janeiro 10th, 2012

...now browsing by day

 

Linux aumenta participação em desktops, aponta pesquisa

terça-feira, janeiro 10th, 2012

Segundo levantamento da consultoria Net Applications, sistema de código aberto viu fatia no mercado subir de 0,97% para 1,41% em seis meses.

As perspectivas do Linux como sistema operacional para desktops tem sido um ótimo tema para debates, com algumas pessoas dizendo que ele nunca ultrapassaria 1% do mercado, enquanto outros afirmam que o sistema de código aberto já fez isso.

Nesta época cada vez mais móvel, com smartphones e tablets, não está claro se ainda há razão para tais discussões. O assunto também tornou-se cansativo, principalmente porque o sistema nunca pode ser comparado de forma conclusiva sem estatísticas de vendas ou outras formas de medição relativamente definitivas para provar a extensão de uso do Linux em desktops.

Mas na semana passada a consultoria Net Applications – que estava por trás de muitas das informações sobre o 1% de uso do sistema – publicou novos dados sugerindo que o uso do Linux em desktops deu um salto nos últimos meses. Deixando de lado as questões da presença dos desktops no mercado, é um sinal interessante da mudança de tempos.

A Net Applications é uma fonte frequentemente citada quando o assunto é a participação no mercado de browsers, sistemas, ferramentas de busca e mais. Para coletar esses dados, a companhia estuda os visitantes da sua rede de clientes HitsLink Analytics e SharePost, que possuem mais de 40 mil sites ao redor do mundo.

O que é particularmente interessante no contexto do Linux são os dados que a Net Applications acaba informar sobre dezembro de 2011. Mais especificamente, o serviço NetMarketShare afirma que o Linux respondeu por 1,41% do mercado de desktops, seguindo um crescimento estável que começou em agosto do ano passado.

Após alcançar 0,97% em julho, o Linux subiu para 1,07% em agosto, 1,11% em setembro, 1,19% em outubro e 1,31% no mês seguinte, informa a Net Applications. Por fim,chegou aos 1,41% no último mês de 2011.

Esse pode parecer um número bem pequeno – menor ainda do que os 6,36% do Mac OS, da Apple – mas não há como negar que é um pulo bem grande em pouco tempo.

Além disso, os números também começam a ficar mais em sintonia com os dados divulgados por outras fontes. A W3Counter, por exemplo, colocou os Linux que não são Android em 1,64% do mercado em dezembro.

Já o relatório Traffic Analysis Report, da Wikimedia, informa que no último mês de outubro o sistema de código aberto chegou a 3,48% do mercado, enquanto que o site de notícias The H (também citado no relatório da Net Applications) notou que os usuários do Linux agora respondem por 25,36% do seu próprio tráfego.

FONTE

ERP: problema ou solução – Por Paulo Silas

terça-feira, janeiro 10th, 2012

 

Mensurar o valor de uma ferramenta de gestão empresarial é uma tarefa difícil e depende de diversos fatores. Mas, com certeza, é possível verificar quando o sistema está trazendo mais problemas que soluções. Integração das informações e otimização dos processos são alguns dos benefícios que as empresas buscam na hora de adotar um Enterprise Resource Planning – o ERP. Por isso, a escolha da solução e da empresa prestadora do serviço é uma tarefa que deve seguir a diversos critérios de avaliação.

Manter-se competitivo sem um sistema eficiente é uma missão quase impossível e cada vez mais as organizações têm se dado conta disto. Tanto que os investimentos em softwares de gestão têm crescido. Projeções da e-Consulting apontam que em 2011 o setor deve registrar crescimento de 14,2%, movimentando R$ 2,04 bilhões. A demanda das empresas por ERPs e a expansão dos serviços oferecidos são os principais fatores que resultam no bom desempenho do setor, segundo a consultoria.

Qualquer produto ou serviço que oferece mais custos do que benefícios deve ser reavaliado e com o ERP não é diferente. Este é um sistema que requer investimentos e as vantagens são mais bem percebidas a médio e longo prazo, mas avaliar algumas questões pode ajudar a evitar problemas. Primeiro é preciso ficar claro que não existem ERPs bons ou ruins, e sim sistemas que atendem ou não as necessidades da empresa.

Partindo deste princípio, antes de investir em um sistema de gestão empresarial, é necessário avaliar quais são as reais demandas da organização. Iniciar a implantação de um sistema sem um bom planejamento é uma das principais causas do fracasso do projeto. Um bom começo é definir as estratégias da empresa para os próximos anos – por exemplo, se há previsão de abertura de filiais, se haverá lançamento de novos produtos, etc. Outro fator importante é perceber se a fornecedora de ERP terá capacidade e condições de corresponder com rapidez as dinâmicas mudanças que ocorrem nas empresas

Estas informações são fundamentais na hora de determinar o que é, ou não, importante no sistema. Desta forma, mesmo que algumas funções não sejam liberadas no início da implantação da solução, quando as mudanças acontecerem, o ERP terá que acompanhar a evolução da empresa e na velocidade necessária. Para que nenhuma ação seja ‘esquecida’, a definição das estratégias e das funcionalidades do sistema deve ser feita por representantes de todos os setores que utilizarão a solução.

Como deve acontecer na contratação de qualquer produto, busque empresas experientes e com um bom histórico de atuação. A implementação de um ERP é um processo complexo, relativamente longo e que pode demandar mudanças no plano inicial. Por isso, avalie bem a empresa que será contratada. Além disso, mais do que contratar uma prestadora de serviços, opte por realizar uma boa parceria. Assim, é possível passar pela implantação com o mínimo de conflitos.

Outra questão que precisa ser analisada com cautela é a forma como será feito o atendimento e o suporte. Estes são tópicos que demandam muitas reclamações. A maior parte das prestadoras de serviço cobra por visita, o que faz com que o cliente evite solicitar o serviço para poupar gastos extras. Por isso, opte por empresas que oferecem um plano mensal de contratação, assim haverá atendimento sempre que necessário e sem custos adicionais.

Como em qualquer serviço, não há como obter garantias de que não haverá nenhum problema com o software implantado. A escolha do ERP deve ser pensada a médio e longo prazo e não apenas visando as necessidades atuais da organização. Mas com planejamento, análise das funcionalidades e da evolução do sistema, certamente a probabilidade da ferramenta de gestão empresarial oferecer mais soluções do que problemas é bem maior.

*Paulo Silas é Gerente de Relacionamento da SEND – desenvolvedora de soluções tecnológicas para gestão empresarial.

FONTE