maio, 2012

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Excesso de leis ameaça internet, diz pioneiro

terça-feira, maio 29th, 2012

Demi Getschko, diretor-presidente do NIC.br, alerta para as recentes interferências do Congresso na rede

Getschko: “Estamos sendo mais e mais tutelados e toda lei que obriga algo que deveria ser cultural cria, em si, uma tensão”Crédito: Arthur Nobre

A internet nasceu livre, aberta, plural e democrática. Mas, caso não se alerte para as investidas do Congresso Nacional contra as características essenciais da rede, esses atributos podem estar com os dias contados, alerta Demi Getschko, diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). A observação, aparentemente apocalíptica, tem como fundamento a percepção de que existe uma “onda legiferante” no País que “atropela a ordem das coisas”.

Como exemplo, Getschko cita as recentes iniciativas do Congresso após o vazamento e divulgação das fotos da atriz Carolina Dieckmann, que fizeram acelerar a votação do Projeto de Lei nº 2.793. “Tanto o responsável por isso foi encontrado e capturado, como já existe legislação para imediatamente penalizá-lo. Não houve falha no arcabouço legal para descobrir o infeliz e puni-lo. Não há porque, em cima disso, labutar em excesso”, afirma Getschko. Para o cientista, é preciso considerar, antes de quaisquer iniciativas de regulamentação da internet, o resultado do Marco Civil, que está em fase de tramitação e vai estipular quais são os direitos e deveres mínimos dos vários agentes envolvidos na cadeia digital no País.

A origem do que chama de “excesso legislativo”, para Getschko, está, entre outras razões, no fato de que não se dimensionou, ainda, o poder que os cidadãos comuns ganham com o acesso à internet e que, de uma forma ou de outra, isso incomoda determinados grupos de pressão que atuam na política e na economia. Para ele, “há uma tendência crescente de tutelar o indivíduo”, o que é desnecessário e “as leis, todas elas, tratam a nós como pessoas que precisam ser de alguma forma protegidas e que não têm autodiscernimento suficiente para decidir o que queremos ou não”, afirma.

“Até hoje não foi medido, ainda, o poder que o usuário ganhou com a internet”Crédito: Arthur Nobre

Estas e outras questões foram tema de entrevista com Demi Getschko, que falou também sobre os novos sufixos em negociação com o Iccann (em português, Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números) e os desafios de infraestrutura e ampliação da base de usuários no Brasil. Confira trechos da entrevista, publicada na edição desta semana do Meio & Mensagem. Engenheiro eletricista pela USP, Getschko é conselheiro do Comitê Gestor da Internet no Brasil e diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR. Foi um dos responsáveis pela implementação da internet no País e tem passagens pela Agência Estado, como diretor de tecnologia, e pelo iG.

MEIO & MENSAGEM ›› As iniciativas propostas pelo congresso frequentemente são consideradas anacrônicas ou conservadoras. Isso acontece por falta de conhecimento dos legisladores ou eles obedecem a interesses nem sempre muito claros?

DEMI GETSCHKO ›› Existem, evidentemente, grandes grupos de pressão que gostariam imensamente de se desonerar da responsabilidade e tentar culpar alguém. É uma atitude humana procurar um bode expiatório. Quando a gente defende que a rede não deve ser responsabilizada pelos atos do usuário final é para evitar que se descarregue a culpa de algo no meio da cadeia. Da mesma forma que a telefonia não é culpada pelo trote, não tem muito sentido o provedor de hospedagem ser culpado por estar ali um vírus, por exemplo. Ele não pode ser a priori responsabilizado. O jornal não é culpado por um classificado que eventualmente não entrega uma bicicleta. O Brasil tem uma onda legiferante e isso atropela a ordem das coisas. Somos a favor, por isso, que o Marco Civil da Internet seja examinado como base de direitos e deveres para depois, sobre isso, ver se há algo que não está coberto e se precisa ser feita uma recomendação explicita.

M&M ›› A neutralidade da rede é uma bandeira importante aqui e no mundo todo. Essa parece ser, hoje, um dos tópicos mais relevantes na agenda global do universo digital. No Brasil, quem são as instituições de pressão contra ela?

GETSCHKO ›› A neutralidade da rede é um tópico complexo, se divide em várias camadas e vários níveis. Não existe um conceito absoluto. Se tratássemos em um nível mais físico, diríamos que é o risco de uma estrada em que eu não quero que os automóveis do meu concorrente andem. Vamos supor que um canal de telecomunicações privilegie o que apenas o próprio grupo produz. Não é razoável existir uma estrutura de telecomunicações que tenha deformações a partir de acordos comerciais. Essa é uma neutralidade no grau mais elementar. O segundo nível é o de serviço, como o caso de Voip sendo bloqueado por empresas de telefonia que também são provedoras de acesso, porque tira mercado delas. Ao fazer isso, as empresas afetaram a neutralidade. Uma terceira abordagem é aquela que garante que os conteúdos, sejam políticos, religiosos ou sociais, não podem ser acessados porque determinado país os considera inadequados, como acontece em vários regimes autoritários. Essa também é uma questão importante. E, por fim, existem coisas que o usuá­rio gosta: usando o critério de invasão de conteúdos, imagine que nos livramos dos pacotes de spam, mas na verdade o usuário é quem deve decidir o que é spam, ninguém pode fazer isso por ele.

M&M ›› Você acredita que o Estado, de uma forma geral, subestima a capacidade do usuário da internet em tomar suas próprias decisões e navegar da maneira como deseja, usando a rede da forma mais conveniente para ele?

GETSCHKO ›› Até hoje não foi medido, ainda, o poder que o usuário ganhou com a internet. Temos o poder de expressão, de aglutinação em torno de bandeiras, de movimentação sob determinada causa e isso assusta os governos, quaisquer que sejam eles. Há uma tendência crescente de tutelar o indivíduo. As leis, todas elas, tratam a nós como pessoas que precisam ser de alguma forma protegidas e que não têm autodiscernimento suficiente para decidir o que queremos ou não. Eu, particularmente, não gosto dessa tendência e espero que haja uma contratendência em breve. Por enquanto estamos sendo mais e mais tutelados e toda lei que obriga algo que deveria ser cultural cria, em si, uma tensão, uma situação de conflito.

FONTE

A evolução do Linux

segunda-feira, maio 28th, 2012

Linux é um sistema operacional de código aberto e gratuito. Seu núcleo (Kernel) foi lançado por Linus Torvalds em 1991. Atualmente, segundo o site DistroWatch, existem 321 distribuições do Linux.

Símbolo do Linux (Foto: Divulgação) (Foto: Símbolo do Linux (Foto: Divulgação))

No Brasil, diversos computadores já podem ser comprados com versões do Linux e seu uso cresce a cada dia. No entanto, esse sucesso teve um começo revolucionário. Nesse artigo,  o TechTudo apresenta a história do Linux e as pessoas que lutaram para trazer ao mundo um sistema operacional de qualidade e gratuito.

Em meados da década de 1980, os sistemas operacionais tinham uma origem comum: o UNIX (Uniplexed Information and Computing System), um sistema operacional criado, em 1970, por pesquisadores do Bell Labs, incluindo Ken Thompson, Dennis Ritchie, Brian Kernighan, Douglas McIlroy e Joe Ossanna. O UNIX foi usado como base para a criação dos sistemas operacionais da Microsoft e da Apple, por exemplo. As principais características desse sistema eram o suporte a multitarefa e multiusuários.

Ken Thompson e Dennis Ritchie (Foto: Reprodução / Wikipedia)

Diversas empresas licenciaram o UNIX para servir de base para seus sistemas operacionais. No entanto, em 1983, Richard Stallman começou o projeto GNU (acrônimo para “Gnu is Not Unix”), com o objetivo de construir um sistema operacional parecido com o UNIX e gratuito. Sua contribuição mais famosa é a licença GPL (GNU General Public License), a mais usada para a divulgação de software livre. A licença permite a distribuição, cópia e alteração do software, desde que os produtos derivados também sejam distribuídos com a licença GPL.

Em 1990, o projeto GNU já possuía praticamente todo o código fonte para um sistema operacional completo. No entanto, seu núcleo, chamado Hurd, não atraia a atenção dos desenvolvedores, deixando o desenvolvimento incompleto.

Richard Stallman (Foto: Reprodução / Wikipedia)

Em 1986, no entanto, Maurice J. Bach, do Bell Labs, publicou o livro intitulado The Design of the UNIX Operation System (O projeto do sistema operacional UNIX, em tradução livre). Esse livro foi a descrição definitiva do sistema UNIX na época e norteou a criação dos sistemas que o seguiram.

Em 1987, Andrew S. Tanembaum criou o MINIX, um sistema operacional baseado no UNIX e focado no uso acadêmico. Embora o código do MINIX estivesse disponível, modificações e redistribuições eram restritas. Além disso, a arquitetura de 16 bits do sistema operacional não se adaptava bem às características dos processadores da família 386 da Intel, que ficavam cada vez mais baratos e populares. Esses fatores e a falta de um kernel gratuito e largamente adotado fez com que o jovem Linus Torvalds começasse seu projeto. Segundo Torvalds, ele nunca teria feito seu kernel se outros estivessem disponíveis na época.

O início de tudo

Em 1991, na cidade finlandesa de Helsinki, Linus começou o projeto que se tornaria o núcleo do sistema Linux. Inicialmente, o projeto visava criar um emulador de terminal, que permitiria Linus acessar os servidores UNIX da universidade. Ele escreveu o programa especificamente para o seu computador e sem usar um sistema operacional específico, pois desejava usar todas as funções do seu novo computador, com processador 80386 da Intel.

O desenvolvimento se baseou no MINIX. Como Linus Torvalds escreveu em seu livro “Just For Fun: The Story of an Accidental Revolutionary” (Apenas por Diversão: A história de um Revolucionário Acidental, em tradução livre), ele eventualmente percebeu que tinha construído um sistema operacional. Em 25 de agosto de 1991, Linus anunciou seu sistema através de uma mensagem para o grupo de notícias “comp.os.minix”, da rede Usenet.

Instalação complexa

Diferentemente dos sistemas comerciais, que vinham nos computadores prontos para serem usados, a instalação do sistema operacional de Linus Torvalds era complexa. O sistema vinha em disquetes de 5,25 polegadas, usados para executar o Linux. Para instalá-lo em um disco rígido, o usuário precisava de um editor hexadecimal para inserir as primeiras instruções diretamente na MBR (Master Boot Record) do disco. Essa não era uma tarefa para qualquer programador e, por isso, começaram a surgir as primeiras instruções, feitas por Erik Ratcliffe, as quais chama-se, hoje, de tutoriais (HOWTO).

Linus Torvalds (Foto: Reprodução / Wikipedia)Linus Torvalds (Foto: Reprodução / Wikipedia)

Em 1992, Andrew S. Tanenbaum, cientista da computação reconhecido e autor do sistema Minix, escreveu um artigo para o mesmo grupo de notícias que Linux havia anunciado o Linux. Seu artigo, intitulado de “Linux is obsolete” (Linux está obsoleto), marcava o começo de um famoso debate sobre a estrutura do recente Linux.

As principais críticas envolviam a estrutura monolítica do kernel, que previa a inclusão de todos os drivers no próprio kernel e gerava baixa compatibilidade com hardwares diferentes. Essa característica foi modificada e, atualmente, o kernel do Linux é modular, permitindo a inclusão de drivers sob demanda, sem precisar reiniciar o sistema. A baixa compatibilidade era fruto, também, do código para as funcionalidades do processador Intel 386, que não eram genéricos, forçando o uso deste processador.

Outras críticas, no entanto, se mostraram equivocadas, sobretudo com relação ao sistema ser multitarefa e ao modelo de desenvolvimento livre do Linux. Observando hoje, as predições de Tanenbaum sobre o Linux ser abandonado em poucos anos e substituído pelo GNU Hurd provaram-se incorretas. Contudo, seus questionamentos foram importante, pois permitiram a evolução no sistema, fazendo com que fosse portado para todas as principais plataformas, bem como seu modelo de desenvolvimento aberto se tornasse um exemplo a ser seguido.

A primeira distribuição Linux

Em 1992, a primeira distribuição do Linux foi montada por Owen Le Blanc, do centro de computação de Manchester, e ficou conhecida como MCC Interim Linux. Era uma coleção de disquetes que, uma vez instalados no seu sistema, ofereciam um ambiente básico do UNIX, em terminal. Algum tempo depois, a primeira distribuição a possuir interface gráfica foi lançada pela universidade A&M do Texas. Chamada de TAMU-1.0A, o uso da interface gráfica era inicial e as configurações usadas faziam com que uma fumaça saísse do monitor, em alguns casos. Ambas essas distribuições foram desenvolvidas para uso interno das universidades.

A primeira distribuição comercial do Linux foi a Yggdrasil. Por comercial, entende-se que tinha o público em geral como seu usuário. Lançada em dezembro de 1992 por uma empresa de Berkeley, na Califórnia, a Yggdrasil foi a primeira distribuição a trazer o conceito de Live CD, o qual permite utilizar o sistema diretamente do CD-ROM distribuído, sem a necessidade de instalá-lo no disco rígido. A distribuição era anunciada como “Plug and Play” (conecte e jogue), uma vez que ela detectava o hardware do usuário e se configurava usá-lo automaticamente.

Em maio de 1992, a Softland Linux System (SLS) foi lançada por Peter Mac Donald. Essa foi a primeira distribuição Linux largamente reconhecida e usada. Foi o primeiro grande avanço para a adoção do Linux e chegou a dominar o mercado até que seus desenvolvedores tomaram a decisão de mudar o formato dos arquivos executáveis. Essa mudança não foi bem recebida pelos usuários e, na mesma época, Patrick Volkerding adaptou, modificou e ajustou a distribuição SLS, criando uma nova, que ele chamou de Slackware. Com as direções tomadas pela SLS, o Slackware rapidamente a substituiu e se tornou a distribuição dominante. Ainda hoje, o Slackware é usado.

A chegada do SuSE e outras distros famosas

Toda essa história da criação e crescimento do Linux ocorreu em apenas três anos. Nesses dias, a velocidade de mudanças foi inacreditável. Entre 1991 e 1995, diversas distribuições surgiram e se foram. Alguns nomes conhecidos atualmente, como Red Hat, Debian, TurboLinux e SuSE se tornavam populares. Com as novas interfaces gráficas desenvolvidas, como o Gnome e o KDE, as distribuições de Linux chegaram até mesmo a usuários comuns. Desde então, o Linux atrai mais e mais usuários oferecendo sistemas operacionais gratuitos, eficientes e completos.

Em 1996, Linus Torvalds anunciou que o Linux tinha um mascote, um pinguim. A escolha deu-se por uma menção de Linus ao pinguim da espécie Little Penguim, vista por Linus em uma visita ao National Zoo & Aquarium, em Camberra, na Austrália. Larry Ewing esboçou os primeiros rascunhos do mascote que conhecemos hoje. O nome do mascote foi sugerido por James Hughes, como uma derivação de Torvalds’ UniX (TUX).

O Linux hoje

Desde o começo da década de 1990, quando o Linux foi lançado e as primeiras distribuições começaram a ser construídas, muito trabalho foi feito para que chegássemos hoje às 321 distribuições monitoradas pelo DistroWatch.

Como vimos, o sistema é feito com mais do que marcas famosas como Mint, Ubuntu e Fedora, que hoje dominam o mercado de distribuições Linux. O Linux possui um fator psicológico e revolucionário que visa promover a liberdade e o compartilhamento de conhecimento entre as pessoas.

E você, nosso leitor? Conte-nos um pouco da sua experiência com o uso do sistema pensado por Richard Stallman, criado por Linus Torvalds e aprimorado por tantas outras pessoas no mundo ao longo desses mais de 20 anos.

FONTE: http://www.techtudo.com.br/artigos/noticia/2012/05/a-evolucao-do-linux.html

Stallman: Porque Escolas Deveriam Usar Exclusivamente Software Livre

terça-feira, maio 22nd, 2012

por Richard Stallman

Existem razões gerais pelas quais todos os usuários de computador deveriam insistir em software livre: ele dá aos usuários a liberdade de controlar seus próprios computadores — com software proprietário, o computador faz o que o dono do software quer, não o que o usuário quer. O software livre também dá aos usuários a liberdade de cooperar uns com os outros e levar a vida com retidão. Essas razões se aplicam às escolas tanto quanto a qualquer pessoa. O propósito desse artigo é expor razões adicionais que se aplicam especificamente a educação.

Atividades educacionais (incluindo escolas) têm o dever se ensinar apenas software livre. Aqui estão os motivos.

Em primeiro lugar, o software livre pode poupar dinheiro às escolas. Ele proporciona às escolas, como a outros usuários, a liberdade de copiar e redistribuir o software, de modo que o sistema escolar pode fazer cópias para todos os computadores que possui. Em países pobres isso pode ajudar a acabar com a dívida digital.

Essa razão óbvia, embora importante em termos práticos, é um tanto superficial. Desenvolvedores de software proprietário podem eliminá-la ao doar cópias às escolas. (Aviso: uma escola que aceita tal oferta pode ter que atualizar o software mais tarde.) Então vejamos as razões mais profundas.

Escolas têm uma missão social: ensinar seus alunos a serem cidadãos de uma sociedade forte, capaz,independente, cooperativa e livre. Elas devem promover o uso de software livre assim como promovem a reciclagem. Se as escolas ensinarem o software livre, os alunos tenderão a usá-lo depois de se graduar. Isso ajudará a sociedade como um todo a escapar do domínio (e abuso) das megacorporações.

O que as escolas devem se recusar a ensinar é a dependência. Essas corporações oferecem amostras grátis a escolas pela mesma razão que algumas companhias de tabaco distribuem cigarros grátis a menores: para que as crianças se viciem(1). Eles não darão descontos a esses estudantes quando adultos e graduados.

O software livre permite aos estudantes que aprendam como o software funciona. Alguns estudantes, quando chegam à adolescência, querem aprender tudo o que podem sobre computadores e software. Tem uma curiosidade intensa de ler o código-fonte dos programas que eles usam todos os dias. Para aprender a escrever bom código, os estudantes precisa ler e escrever muito código. Eles precisam ler e entender programas reais e que as pessoas de fato usem. Somente o software livre permite isso.

O software proprietário rejeita a sede de conhecimento dos estudantes: ele diz, “O conhecimento que você deseja é secreto — aprender é proibido!” O software livre encoraja todos a aprender. A comunidade do software livre rejeita o “sacerdócio da tecnologia”, que mantém o público geral ignorante de como a tecnologia funciona; nós encorajamos estudantes de qualquer idade e situação a ler o código-fonte e aprender o quanto eles queiram aprender. As escolas que usem software livre permitirão que estudantes com um dom para programar avancem.

A razão mais profunda para se utilizar software livre nas escolas é a educação moral; nós esperamos que as escolas ensinem aos alunos fatos básicos e habilidades úteis, mas isso não é tudo. O trabalho mais fundamental das escolas é ensinar como ser um bom cidadão, o que inclui o hábito de ajudar uns aos outros. Na área da computação, isso significa ensinar as pessoas a compartilhar o software. Escolas, começando pelo berçário, devem ensinar seus pupilos que “se você traz software para a escola, você deve compartilhá-lo com seus colegas. E você deve mostrar o código-fonte à sala, caso alguém queria aprender.”

Naturalmente, a escola deve praticar aquilo que prega: todo o software instalado pela escola deve estar disponível para que os estudantes copiem, levem para casa e passem para frente.

Ensinar os estudantes a usar software livre e a participar na comunidade do software livre é uma lição cívica levada à prática que também ensina aos alunos a se espelhar no serviço público ao invés de nos magnatas. Todos os níveis da educação devem usar software livre.

  1. Em 2002, a companhia de tabaco RJ Reynolds foi multada em 15 milhões de dólares por distribuir amostras grátis de cigarros em eventos frequentados por crianças. Veja http://www.bbc.co.uk/worldservice/sci_tech/features/health/tobaccotrial/usa.htm.

SLTI: Software público ganhou espaço por resultados e não por imposição

sexta-feira, maio 18th, 2012


A resposta foi dada pelo diretor do Departamento de Integração de Sistemas de Informação, Corinto Meffe, às críticas feitas hoje em audiência pública no Senado por empresários do setor de software, de que as empresas estatais, o Portal do Software Público e as soluções de código aberto, estariam “tirando espaço” do setor privado nas compras governamentais.
Corinto rebateu dizendo que se surpreendia com os empresários e representantes de entidades do setor, por estarem retornando a uma velha discussão, considerada por ele como “pequena”, para se tornar num argumento ou motivo que explique a eventual falta de resultados positivos na indústria nacional.
“O Software público não alcançou consenso no governo por imposição. Ele alcançou consenso por resultados”, rebateu.
Segundo Corinto, o Portal do Software Público conta hoje com 56 soluções e nenhum ofertante pediu para sair. E o programa tem gerado bons resultados e oportunidade de negócios, em todas as regiões do país.

Linus Torvalds no Hall da Fama da Internet

quinta-feira, maio 3rd, 2012
Photo of Linus Torvalds

Linus Torvalds

As creator of the Linux operating system, Linus Torvalds is a leading supporter of Open Source software. An avid programmer, Torvalds wrote the kernel of the Linux operating system at age 21 from his mother’s apartment in Helsinki. As Wired magazine wrote in 2003, “He posted it on the Internet and invited other programmers to improve it. Since then, tens of thousands of them have, making Linux perhaps the single largest collaborative project in the planet’s history.” Linux now serves as the primary foundation of Open Source used by Internet developers and companies today.

Torvalds has carefully overseen the development of Linux since its inception. In 2003, he focused exclusively on the kernel, backed by the Open Source Development Labs (OSDL), a consortium formed by high-tech companies which included IBM, Hewlett-Packard, Intel, AMD, RedHat, Novell and many others. The purpose of the consortium was to promote Linux development. OSDL merged with The Free Standards Group in January 2007, to become The Linux Foundation. As the self-described “benevolent dictator of Planet Linux,” Torvalds remains the ultimate authority on what new code is incorporated into the standard Linux kernel.

FONTE