o controle deste fluxo de dados, permitindo que cobrem do consumidor de acordo com o tipo de uso que ele faz da rede. Já imaginou onde isso pode chegar ?

Se não fizermos nada para lutar contra esta proposta apresentada por eles, que têm um poder enorme nas mãos, vamos ver em mais alguns meses a internet sendo fragmentada no Brasil, de acordo com o poder aquisitivo do Internauta. Teremos sim a Internet dos ricos (com áudio, vídeo e redes P2P) e a Internet dos pobres (páginas e no máximo imagens)… Não vou nem mencionar aqui a ‘falta de interesse’ das empresas de telecom em ver serviços como o Skype funcionando bem no Brasil ou das operadoras de TV a Cabo (que também vendem conexões banda larga) em ver serviços como o NetFlix e similares chegando a todo o vapor no Brasil, oferecendo uma alternativa barata aos caríssimos pacotes de TV por Assinatura que temos por aqui.

As teles justificam seu pedido dizendo que sem esta ‘regulamentação’, a Internet brasileira vai entrar em colapso e que se todo mundo resolver usar a banda que lhes é vendida, a Internet brasileira sai do ar… Fico aqui me perguntando se sou o único a achar isso um absurdo sem tamanho. Como disse um amigo meu, mais uma vez eles querem privatizar o lucro e socializar o prejuízo.

Vale a pena dizer que a luta que teríamos que travar no momento é para que as Teles entreguem de verdade a banda de internet que nos vendem, pois pasme você, em muitos contratos de ‘Banda Larga’ no Brasil, a banda ‘garantida’ é 10% da banda contratada. Sim, neste exato momento pode ter gente te fazendo de otário te vendendo uma conexão de 2 Mbps e te entregando apenas 200 Kbps.

Já existem diversos grupos de ativistas na rede se articulando para defender os nossos direitos frente a este ataque à nossa liberdade na rede (sim, eles podem decidir que você não vai mais usar o Skype, ver vídeo ou usar redes P2P e pronto), e por isso eu convido você internauta a procurar mais informações em grupos como o Mega Não e descobrir como você pode colaborar para manter nossa rede como é. Se não for por você, faça pelos seus filhos, para que tenham no futuro uma rede como aquela que você teve e que te trouxe até aqui.

FONTE

Latinoware inicia com mais de 4 mil participantes

quinta-feira, outubro 20th, 2011
Com o objetivo de promover a utilização do software livre na América Latina e a integração cultural e tecnológica entre os países, iniciou no dia 19 de outubro a 7ª Conferência Latino-Americana de Software Livre, em Foz do Iguaçu, no Paraná. A solenidade de abertura reuniu personalidades do software livre e representantes do poder público. O evento acontece até sábado e contará com palestras, mesas-redondas e workshops sobre temas ligados às tecnologias da informação e da comunicação, sustentadas em sistemas de software livres desenvolvidos no continente.

O diretor-presidente da Companhia de Processamento de Dados do Paraná (Celepar), José Antonio de Castro, afirmou, durante a abertura do evento, que o governo do Paraná segue comprometido com a aplicabilidade do software livre na gestão pública. Para ele, estamos vivendo um momento único de evolução, onde muitas tecnologias que só existiam na imaginação já estão presentes.
Segundo o deputado estadual, Edson Praczyk, autor da 1ª lei de padrão ODF no Brasil, a Latinoware assim como outros eventos de software livre tem o poder de propagar as ideias do movimento. Praczyk também é autor da  lei aprovada em 2003, de utilização de software livre no estado. “Essa lei já proporcionou uma economia de mais de meio bilhão de reais até hoje, dinheiro que seria gasto em aquisição e licenças de software”, afirmou.
A superintendente de Informática da Itaipu, Marli Portela, destacou que a Itaipu não quer só promover o uso do software livre, mas também desenvolver programas e que para isso está iniciando a criação do Núcleo de Desenvolvimento de Software Livre, cujo primeiro software beneficiado será o Libreoffice. O diretor paraguaio de Itaipu, Gustavo Codas, destacou a importância do compartilhamento para o crescimento e para a construção de uma sociedade melhor.
Promovida pela Itaipu Binacional, Fundação Parque Tecnológico Itaipu – Brasil, Celepar e Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), a Latinoware será palco para personalidades internacionais e representantes de órgãos públicos e privados de diversos países da América Latina apresentarem suas soluções em Software Livre.

Foto: Jean – FONTE