agosto, 2012

...now browsing by month

 

Monitorando o tráfego de sua rede com o iftop

segunda-feira, agosto 27th, 2012

Diferentemente de várias soluções para monitoramento que analisa dados históricos ( mesmo que em espaço de tempo pequenos ) em um certo período de tempo usando o SNMP ( Simple Network Messaging Protocol ), o iftop é uma solução para monitoramento da rede em tempo real.

Soluções como MRTG e o RRDTOOL, por exemplo, são soluções bastante utilizadas no mercado e que utilizam o SNMP para monitoramento da rede. Essas soluções, como já mencionadas, nos fornecem uma gama de informações dos mais variados tipos, tais como tráfego de rede (dados históricos), largura de banda, monitoramento de ativos de rede, espaço em disco, tempo de resposta, latência, entre outras… todas elas nos dando como estimativa a média de um certo período de tempo.

É aí que o iftop entra para complementar, nunca para substituir, essas ferramentas de monitoramento que se utilizam de dados estatísticos. Imagine que se tem necessidade de detectar picos no uso de banda da rede… As ferramentas estatísticas nos darão uma média, ficando difícil saber qual o pico sem estatísticas de tempo real.

O iftop, assim como velho conhecido top e o htop ( tratado recentemente em um dos posts ), em vez de mostrar processos, demonstra conexões de rede.
As opções do iftop são inúmeras e as combinações que podem ser feita dentre elas também.

Para iniciarmos a brincadeira com iftop, é necessário instalar o iftop ( de fácil instalação ) caso o mesmo não esteja instalado. Depois de instalado, vamos monitorar a interface de rede chamada eth1. Para isso teremos que usar a opção -i.

Veja:

iftop -i eth1

Veja a tela inicial do iftop ( por padrão e sem opções )

Ela, como se pode notar, nos dará um panorama geral de todas as conexões ativas, de todas as interfaces de rede que estejam trafegando dados e todos os protocolos utilizados neste exato momento .

Do lado esquerdo, são mostrados os hosts de origem da interface assim como do lado direito, são mostrados os hosts destinos.

As conexões são mostradas em ambos os sentidos determindo pelas setas => ( origem/destino, tráfego de saída ) e =< (destino/origem, tráfego de entrada).

Notem que existem linhas como se fosse selecionando as linhas horizontais. Elas demonstram graficamente a quantidade de que conexão está consumindo quais recursos de sua rede.

Além dessa demonstração gráfica, nas 3 últimas colunas, são mostradas, para cada conexão, períodos de tempos em 2, 10 e 40 segundos.

A parte inferior mostra a relação de TX ( transmissão ) e RX ( recebimentos ) assim como a média (rate) das colunas 2, 10 e 40 segundos.

Existem duas maneiras de interagir com o iftop, a primeira delas é entrar no modo padrão e consultar o help do comando para interagir em tempo real passando as opções e a outra é passando na chamada do comando. Eu, particularmente, gosto mais da primeira opção, pois nos oferece muita flexibilidade.

Vamos abordar nesse post as principais opções do comando, assim como as interações entre elas.

Depois que estiver na tela inicial, basta digitar “h” ou “?” para abrir o menu de opções. Vejamos algumas delas:

Opções de Hosts:
n – Altera para resolver ou não o nome dos hosts
s – Altera para mostrar ou não o host de origem
d – Altera para mostrar ou não o host de destino
t – Alterar o ciclo de transmissão. Existem 4 Tipo ( Uma linha por host, duas linhas por host, trágego enviado e tráfego recebido )

Opções de Portas:
N – Alterar para resolver ou não os serviços de rede
S – Alterar para mostrar ou não a porta de origem
D – Alterar para mostrar ou não a porta de destino
p – Mostrar ou não as portas ( origem e destino )


Note que essas opções nos oferece infinita opções de visualização de sua largura de banda, principalmente se usada em conjunto ( opções de hosts e opções de portas ). Mas isso fica a critério do administrador :) .

Para efeito de demonstração, supondo que queremos mostrar na tela apenas os serviços disponibilizados ( origens ) e a quantidade de recursos consumindos por seus clientes no tráfego em dois sentidos.

Vejamos como ficou nossa tela:

É possível também utilizar filtros no iftop em conjunto com as opçções acima citadas. Como citei, esses filtros podem ser passados tanto na chamada do comando como parâmetros, assim como no modo interativo.

Com esses filtros é possível filtrar somente uma rede que passa pela interface, assim como também filtrar pelas portas. Isso novamente vai da criatividade e necessidade dos sysadmins.

Vejamos alguns exemplos:

Filtrando uma rede na chamada no iftop:

iftop -F 192.168.1.0/255.255.255.0 -i eth1

Nesse caso, o iftop irá analisar os pacotes entrando e saindo da rede 192.168.1.0.

Supondo por exemplo que queremos filtrar somente o tráfego http em modo interativo. Depois de entrar no programa ( iftop -i eth1, por exemplo ), digitar a opção “f” ( ver no help ) e depois filtrar por:

port http

ou por exemplo filtrar pelo porta do smtp excuindo um host

port smtp and not host 192.168.1.32

Veja:

Bem pessoal, é isso. o IFTOP é muito útil e as possibilidades de utilização são inúmeras. Utilizem da criatividade e necessidade.

FONTE

Alguns comandos úteis para o Terminal no Mac OS X

quinta-feira, agosto 23rd, 2012

Muitos usuários de Mac fazem pouco uso do aplicativoTerminal encontrado na pasta /Aplicativos/Utilitários, talvez por não achar necessário ou mesmo não conhecer a utilidade dessa ferramenta oriunda do ambiente UNIX. Através do Terminal podemos executar uma infinidade de tarefas, das mais simples às mais complexas, criar scripts e muito mais.

Confira alguns comandos simples que podem facilitar sua vida:

1. Utilize o comando uptime para saber o tempo que seu computador está ligado:

uptime Alguns comandos úteis para o Terminal no Mac OS X

2. Obtenha informações sobre domínios da internet com o comando Whois:

whois Alguns comandos úteis para o Terminal no Mac OS X

Com isso, você economiza tempo que levaria para visitar sites de registros para descobrir se um determinado domínio está registrado ou não. Note que serão exibidas informações completas sobre o domínio, incluindo quem e quando registrou, entidade responsável e etc. Acho até meio perigoso o uso desse comando.

3. Exibir arquivos e pastas ocultas no Finder

Esse comando já é um pouco mais complexo, e deve ser executado em 2 etapas. Inicialmente digite (ou cole) o comando abaixo:

defaults write com.apple.finder AppleShowAllFiles TRUE;

Em seguida você precisará reiniciar o Finder, reiniciando seu Mac ou simplesmente utilizando o comando a seguir:

killall -HUP Finder

Para ocultar novamente, substitua TRUE por FALSE no final do comando, não esquecendo do ponto-e-vírgula.

4. Ativar a opção “Encerrar o Finder” como um item de menu

É raro acontecer, mas as vezes se faz necessário encerrar o Finder quando ocorre algum travamento ou você precise reiniciá-lo como no item anterior. Para facilitar essa tarefa, podemos ativar uma opção para encerrar o Finder no Menu, assim como mostra a imagem abaixo.

 Alguns comandos úteis para o Terminal no Mac OS X

Para isso, basta executar o comando:

defaults write com.apple.finder QuitMenuItem 1

Para remover este item, substitua 1 por 0 no final do comando.

5. Mostrar o caminho das pastas no topo da janela do Finder.

Por padrão, se quisermos saber o caminho ou localização de uma pasta qualquer no Finder devemos clicar com botão direito sobre a mesma, e depois clicar em Obter Informações. Mas isso pode ser simplesmente resumido, tornando visível o caminho da pasta no topo da janela do Finder. Para isso, basta executar o comando:

defaults write com.Apple.finder _FXShowPosixPathInTitle -bool YES

Para retornar como estava anteriormente, substitua YES por NO no final do comando.

Estes foram alguns comandos básicos para otimizar suas tarefas diárias, ou simplesmente facilitar seu uso do sistema operacional da Apple. Sugiro que vocês pesquisem e aprendam mais sobre essa importante ferramenta.

FONTE

Review: Linux Educacional 4.0

sexta-feira, agosto 17th, 2012

Linux Educacional é uma distribuição GNU/Linux brasileira, sendo desenvolvida pelo Centro de Computação Científica e Software Livre (C3SL) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e com apoio dos técnicos dos Núcleos de Tecnologia Educacional, do Ministério da Educação (MEC). Até a versão 2.0 o Linux Educacional era baseado na “versão estável” do Debian, contendo toda sua estrutura básica e repositórios. A partir da versão 3.0 a distribuição educacional brasileira passou a ser baseada no Ubuntu, da empresa britânica Canonical, ou mais precisamente no Kubuntu, que usa o ambiente gráfico KDE.

Atualmente, a última versão do Linux Educacional, a 4.0, é baseada no Kubuntu LTS 10.04 Lucid Lynx.


Então vamos à análise.

Qual o público do Linux Educacional?

O sistema é voltado principalmente para projetos de inclusão de informática na educação, cujo público-alvo são crianças e adolescentes do ensino fundamental e médio. Podem ser usados também em casa, para os pais auxiliarem nos estudos dos filhos ou mesmo para os jovens terem ferramentas de estudo. Pode ser usado, sem prejuízo, em universidades ou por estudantes do ensino superior. No entanto, não tem muito a acrescentar.

Como conseguir o Linux Educacional?

Linux Educacional 4.0 é de graça e pode ser obtido pelo site da UFPR ou no site da comunidade do sistema no Portal do Software Público:

Versões do Linux Educacional

Diferentemente do Edubuntu, no qual a imagem de instalação era única mas podendo escolher entre uma instalação x86 (32-bit) ou x86_64 (64-bit), o Linux Educacional 4.0 somente está disponível em x86 (32-bit) mas com 3 diferentes instaladores. Mas antes de começar a enumerar as versões, é preciso entender o que é PROINFO e PROINFODATA.

PROINFO significa Programa Nacional de Tecnologia Educacional. Ele foi criado pelo MEC em 1997 e é fomentado pelo Ministério da Educação para promover o uso da informática como ferramenta educacional nas escolas de educação básica da rede pública pelo Brasil. O governo federal fornece computadores, recursos digitais e conteúdos educacionais e os governos estaduais ficam responsáveis pela estrutura para receber os equipamentos e pela capacitação dos professores para usar os recursos informáticos.

Já o PROINFODATA é um recurso usado para coletar informações dos computadores inscritos no projeto PROINFO. Com o aplicativo é possível coletar informações sobre problemas e a atual situação dos laboratórios de informática. Na instalação do sistema é pedido para colocar um número exclusivo da escola participante.

Caso queira informações de instituições de ensino, os dados do PROINFODATA são públicos:
http://proinfodata.c3sl.ufpr.br/seed/attendance/index.html

Sabendo das informações acima, vamos às versões do Linux Educacional 4.0:

  • Escolas: voltada para computadores individuais e exclusiva para ambientes escolares participantes do projeto PROINFO do MEC. Ela contém o PROINFODATA. É homologada para os pregões 38/2006 e 45/2007;
  • Multiterminal: é um sistema voltado para compartilhamento de um computador com usuários independentes. Em uma máquina ligam-se monitores, mouses e teclados. Também contém o PROINFODATA e por isso somente deve-se usar em computadores participantes do PROINFO. É homologada para os pregões 68/2009, 83/2008 e 71/2010;
  • Particular: versão desktop para uso em escolas não participantes do PROINFO ou para usuários domésticos.
MultiterminalMultiterminal. Um computador para várias pessoas / Imagem: Wikimedia

Instalação

A instalação é a mais simples possível. Qualquer um sem conhecimento de informática poderá fazê-la sem problemas. Tudo funciona na base do “Escolher opções e avançar”.

Instalação é simples
Instalação é simples

Desempenho

Logo no início é possível notar a velocidade do Linux Educacional. A inicialização é muito veloz e o sistema de arquivos Ext4 ajuda a ganhar robustez. A boa base do Ubuntu 10.04 é responsável pelo feito. Infelizmente, por usar como base uma versão de 2010 da família Ubuntu, o kernel ainda é o 2.6, mas nada que atrapalhe seriamente. Como a intenção não é inovar, mas ter um sistema que sirva de ferramenta para educação, o kernel 2.6.x é perfeito, pois é estável (Red Hat, por exemplo, usa-o no seu mais novo produto comercial). O sistema ainda é muito leve, não consumindo, logo após iniciar, mais de 270 MB de memória RAM.

Consumo de CPU e RAM do Linux EducacionalO sistema é rápido e consome pouco

Um porém que pode ser evidenciado, é a falta de uma versão 64-bit do sistema. Caso queira um computador “parrudo”, com mais de 4GB de memória RAM, para ser usado com multiterminal, não será possível usufruir de todo o potencial, por conta da única disponibilidade de 32-bit da atual instalação.

Usabilidade e características

O sistema usa como padrão o ambiente gráfico KDE 4.4.5, usando um sistema de menu principal clássico. Isso ajuda em muito quem nunca usou Linux, pois o menu K (menu “LE”, no caso) é bastante organizado e por vezes remete ao famoso menu Iniciar do Windows. Organizado também estão os programas, que inclusive estão divididos por categoria e descritos, facilitando a identificação. Tratando-se desta parte, Linux Educacional é tudo o que o Edubuntu gostaria de ser.

Menu LE do Linux EducacionalProgramas são organizados e descritivos

Já a “Central de Programas” é decepcionante. O Adept, programa padrão, é feio, bagunçado e com uma mistura de português com inglês. Em uma escola ninguém notará isso, já que quem vai necessitar desta parte será o usuário administrador, mas para utilização doméstica prejudica o uso.

Adept - Central de programas do Linux EducacionalAdept não é suficientemente bom

O Dolphin está estranhamente feio. Nada lembra um dos mais bonitos navegadores de arquivos do mercado. Apesar do visual, ele está fácil de usar, mesmo aparecendo na árvore de diretórios as pastas do sistema, que não tem necessidade alguma de aparecer. É possível modificar o ambiente para deixar mais bonito e prático, mas por que não se pode fazer assim por padrão?

Base Ubuntu está presente

Linux Educacional compartilha os repositórios Canonical, possuindo todos os programas e componentes do Ubuntu. Ainda existe os repositórios exclusivos da distribuição, com muito material educacional.

Material do MEC

É possível baixar materiais muito interessantes do MEC através da Edubar, aquela barra superior localizada no desktop. Os conteúdos baixados ficarão na pasta “ConteúdoMEC”, no diretório “home”.

Conteúdo do MEC no Linux Educacional 4.0Um número muito grande de material disponível

Programas

Linux Educacional tem uma grande variedade de programas. Por padrão, virão esses, localizados no menu principal e “Programas educacionais”:

Ambiente de programação

  • Linguagem Logo (KTurtle);
  • Linguagem de Programação (Squeak);

Ciência

  • Tabela Periódica dos Elementos (Kalzium);
  • Teoria dos grafos de Rocs;

Física

  • Simulador físico interativo (Step);

Geografia

  • Globo na área de trabalho (Marble);
  • Planetário virutal (KStars);
  • Treinamento em Geografia (KGeography);

Idiomas

  • Aprender o Alfabeto (KLettres);
  • Ferramenta de referência/Estudo do Japonês (Kiten);
  • Jogo da forca (KHanMan);
  • Jogo da Ordenação de Letras (Kanagram);
  • Treinador de Vocabulário (Parley);

Jogos

  • Muitos jogos, incluindo Sudoku, Mahjongg, Xadrez e TuxMath;

Matemática

  • Calculadora Gráfica (KAlgebra);
  • Desenho com funções matemáticas (KmPlot);
  • Exercícios com frações (KBruch);
  • Geometria Dinâmica (GeoGebra);
  • Geometria Interativa (Kig);
  • Software Matemático (Cantor);

Multidisciplinar

  • Série Educacional (Gcompris);
  • Desenho (Tux Paint);

Português

  • Jogo Simon Diz (Blinken);
  • Treinador de Vocabulário (KWordQuiz).

Também é possível encontrar programas como o LibreOffice 3.4, GIMP, Mozilla Firefox (vem instalado o 3.6, mas é possível atualizar para o 14) e o iTALC, programa para gerenciar a turma, no mesmo estilo do Epoptes, falado na análise do Edubuntu.

Defasagem

Linux Educacional é baseado na família Ubuntu 10.04. A versão é muito atinga, de 2010, e já perdeu o suporte da Canonical. O Ubuntu 12.04, versão de suporte estendido, foi lançado em abril, e até agora não há previsão de atualização do Linux Educacional. Por conta dos repositórios defasados, os programas não estão atualizados se comparados às últimas versões do Ubuntu. O VLC Player, por exemplo, está na versão 1.0.6 e o LibreOffice está na versão 3.4. Isso, infelizmente, é um ponto contra para o sistema.

Conclusão

Linux Educacional é uma excelente distribuição GNU/Linux. Sem dúvidas é a melhor opção para a realidade brasileira e é disparado o melhor sistema no auxílio da educação. Apesar de está de certo modo defasado, por ser baseado no (K)Ubuntu 10.04, conta com programas e ferramentas para educação mais interessantes do que o Edubuntu. Quando vemos as reclamações a respeito do Linux Educacional pela internet, conclui-se que ou há má implementação do sistema dentro do ambiente escolar, ou há um forte preconceito que passa de boca-em-boca.

FONTE

Review: Edubuntu 12.04

sexta-feira, agosto 17th, 2012

A análise de hoje feita pelo Guia do PC será do Edubuntu 12.04, uma distribuição não tão conhecida como seu irmão Ubuntu, mas muito relevante no ecossistema Linux por pertencer a um segmento de mercado muito particular e importante, o segmento educacional.

Edubuntu integra o projeto Ubuntu. Todo software da distribuição educacional encontra-se nos repositórios Canonical e o próprio Ubuntu pode ser “transformado” em Edubuntu, instalando pela Central de Programas o pacote “Edubuntu”. No entanto, o site da distribuição e a própria distribuição (como instalador separado) é independente e é mantido pela comunidade que ajuda no desenvolvimento do sistema principal da Canonical. A função de criar uma distribuição separada do Ubuntu para download é facilitar quem quiser instalar, não precisando, então, colocar o Ubuntu e somente depois instalar o pacote educacional.

Edubuntu, Linux voltado para educaçãoEdubuntu, Linux voltado para educação

Entenda, então, que o Edubuntu é o Ubuntu, compartilhando muitos recursos que já foram analisados na review do Ubuntu 12.04 LTS. A análise, portanto, recordará algumas características da análise do Ubuntu, mas seguirá seu próprio caminho. Seria algo desnecessário falar tudo novamente. Poranto, caso não saiba das novidades do Ubuntu 12.04 LTS, base do Edubuntu 12.04, é fortemente recomendado que dê uma olhada na review do dia 30 de abril, clicando aqui:
http://www.guiadopc.com.br/analises/25156/review-ubuntu-12-04-lts.html

Vamos à análise?

Aonde ir para baixar?

Assim como o seu irmão Ubuntu, o Edubuntu é grátis, e pode ser baixado no site oficial de forma direta ou por torrent, aqui:
http://www.edubuntu.org

Aliás, sempre baixe pelo site oficial. É uma recomendação que por vezes pode passar-se por boba, mas muito importante para a segurança. Nunca é possível saber se em um site desconhecido alguém não fez alguma modificação que comprometa o sistema de alguma forma.

Outro lugar possível para conseguir é requisitando um DVD de instalação em lugares recomendados:
http://www.edubuntu.org/marketplace

Instalação

A instalação é simples, como é característica de sistemas da família Debian – quem não sabe, a série de distribuições Ubuntu são baseadas no Debian. Ninguém precisa saber absolutamente nada de Linux ou mesmo saber muita coisa de informática. Eu diria que para instalar o Edubuntu basta ser alfabetizado e em qualquer língua, pois o instalador é multi-idioma.

Porém, há um diferencial do Edubuntu em relação ao Ubuntu na instalação. A diferenciação ocorre logo no início. O Edubuntu permite escolher o Gnome 3 com Gnome Shell como padrão do sistema, deixando a interface Unity como secundária.

Também há opção para instalar o LTSP, que fará o sistema um servidor padrão de uma rede de terminais. Esse detalhe será comentado mais abaixo.

Edubuntu 12.04Gnome 3 e LTSP podem ser instalados logo no começo

Mas talvez o ponto mais importante da instalação seja as subdivisões que permitem a especialização do Edubuntu.

Especialização do Edubuntu instalado

Na instalação, será pedido para escolher a série de pacotes de programas no qualquer o sistema será voltado. Essa opção de escolha é, sem dúvidas, a escolha mais inteligente dos mantenedores do sistema, pois permite escolher o público alvo.

O Edubuntu pode dividir-se em: Pré-escolar (preschool), Ensino Fundamental (primary), Ensino Médio (secondary) e Ensino Superior (tertiary).

Então o sistema a ser instalado pode ser voltado para crianças em idade pré-escolar ou para adultos, cursando faculdade. Isso é fundamental para evitar uma bagunça de aplicativos. Não faria sentido alguém do ensino médio tendo a disposição também, sem utilidade, programas de pré-escola.

Em laboratórios de informática, a múltipla é excelente, pois poderá ser escolhido todos os pacotes, para computadores compartilhados com todos esses públicos, ou só alguns, como por exemplo, ensino médio e ensino superior.

Edubuntu 12.04Escolha a instalação compatível com você ou seu público alvo

Programas

Programas como Mozilla Firefox, o pacote de escritório LibreOffice, o mensageiro Empathy e outros programas padrões de qualquer distribuição, obviamente, já vem no Edubuntu. Mas em relação os específicos, voltados para educação, esses programas instalados serão, portanto, de acordo com a especialização feita na instalação.

Na versão “Pré-escolar”, os aplicativos serão simples, para exercitar a imaginação e o raciocínio, compatível com crianças pequenas.

Um exemplo é o Tux Paint, para desenho. Ele não é igual ao Paint, do Windows. Sua interface é simplificada, com grandes botões e com um visual para agradar as crianças.

Outro, é o GCompris, que contém jogos lúdicos. O aplicativo ensina crianças a começar a operar um computador, usando o teclado e o mouse. E trabalha o cérebro, fazendo crianças aprenderem brincando matemática, leitura e muitas outras coisas.

Edubuntu 12.04 - GComprisGCompris, para crianças aprenderem brincando

A lista completa de aplicativos é (sendo que cada um tem sua descrição na Central de Programas ou aqui):

  • Blinken
  • Gamine
  • GCompris
  • Kanagram
  • Khangman
  • Ktuberling
  • Tuxpaint

Na versão “Ensino Fundamental”, os programas serão um pouco mais elaborados e voltados para crianças de 6 até 12 anos, geralmente. Um software educacional interessante, neste pacote, é o KBruch, que auxilia no aprendizado de frações. Com ele é possível fazer exercícios e servir como ferramenta de ensino para pais e professor, por conter exemplos visuais e interatividade com fórmulas.

Edubuntu 12.04 - KBruchKBruch auxilia no aprendizado de frações

Existe até, já para esse tipo de público, uma ferramenta chamada KTurtle, que ajuda no ensino de lógica de programação – infelizmente não existe Telis no Edubuntu.

A lista completa deste pacote é bem grande:

  • Celestia
  • GCompris
  • Kalzium
  • Kanagram
  • KBruch
  • Khangman
  • Kig
  • KMplot
  • Ktouch
  • Ktuberling
  • Kturtle
  • Kwordquiz
  • Laby
  • Lybniz
  • Marble
  • Parley
  • Ri-Li
  • Stellarium
  • Step
  • Tuxmath
  • Tuxpaint
  • Tuxtype

Para o segmento “Ensino Médio”, existe o Calibre, um gerenciador de livros, que organizada toda sua biblioteca digital e lê em formatos MOBI, LIT, PRC, EPUB, ODT, HTML, CBR, CBZ, RTF, TXT, PDF e LRS.

Outro programa excelente, é o Kalzium. Ele é uma tabela periódica completa, com informações detalhadas de cada elemento químico, incluindo a distribuição de elétrons nas camadas e a própria estrutura molecular em 3D. É uma ferramenta que poderia ser usada em sala de aula.

Edubuntu 12.04 - KalziumKalzium, uma ferramenta para o estudo da química

Os programas que compõem o pacote “Ensino Médio” são:

  • Calibre
  • Celestia
  • Dia
  • Inkscape
  • Kalzium
  • KBruch
  • Kig
  • KMplot
  • Ktouch
  • Ktuberling
  • KTurtle
  • Kwordquiz
  • Laby
  • Lightspeed
  • Lybniz
  • Marble
  • Melting
  • Parley
  • Pencil
  • Ri-Li
  • Stellarium
  • Step

E finalmente, para os universitários, o Edubuntu disponibiliza aplicativos ideais para o ambiente de pesquisa da graduação e pós-graduação. O pacote “Ensino Superior” não faz do Edubuntu um concorrente do Scientific Linux, uma distribuição desenvolvida pelo CERN e Fermilab. Edubuntu vai ser usado em um contexto genérico, de desktop não tão especializado, diferentemente do que acontece com o sistema de alto desempenho mantido pelos maiores laboratórios de pesquisa do mundo.

Todos os programas contidos no pacote para Ensino Superior existem na versão do Ensino Médio, com exceção de um, o Yorick.

Yorick, apesar de possuir o mesmo nome do comediante falecido citado por Shakespeare na peça “Hamlet”, não tem nada de bobo. Ele usa uma linguagem de programa para fins científicos. De acordo com a descrição contida na Central de Programas, o pacote é descrito como:

Yorick é uma linguagem de programação interpretada para:

  • Simulações ou cálculos científicos;
  • Pós-processamento ou condução de grandes códigos de simulação;
  • Gráficos científicos interativos;
  • Leitura, escrita e tradução de grandes arquivos de números;

A linguagem apresenta uma sintaxe compacta para muitas operações comuns de matrizes, então ele processa grandes matrizes de números muito rapidamente e com eficiência. Superficialmente, o código do Yorick lembra código C, mas variáveis do Yorick nunca são explicitamente declaradas e têm um escopo dinâmico similar a muitos dialetos Lisp. A linguagem Yorick é desenhada para ser digitada interativamente ao teclado, bem como armazenada em arquivos para uso posterior.

Edubuntu 12.04 - YorickYorick, uma ferramenta científica / Imagem: Central de Programas do Edubuntu

Desempenho

O Edubuntu consome poucos recursos da máquina, assim como o Ubuntu original. Assim que inicia, o Edubuntu requisita 350 MB de memória RAM, um pouco mais que os 256 MB do Ubuntu. A razão são os recursos extras da distribuição voltada para educação.

Consumo do EdubuntuConsumo do Edubuntu

De resto, o desempenho é idêntico à sua base. Leia a análise do Ubuntu 12.04, para ter uma ideia:
http://www.guiadopc.com.br/analises/25156/review-ubuntu-12-04-lts.html

LTSP

Entretanto, apesar do recomendado ser uma máquina relativamente nova, é possível sim usar o Edubuntu em máquinas antigas. A “mágica” quem faz é o LTSP, falado na parte da instalação, lá em cima. LTSP significa “Linux Terminal Server Project”.

Com o LTSP, as possibilidades do Edubuntu são inúmeras. É possível usar um bom computador como servidor e possuir um parque de computadores antigos, que seriam descartados, como Thin Clients (terminais leves). Os terminais serviriam apenas para acessar o servidor, que virtualizaria e processaria todo o sistema. A redução de custos seria imensa e possibilitaria a formação de grandes projetos de inclusão digital.

Epoptes

Não seria possível um ambiente educacional sem os olhos do mestre ou mesmo dos pais. Com o Epoptes é possível criar um controle sobre a turma a fim de direcionar comportamento e restringir outros.

O Epoptes é um aplicativo que faz tudo isso, possibilitando o gerenciamento de computadores na rede. Com o programa, que já vem instalado no Edubuntu, permite ao comandante do sistema administrador:

  • Monitorar clientes;
  • Visualizar telas;
  • Acessar a tela para auxílio;
  • Enviar mensagens;
  • Criar restrições;
  • Bloquear tela;
  • Reiniciar e desligar máquinas.
Edubuntu 12.04 - EpoptesApesar do nome grego, Epoptes é totalmente traduzido para o português / Imagem: Epoptes.org

Sistema de Suporte de Longo Prazo

Edubuntu 12.04, assim com o Ubuntu 12.04, é uma versão LTS, que significa “Long Term Support”, ou em tradução livre “Suporte de Longo Prazo”. Com ele será possível obter atualizações completas, sem precisar atualizar todo o sistema, por 5 anos. Caso instale agora, o computador com o sistema poderá ficar com a versão 12.04 até o ano de 2017.

Pode parecer pouco se comparado ao Windows, mas dentro do contexto não é. 5 anos é muito tempo, principalmente para uma distribuição que tem um ciclo de desenvolvimento muito acelerado. Após 5 anos, ou antes, é possível atualizar o sistema de graça, pois não há requisito de compra de licença.

O maior defeito

Sem dúvida o maior defeito do Edubuntu está na usabilidade. Não, não se trata de qualquer dificuldade em operar o sistema em si, mas da organização dos programas e da descrição dos mesmos.

Na lista de programas, descritos acima, é difícil imaginar o que cada um faz. Não há descrição alguma no sistema e por isso é preciso pesquisar a respeito, as vezes até fora da Central de Programas, que contém descrições em inglês muitas vezes. Como alguém saberia que o Laby é para aprender a programar? Como alguém saberia que o Kig é para geometria?

Edubuntu 12.04Não há qualquer descrição dos programas no menu. Uma falha importante, principalmente para uma distribuição para fins educacionais

Conclusão

Edubuntu 12.04 rodando em um Asus 1215BEdubuntu 12.04 rodando em um Asus 1215B

Edubuntu está preparado para o que promete. O sistema não é perfeito, e deixa a desejar na organização e descrição dos programas. Entretanto a distribuição é uma ferramenta quase completa para a educação, transformando computadores em peças importantes para a propagação do conhecimento e pra o desenvolvimento humano.

Com o Edubuntu é possível criar ambientes próprios para o meio escolar e criar um parque tecnológico de baixo custo, conseguindo realizar uma significativa inclusão digital.

Então caso esteja interessado, use e recomende para sua escola ou universidade o Edubuntu:
http://www.edubuntu.org

FONTE

Como foi criada a internet

terça-feira, agosto 14th, 2012

Descubra como projetos militares e científicos formaram a maior rede pública de computadores do mundo.

É impossível pensarmos em nossas vidas hoje sem uma rede de comunicação tão versátil e abrangente quanto a internet. Através dela, nós podemos conversar com outras pessoas, compartilhar nossos trabalhos e até realizar transações bancárias.

(Fonte da imagem: iStock)

Mas você já parou para pensar sobre tudo o que precisou acontecer para que a rede mundial de computadores se tornasse realidade? O Tecmundo não só pensou sobre o assunto, mas também resolveu criar este artigo que explica detalhadamente todos os passos necessários para o desenvolvimento dela. Confira!

Interagindo à distância

Para começar a destrinchar a história sobre como a World Wide Web foi criada, é preciso voltar mais de meio século no tempo, no ano de 1957. Naquela época, computadores eram monstros tecnológicos desconhecidos pelo público em geral e estavam disponíveis apenas em instituições militares, centros de pesquisa ou bancos.

Terminais e mainframe na década de 50 (Fonte da imagem: Divulgação/Terminal Emulators)

Os computadores da época também eram grandes e precisavam ficar em salas especiais para se manterem na temperatura ideal. Por esse motivo, as equipes de programadores não tinham acesso direto à máquina principal e a tarefa de carregar os programas era desempenhada por outro especialista.

Essa burocracia gerava muitos atrasos e erros, e um sistema mais eficaz precisava entrar em ação. Assim, surgiu o conceito de terminais e time-sharing, em que o usuário podia interagir diretamente com o mainframe usando uma máquina de terminal conectada via cabo. Este sistema também garantia que vários usuários interagissem com o mesmo computador simultaneamente, sem nem perceber que o hardware estava sendo compartilhado.

Ainda assim, esses terminais agiam mais como um teclado e um monitor ligados ao “gabinete” à distância do que nodos se comunicando. Já o compartilhamento de informações entre diferentes células e instituições acontecia de forma manual.

DARPA e o mundo bipolar

O lançamento do primeiro satélite artificial pela União Soviética em 1958 representou um marco tecnológico, provocando o medo de que a URSS pudesse atacar os EUA a qualquer momento. A fim de manter-se na liderança tecnológica, o Departamento de Defesa Americano criou a Defense Advanced Reaserch Project Agency, ou DARPA, que conduziria pesquisas avançadas para o setor militar.

Com a missão de agilizar o processo de transmissão de informações e conhecimentos entre as várias instituições, o DARPA planejou uma rede de computadores de grande escala, chamada ARPANET. A rede também tinha a vantagem de centralizar as informações, evitando que dados fossem duplicados.

(Fonte da imagem: Divulgação/YouTube)

No mesmo período, outras instituições ao redor do globo também surgiram com conceitos semelhantes. Entre as mais importantes estão a RAND, de caráter militar, a NPL, do Laboratório Nacional de Física na Inglaterra, e a rede Cyclades, criada para pesquisas científicas nas França.

Arpanet em 1969 (Fonte da imagem:Divulgação/CathaySchool)

Além das instituições oficiais do governo, universidades do setor tecnológico também mostraram interesse no compartilhamento de dados e informações através de uma rede de computadores. Este foi o pontapé inicial para a rede deixar de ser algo que apenas grandes instituições tinham acesso para se tornar um recurso mais abrangente.

Protocolos de comunicação

Para que a difusão de dados entre diferentes redes fosse possível, era necessário que todos os computadores conectados estivessem “falando a mesma língua”. Assim, nascia o Network Control Protocol, um conjunto de regras e procedimentos que tinha como objetivo padronizar a maneira como a comunicação eletrônica é desempenhada.

Mais tarde, o NCP seria substituído pelo mais sofisticado TCP, que tinha a vantagem de garantir que tudo o que fosse transmitido chegasse por completo ao destino, mesmo que houvesse quebras no meio do caminho. A versão aprimorada deste protocolo, chamada TCP/IP, é a mesma utilizada até hoje.

(Fonte da imagem: iStock)

O conjunto de redes gerenciadas pelo laboratório Cyclades, na França, também teve uma participação importante no desenvolvimento da rede global. Como o orçamento dessa instituição era mais limitado se comparado ao do DARPA, a equipe desenvolveu uma forma de permitir a comunicação direta entre um emissor e um receptor através da rede, mas com o mínimo de intervenção possível dos demais computadores. Nascia o conceito de roteadores.

Capitalizando a conexão

Notícias sobre as redes de comunicação de computadores começaram a se espalhar rapidamente, com cada vez mais instituições e empresas interessadas em acessar as informações disponibilizadas por elas. Entretanto, não era todo mundo que tinha os recursos para construir uma conexão entre os nodos da rede, deixando “buracos” especialmente entre as regiões que estavam mais distantes do centro das comunicações.

Foi aí que as companhias telefônicas viram uma oportunidade de expandir seus negócios, usando a sua já bem difundida infraestrutura de postes e cabos para suprir este novo tipo de cliente. O protocolo X23 foi criado logo a seguir, permitindo que os computadores pudessem usar as linhas de telefone como intermediário entre a origem e a rede principal — por um preço, é claro.

(Fonte da imagem: Divulgação/YouTube)

O crescimento desse negócio milionário chamou a atenção de vários órgãos, incluindo o da bem conhecida Internation Organization of Standardization. A fim de padronizar a intercomunicação entre as várias redes e sub-redes de computadores, a ISO reuniu-se com universidades e outras autoridades para compor uma padronização universal de comunicação digital, chamada de Open System intercommunication, ou OSI.

O modelo OSI propõe um sistema bem definido de comunicação através de diversas camadas hierárquicas diferentes, cada qual com limites e objetivos bem especificados. Assim, todo o processo desde a abertura da comunicação, transmissão, recepção, verificação e correção dos dados é dividido em vários protocolos nas sete camadas, entre eles o TCP.

(Fonte da imagem: Divulgação/YouTube)

Este novo modelo de comunicação logo foi adotado por todas as maiores redes do mundo, que puderam se interconectar e trocar informações além das fronteiras de países e continentes, algo que aos poucos passou a ser chamado de InterNet. Em 1990, os servidores originais da DARPA foram desligados, mas a internet continuou seguindo com as próprias pernas.

A World Wide Web como conhecemos hoje

Perceba que, até este momento, as informações eram trocadas apenas através de terminais de texto em telas pretas. Para deixar o compartilhamento e exploração das informações mais fácil, em 1990 o cientista britânico Tim Bernes-Lee desenvolveu um novo formato em que usuários poderiam explorar documentos gráficos interligados por hypertexto, projeto chamado de World Wide Web.

Tim Bernes-Lee, criador da World Wide Web (Fonte da imagem: Reprodução/Yovisto)

Neste modelo, as informações são acessadas usando um aplicativo especial como interface, chamado de browser, tirando proveito da arquitetura cliente-servidor. Os documentos são escritos usando a marcação HTML e identificados dentro da rede através de um denominador único chamado URL, que transforma endereços numéricos em nomes mais fáceis de serem lembrados, como “www.tecmundo.com.br”.

Computador NEXT usado por Bernes-Lee como o primeiro servidor web (Fonte da imagem: Wikimedia Commons)

O projeto foi bem aceito e, em 1991, os primeiros servidores com as recém-nascidas páginas em HTML já estavam à disposição do público. Hoje, o gerenciamento dos padrões, distribuições de nomes e manutenção dessa infraestrutura é mantido pelo World Wide Web Consortium, que tem Sir. Tim Bernes-Lee como seu presidente.

FONTE

Lançada edição n.37 da Revista Espírito Livre!

terça-feira, agosto 7th, 2012

Revista Espírito Livre - Ed. n #037 - Abril 2012

Eis mais um tema polêmico para apimentar as páginas da Revista Espírito Livre. A regulamentação dos profissionais, bem como da profissão de Tecnologia da Informação (ou simplesmente, TI) divide opiniões e eleva os ânimos de muitos, já que, se isto se oficializar terá, pelo menos em teoria, uma grande massa de profissionais de alguma forma estarão ou se sentirão a margem do que hoje podemos chamar de mercado de TI. O discurso dos que são a favor da regulamentação, não é, de acabar com empregos ou profissionais, mas sim, no intuito de profissionalizar algo que ainda é um tanto quanto nebuloso.

A criação de conselho federal e estaduais, se apresenta como uma bela proposta rumo a segurança dos direitos profissionais de uma categoria que, atualmente atira para todos os lados. Mas será mesmo tudo um mar de rosas? Do outro lado, profissionais que hoje atuam no mercado nas mais diversas vertentes da tecnologia, seja na administração de servidores ou na manutenção de computadores, temem que, com essa regulamentação, somente aqueles que tenham um “canudo” descrevendo uma graduação na área sejam os únicos que poderiam atuar neste mercado tão concorrido. Existem ainda aqueles que acreditam que, com a regulamentação, haja uma separação do joio e do trigo, os bons profissionais dos maus profissionais. Diante dos textos publicados na edição, nota-se claramente que muito ainda deve ser discutido, pois muitas lacunas ainda devem ser preenchidas antes de uma decisão tão complexa e que de uma forma ou de outra, tende a influir na vida de milhares de tantas pessoas. Espera-se prudência e sabedoria na escolha da decisão.

Além do tema principal desta edição, e das demais contribuições igualmente primorosas, o leitor encontrará algumas mudanças, a começar pelo visual que agora começará a ser adotado nas novas edições. Foi pensado um layout mais clean, que esperamos que agrade aos leitores.

Em toda parte – Por Murilo Roncolato

segunda-feira, agosto 6th, 2012

O uso de programas e sistemas de código aberto já é difundido e começa a abrir espaço para negócios que têm como base o software livre

PORTO ALEGRE – Durante quatro dias programadores, empresas de tecnologia e representantes do governo se reuniram em Porto Alegre (RS) para discutir os rumos das plataformas abertas no País, durante o Fórum Internacional do Software Livre (Fisl). O modelo de negócio que prevê o acesso irrestrito aos códigos de programação de softwares amadureceu e hoje não é apenas uma boa opção para o setor público, mas também para quem quer trabalhar na iniciativa privada.

A prova disso é que a 13ª edição do Fisl teve, pela primeira vez, uma rodada de negócios entre empresas e desenvolvedores. A novidade mostra que é possível fazer dinheiro sem vender licença de software, como o Windows ou o Office.

A empresa Dextra é um dos muitos exemplos. “Não acho que softwares da Microsoft sejam ‘do mal’. É uma opção”, diz seu diretor de tecnologia, Bill Coutinho. “Mas software proprietário tende a amarrar o cliente e, para nós, a opção livre é mais interessante.”

Rodolfo Gobbi, diretor da 4Linux, que presta consultoria, dá cursos e suporte a soluções livres, aponta outro ponto. “Há a vantagem de formar profissionais melhores. Quem vem do software livre e aprendeu o que é sistema operacional no Linux, evolui mais rápido.”

A receita é indireta e vem dos serviços prestados depois. É um modelo mais difícil, mas que tem suas vantagens, como diz o administrador do Portal Android, Alexandre Antunes. “Tudo que já foi feito e pensado, não precisa ser feito e pensado novamente, funciona como um ciclo incremental.”

O peso dos governos é crucial pois é ele que decide se, nas escolas, os alunos aprenderão a mexer no Adobe Photoshop ou se farão seu próprio editor de imagens. E não só. Como o governo é um grande comprador destas ferramentas, definir se o dinheiro público será destinado a licenças de uso de softwares proprietários ou em capacitação para o outro modelo é definitivo.

“Governos devem buscar o melhor software, se será aberto ou fechado, não importa”, opina Jon “Maddog” Hall, diretor da Linux International e um dos principais embaixadores desta lógica. Além da questão econômica, ele cita a preocupação do governo em não perder o desenvolvimento de softwares porque uma empresa faliu ou deixou de atualizar seus programas. “Plataformas abertas também ajudam a evitar fuga de cérebros, incentivando estudantes a bolarem soluções nacionais em vez de ir para o Vale do Silício atrás de emprego.”

É por isso que tentativas de incentivo ao uso de software livre aparecem vez ou outra em Brasília. O projeto de lei 2269/1999, atualmente na Comissão de Constituição e Justiça, propõe que “órgãos da administração pública” sejam obrigados a “utilizarem software com código livre”.

A preferência é polêmica. Jorge Sukarie, vice-presidente do conselho da Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes), rejeita a ideia de governos darem preferência a um modelo de negócio de software em prejuízo a outro. “Não pode ser por uma questão de custo, porque pelo software aberto também se paga, só que em serviço. O governo tem que mostrar para a sociedade que ele é produtivo e eficiente e não determinar que tipo de modelo de software ele se identifica mais.”

A adoção do software livre pelas empresas é acompanhada de perto por ativistas, que recentemente ficaram furiosos com a compra de licenças da Microsoft pela Caixa Econômica Federal, até então um exemplo de uso de soluções abertas.

“Fomos contratados em 2006 para trabalhar por dois anos, o prazo se estendeu até o final de 2011 e aí decidiram abandonar tudo e comprar o Office e soluções da Microsoft”, conta Gobbi, cuja empresa, a 4Linux, foi contratada para desenvolver soluções livres para a Caixa e seus 70 mil terminais de atendimento. O valor pago à Microsoft foi de R$ 112 milhões; segundo Gobbi, todas as soluções adquiridas já haviam sido desenvolvidas pela sua equipe, que recebeu R$ 1,6 milhão pelo serviço.

Ricardo Fritsch. FOTO: OLGA PRODUÇÕES/DIVULGAÇÃO

ENTREVISTA

Ricardo Fritsch, coordenador do Fórum Internacional do Software Livre

Software livre deve ser preferência do governo?
O software é usado por sua qualidade, não importa se proprietário ou livre. Muitas empresas tentam aprisionar repartições públicas e parte da sociedade com seus produtos. Vivem de vender licença de software. Mas perdem espaço para softwares como o LibreOffice, que substitui o Office, da Microsoft. Para o governo, o importante é pensar na sua soberania. Ele tem que ter a liberdade de escolher fornecedores.

O que fazer para o software livre ser mais popular?
Ele já é muito usado. É preciso mostrar para a população onde ele está. Precisamos oferecer programas educacionais abertos que compitam com os da Microsoft. Precisamos dizer à população que um outro mundo é possível.

No futuro, programar será algo muito mais comum?
Amanhã usaremos mais software do que hoje, assim como hoje usamos mais do ontem. Se todos vão saber programar no futuro, depende de uma aliança com as escolas. É preciso colocar disciplinas de lógica de programação no ensino médio pra que as pessoas se sintam motivadas a aprender e entender o universo da programação. Tendo acesso ao código, elas conseguirão entender como funciona. Problemas futuros só serão resolvidos se a “caixinha” dos softwares estiver aberta.

*O repórter viajou a convite da organização do Fisl

FONTE

Outra lógica – Por Tatiana de Mello Dias

segunda-feira, agosto 6th, 2012

Sistemas operacionais abertos dão ao usuário mais controle sobre o computador

SÃO PAULO – Embora seja filha de um entusiasta da computação dos anos 90 e tenha me aventurado na tela preta do DOS durante parte da minha infância, meu ambiente de conforto sempre foi mesmo o Windows da Microsoft, como a maioria das pessoas. Fui criada e educada com as janelas, ícones, comandos, atalhos de teclado, além dos já clássicos programas do sistema operacional mais popular do mundo – Word, Power Point, Paintbrush, Internet Explorer. Mas veio a internet – e, com ela, o horizonte da computação pessoal ampliou-se.

Até o começo da década passada, minha fuga mais dramática dos domínios de Bill Gates havia sido impulsionada por aquela campanha que roubou comunidades do Orkut, quando descobri, quase de forma inocente, o Firefox – e, mais tarde, o Chrome e os softwares online em geral. Desde que passei a usar mais programas online do que os que precisavam ser instalados no computador, o Windows tornou-se quase um acessório – e símbolo do tempo desperdiçado toda a vez em que o computador do trabalho demorava mais de três minutos para iniciar.

(Um parênteses: os domínios digitais da Apple nunca me atraíram embora reconheça a beleza do design dos seus aparelhos e a maneira como seus usuários os amam e tornam o uso do computador mais simples e fluido. Uso Mac eventualmente, acho que ele traz inovações incríveis para os usuários, mas não sou entusiasta).

Dito isso, ao comprar um computador novo, decidi que não usaria mais Windows. Também não seria um Mac. Partiria para o Linux – no caso, direto para o Ubuntu, uma distribuição do sistema operacional bastante completa e adaptada para os usuários novatos como eu.

Liguei o computador, que veio com Windows 7, e procurei direto na web a última versão do Ubuntu. Optei pelo KDE, uma interface gráfica semelhante ao Windows (com janelas, uma versão do menu iniciar, ícones na tela e outras funções equivalentes), que roda sobre o Ubuntu. O sistema operacional é chamado de Kubuntu.
A instalação foi simples. Como em qualquer computador novo, é possível configurar o papel de parede e a aparência das aplicações. O Kubuntu também permite colocar widgets na tela inicial, por exemplo, um bloco de notas ou um relógio. A melhor parte é a velocidade: ele demora menos de cinco segundos para “acordar”, enquanto o Windows leva pelo menos 30.

E então chegou a hora de baixar os programas que eu costumo usar – como o navegador Chrome. Foi quando percebi o que é que tinha mudado. O browser padrão do Kubuntu é o Konqueror. Quando você entra em um site para fazer o download de algum programa, normalmente o browser pergunta se você quer baixar o arquivo de instalação – pelo menos era assim que eu estava acostumada. Desta vez isso não aconteceu. Ninguém perguntou nada. O botão “download” fazia o computador baixar um arquivo com nome indecifrável, que não abria e eu não conseguia rodar em nenhum lugar. Primeira missão: falhei.

Decidi começar a fuçar. Descobri que, para baixar e instalar um programa, é preciso ir a um “gerenciador de pacotes” – algo inimaginável para uma cabeça formatada pelo Windows – e procurar o pacote que se deseja baixar. Encontrei o Chrome (ainda como um arquivo com nome indecifrável, com “chrome” escrito em alguma parte dele). Você marca o programa desejado para instalação e o computador obedece. E assim a primeira barreira foi vencida.

Depois entendi a lógica: no Windows, cada programa tem o seu instalador. No Linux, você baixa os pedaços do programa e o instalador do próprio sistema realiza a instalação do programa para você.

O gerenciador de pacotes me abriu um mundo novo. É possível acessar um repositório gigante de extensões e programas direto na base do sistema. Baixei um editor de imagens. Um programa para gerenciar a webcam. O Skype. Descobri um acervo imenso de programas, extensões e versões diferentes, uma espécie de App Store menos organizada e com nomes mais estranhos.

Uma das graças do Linux é justamente essa quantidade imensa de programas. E essa maneira de baixar e instalar pacotes foi, de certa forma, uma prévia dos modelos de lojas de aplicativos que são tão comuns hoje nos sistemas da Apple e no Google, com o Chrome e Play.

Diferente. No Windows, os programas são armazenados na pasta “Arquivos de programa”. Você baixa o programa, seu instalador e alguns outros arquivos. Todos eles ficam dentro de uma mesma pasta, do próprio programa.

No Linux a lógica é diferente. Ele tem uma pasta só de programas executáveis, outra só de bibliotecas (que reúnem os conjuntos de arquivos utilizados pelos programas), e outra com os arquivos dos usuários. Ao baixar um aplicativo, seus arquivos são divididos por tipo e distribuídos na pasta correspondente no sistema – executáveis na pasta Bin, bibliotecas na pasta Lib. Assim, os arquivos ficam organizados por tipo e função, e não separados por programa. Todos os aplicativos feitos para Linux seguem essa mesma organização e se comportam de uma maneira padrão – e é isso que dá a simplicidade e a estabilidade ao sistema.

Aos usuários acostumados à organização padrão do Windows, tudo isso parece muito estranho – os programas são quebrados em arquivos de nomes e formatos aparentemente pouco amigáveis.

Por exemplo: fui gravar um CD – o programa para copiar o disco já veio instalado. Só que não conseguia de jeito nenhum converter o formato para gerar um CD de áudio. Problema, problema. Tentei, forcei, mexi. Sem sucesso. Acostumada ao padrão Windows, que dá ao usuário os recursos, mas restringe a resolução de problemas à patética Ajuda, quase desisti. Então fui procurar na web. Encontrei diversos fóruns em que os usuários davam várias resoluções para o problema – havia desde quem tivesse apenas contornado a questão até programadores que desenvolveram independentemente o conserto para aquilo. Baixei um pacote com um plugin para fazer a conversão e, em menos de cinco minutos, havia não só terminado de cumprir a tarefa, mas entendido um pouco mais sobre como o sistema funciona.

Para o usuário final o open source ainda parece algo misterioso. Nada contra os programas e sistemas que facilitam a vida das pessoas, popularizando o uso do computador e adaptando recursos a todas as idades e níveis educacionais. Mas, ao partir para um sistema de código aberto, o usuário ganha mais poder sobre o próprio computador – com uma variedade enorme de programas para instalar, de uma comunidade de pessoas dispostas a ajudá-lo com problemas, e com seu próprio entendimento de como o sistema funciona.

A mesma lógica open source que estimula programadores a escrever programas e a construir conhecimento colaborativo desde os anos 50 também chega aos usuários que resolvem experimentar esse sistema. A maior vantagem do Linux é que ele deixa os usuários menos preguiçosos – e para quem tem interesse em aprender e entender como as coisas funcionam, isso é ótimo. É só questão de prática e de hábito. Como tudo na vida.

FONTE

O software livre está no centro do avanço tecnológico – Por Alexandre Matias

segunda-feira, agosto 6th, 2012

E sua expansão está apenas no começo

Embora já exista há décadas, não faz nem dez anos que a mentalidade open source e o conceito de software livre começou a se popularizar de fato. Até o início da década passada, era bem difícil encontrar quem entendesse a lógica por trás destas ferramentas – e muito mais difícil quem as utilizasse. Mesmo os que tentavam se aventurar por este universo à parte, se não soubessem nada de programação ou computação, penavam entre códigos, interfaces e comandos.

Mas, de dez anos para cá, o que antes era uma realidade completamente diferente começou a se aproximar da que vivemos. Primeiro pelo simples fato de que o universo digital se impôs até para quem era avesso à utilização de qualquer tipo de máquina. A sensação de que “todo mundo virou nerd” (um clichê repetido como uma espécie de repulsa à onipresença digital) forçou muita gente a perder o medo do computador e entender que estas máquinas, que eram vistas por muitos como aparelhos feitos para nos controlar, são as ferramentas mais sofisticadas desenvolvidas pela espécie humana, que se caracteriza justamente pela invenção de ferramentas.

Mas isso é apenas uma parte da história. A outra está na ponta de lá, entre os entusiastas do software livre que, a partir do Linux criado há mais de vinte anos, entenderam que era preciso tornar mais intuitiva e amigável a utilização das ferramentas caso quisessem atrair mais gente para sua comunidade.
O resultado deste esforço foi a criação de sistemas operacionais menos complexos e abertos para quem nunca se dispôs a entender a parte técnica do uso de computadores. Isso não só fez mais gente encarar a novidade com menos temor (como fez a repórter Tatiana de Mello Dias, como ela mesma conta em seu relato nesta edição), como fez mais gente se dispor a aprender a programar.

No entanto, o que tem tornado o software livre e a lógica do open source mais presente e menos complexa não está nem tanto ao céu do idealismo de quem lida com estes conceitos há anos nem tanto à terra dos “novos nerds” – e sim entre este dois universos, graças à ascensão de tendências e empresas decorrentes da popularização da realidade digital deste começo de século.

Afinal, o Google é um dos principais responsáveis pela popularização deste conceito, ao trabalhar em plataformas abertas. A mesma lógica de API abertas que tornou tanto o Facebook quanto o Twitter gigantes de popularidade também veio do software livre. Até mesmo empresas fechadas como a Apple, ao criar a economia dos aplicativos, também abriu a possibilidade de mais gente tentar entender de programação.

A febre das startups talvez seja a principal tendência destes últimos anos, quando falamos de software livre. Os programadores deixaram de ser vistos como criptólogos antissociais e aos poucos passaram a ser cortejados por suas habilidades, mudando o perfil destes entusiastas e a forma como eles são encarados agora pelo mercado. Foi-se o tempo em que software livre era praticamente sinônimo de “comunista” (as aspas se referem ao tom pejorativo da crítica do passado) e hoje lidar com open source é uma credencial que gabarita muito empreendedor.

Mas esta tendência não deve parar tão cedo – e deve caminhar para um momento em que escrever programas deixe de ser uma atividade essencialmente técnica para entrar em nossa rotina. Programadores gostam de dizer que escrever código é uma arte e o auê em torno das startups já fez muita gente comemorar que a programação de software é o “novo rock’n’roll”.

Mas é questão de tempo para que a lógica não-proprietária de programação habilite cada vez mais gente para entrar neste universo e comece a pegar gosto pela linguagem e pelo assunto. E, aí sim, pode ser que veremos programas que são verdadeiras obras de arte – mesmo que não saibamos programar. Afinal, reconhecemos que alguns carros ou instrumentos musicais são ícones culturais mesmo sem entender sua parte técnica. No futuro, isso ocorrerá com os softwares também.

FONTE

Conheça o scanner de redes Wi-Fi que vem embutido no Mountain Lion

quarta-feira, agosto 1st, 2012

Uma das ferramentas “ocultas” no recém-lançado OS X Mountain Lion é um competente scanner de redes, que inclui uma ferramenta adicional bem útil: um WiFi stumbler, que encontra redes sem fio ativas ao seu redor e exibe uma variedade de informações sobre elas.

A utilidade prática de identificar redes sem fio ao seu redor é variada: pode ser para ver quais os canais de transmissão mais usados por elas, para escolher um canal mais livre na hora de configurar a sua; pode ser para identificar redes inseguras ou desprotegidas e assim poder avisar seus administradores, e muito mais.

Como muitas outras ferramentas relativamente avançadas do OS X (esta em particular descende de outra que já vinha escondida no Lion), este WiFi Stumbler vem escondido nas entranhas do sistema, como uma discreta opção do utilitário “Diagnóstico da rede Wi-Fi”, que pode ser encontrado (com seu nome em inglês) na pasta /System/Library/CoreServices/, ou pode ser ativado por uma opção de menu que só aparece quando clicamos com a tecla Option pressionada no ícone da rede sem fio na barra superior do desktop.

Após abrir o utilitário, a ferramenta em questão continua escondida (visível apenas no menu), mas pode ser ativada pressionando ⌘+T (para abrir o quadro “Utilitários de Rede”) e, finalmente, clicar em Buscar Wi-Fi.

Na imagem acima você vê os detalhes que aparecem sobre as redes da minha vizinhança. A coluna Canal é bastante útil para buscar identificar um canal com menos tráfego, para colocar nele a sua própria rede. As informações sobre segurança (incluindo protocolos e bssid) podem ser úteis para identificar vulnerabilidades e alertar os responsáveis.

Todas essas informações (incluindo as mencionadas acima de forma específica) ajudam a compor um mapa das redes ao seu redor, ou mesmo a identificar redes conforme você se desloca, caso tenha interesse em praticar o chamado wardriving.

O utilitário de Diagnóstico de Redes Wi-Fi tem também vários outros recursos, incluindo análise de desempenho (sinal e tráfego), mapa da “rede Apple” (serviços identificados pelo Bonjour) ao seu redor, ferramentas tradicionais (ping, traceroute) e outras mais avançadas (incluindo captura de tráfego e relatórios).

É uma boa adição à caixa de ferramentas, e o melhor é que já está lá, basta saber onde procurar!

FONTE