maio, 2013

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Linux Mint 15, uma versão “ambiciosa”

quinta-feira, maio 30th, 2013

Linux Mint, distribuição que agrada a muitos usuários provenientes do Ubuntu, é considerada uma das mais populares entre usuários comuns, por prover suporte completo a multimídia e ter mais de 30,000 pacotes disponíveis para instalação, carcterística herdada do Debian e Ubuntu, nos quais o Mint é baseado.

A versão 15, “Olivia” foi lançada ontem, com a descrição de ser a mais ambiciosa versão lançada desde o início do projeto. Mas o que Olivia traz de novo?

“MATE 1.6 [fork do GNOME 2] está amplamente melhorado e Cinnamon 1.8 [ambiente de trabalho criado pelos desenvolvedores do Linux Mint] ofere uma tonelada novos recursos, incluindo um protetor de tela e um centro de controle unificado. A tela de login agora pode ser personalizada em HTML5 e duas novas ferramentas, Fontes de Software e Gerenciador de Drivers fazem a primeira aparição no Linux Mint.”

Display Manager

O Display Manager é o que vem logo após o boot, e carrega o aplicativo que gerencia o login. Este último é o vemos após o boot.

Telas de login interativas e animadas, em HTML5Telas de login interativas e animadas, em HTML5

E nesta versão do Mint temos três Greeters (o gerenciador de login), um em GTK, um personalizável GDM, e um em HTML, super personalizável mas que permite também animações e temas interativos.

Fontes de Software e Gerenciador de Drivers

Sim, parece que dois recursos já bem conhecidos no Ubuntu foram só agora adicionados ao Mint. O Software Sources, gerenciador de fontes de software, foi construído do zero, mas com as distribuições derivadas em mente. Já o Gerenciador de Drivers usa o mesmo backend do que há no Ubuntu.

Gerenciador de Arquivos

O gerenciador de arquivos do Mint “Nemo” recebeu grandes mudanças, e seu comportamento foi adaptado para integrar melhor com o Cinnamon.

Nemo, o gerenciador de Arquivos do CinnamonNemo, o gerenciador de Arquivos do Cinnamon

Nemo, o gerenciador de Arquivos do Cinnamon

É possível esconder facilmente a barra lateral e ir adiante ou atrás lugares e a árvore de pastas. Abaixo há sempre uma barra, mostrando sempre que aplicável, quanto de espaço está sendo usado.

Desklets, Protetor de Tela, Centro de Controle, “Spices” e mais…

Dentre outras novidades, estão 3 desklets (o mesmo que Plasmoids do KDE, Widgets do Android) instalados por padrão no Cinnamon 1.8, um novo protetor de tela com a função de bloquear o usuário, um centro de controle próprio do Cinnamon que reúne as configurações, e um pequeno gerenciador de Spices (applets, desklets, themes, extensões…), e mais ainda.

Uma versão ambiciosa

Depois de tanta novidade (e ainda tem mais), já podemos concordar que a nota oficial de que é uma versão ambiciosa. Também vimos como é uma distro que oferece inúmeras possibilidades, com vários ambientes de trabalho e índice de personalização.

Se quiser baixar a distro entre no site oficial: http://www.linuxmint.com/index.php

E para ver as notas de lançamento desta versão: http://www.linuxmint.com/rel_olivia_whatsnew.php

FONTE

Manifesto sobre a eficiência contínua dos ataques cibernéticos. – Por José Ricardo de Oliveira Damico

quarta-feira, maio 29th, 2013

Conceito-chave: O computador pessoal como conhecemos é uma máquina de propósito geral e enquanto ela assim for, os requisitos para criação e disseminação de vírus digitais, serão satisfeitos.

Futurologia: Chegará um tempo – e este dia está próximo – no qual não importa a capacidade de processamento que seu computador possua, ele será severamente impactado pelos programas de prevenção à ameaças virtuais os quais perderão sua eficácia progressivamente.

Postulado 1: A natureza do uso dos computadores pessoais mimifica a natureza de seus usuários. O uso dos computadores pessoais se baseia nos pilares de socialização, troca de unidades de dados e cooperação entre outros computadores, controlados ou não por pessoas, mas definidamente manipulados por elas. Para que este uso aconteça, os computadores precisam ser equipados com partes e programas que possibilitem a conexão com outros computadores. Quando estas conexões acontecem e persistem indepentemente de seus usuários, temos um organismo, com capacidade de se modificar e manter um ecossistema próprio. A Internet é apenas um ambiente propício a este tipo de organismo em diferentes tipos de ecossistemas. Assim como é um ambiente propício ao aparecimento de ameaças epidêmicas.

Postulado 2: No que diz respeito a sistemas operacionais populares para computadores pessoais, aquele que se tornar o predominantemente usado naturalmente atrairá mais tentativas de ataque. O sucesso dos ataques está inversamente relacionado com o número de hackers que possuem acesso ao código fonte do sistema operacional. Há uma exceção virtual a este postulado, baseada na adoção de um grupo de medidas por parte dos fabricantes do sistema operacional em conjunto com os fabricantes dos computadores pessoais que usarão tal sistema. Portanto um sistema operacional popular para computadores pessoais, pode conter o sucesso aos ataques através das seguintes ações:

  • Limitar o computador pessoal ao funcionamento de uma única linha de sistema operacional;
  • Limitar e monitorar os distribuidores e desenvolvedores de software;
  • Habilitar um único meio de instalação de aplicativos;
  • Ter o poder de desinstalar e instalar aplicativos no computador do usuário, sob pena de desativação dos recursos fundamentais do sistema operacional;
  • Impedir o desenvolvimento de drivers por terceiros;
  • Impedir a compilação de aplicativos no próprio sistema operacional.

Esta exceção é chamada de virtual, pois um computador pessoal administrado por um sistema operacional que tem implementada tais medidas, falhará em alcançar importantes grupos de usuários que dependem de aplicações que se chocam com estas mesmas medidas. Nesse caso a popularidade desse sistema operacional seria afetada a ponto de: ou não ser considerado popular ou não ser aplicável a computadores pessoais.

Postulado 3: Todo usuário que não se posiciona diante dos riscos de uso de um determinado sistema operacional em determinadas condições e ambientes, é deliberadamente co-responsável de um ataque cibernético ocorrido em um computador por ele usuado, de seu domínio.

Postulado 4: No contexto em que este manifesto foi escrito, a mensagem final é a seguinte, se você é usuário de um sistema operacional popular cuja o código fonte não pode ser auditado livremente, sua identidade na web será roubada, você terá danos pessoais e financeiros e contribuirá com um ataque cibernértico cuja vítima final não é você. É apenas uma questão de tempo. Não importa o quão equipado de programas de proteção e prevenção contra vírus e ataques virtuais esteja o seu computador. As únicas formas de uma máquina com o tipo de sistema operacional citado, não ser uma ameaça iminente à segurança são: a) Mantê-la desconectada da Internet; b) Vincular suas transações online com recursos de encriptação embarcados em processadores e independentes do sistema operacional.

Validade: Este manifesto é válido do momento em que foi escrito, até três possíveis épocas: 1) Quando, a linha de sistemas operacionais predominantemente usada nos dias atuais mude para um kernel disruptivamente diferente do existente; 2) Quando os usuários mudarem para uma linha de sistemas operacionais que possuam um kernel disruptivamente diferente do predominantemente usado hoje; 3) Quando os computadores pessoais não sejam mais máquinas de propósito geral (O que força a ocorrência das épocas 1 e 2). Paradoxalmente, se os computadores pessoais deixarem de ser máquinas de propósito geral, todo esse manifesto será desconstruído assim como a principal ferramenta de criação individual de nossa era.

José Ricardo de Oliveira Damico
jd.comment@gmail.com
São Paulo, 24 de maio de 2013

Yes, we fan! Written by Anahuac de Paula Gil

segunda-feira, maio 27th, 2013

Yes, we fan!

É claro que o assunto parece batido e amassado, mas depois do anúncio do novo Hangout pelo Google, eu não poderia me ausentar de relembrá-lo sobre a sua cegueira de fan. Empresas como Apple, Samsung, Google e Canonical transformaram a tecnologia em algo divertido, agradável e consumista. É muito legal ter um tablet, mas é ainda mais legal se ele for um iPad. E é muito exclusivo ter um S4, especialmente porque não há nenhum motivo plausível para que ele custe o mesmo que um notebook i7 com 8Gb de RAM e 1TB de disco. Seguindo a mesma estratégia da moda, onde o mesmo pano, desde que confeccionado por um ou outro custe de 30 a 300 mil “dinheiros”, trata-se de Grife pura e simples. E neste caso a exclusividade não é só de quem pode pagar, mas para quem o fornecedor quer vender. É como ter uma Ferrari: não adianta ter só o dinheiro se não for aceito no seleto clube de pessoas a quem a Ferrari vende seu carros. Pois é, não basta ser rico, tem que pertencer à gangue!

Mas empresas como o Google e Canonical tinham um componente a mais, elas criaram seus produtos com pitadas de responsabilidade social, ecológica e de liberdade. Nos fizeram acreditar que eram empresas conectadas com a tendência de que é possível criarmos um Mundo melhor, mais justo e fraterno. É claro que a maioria esmagadora dos ativistas de várias tendências, caíram feito “patinhos” nessa balela. Eu inclusive.

Essas são empresas e como tal, são sociopatas. O documentário http://thecorporation.com/ deixa isso claro e por isso recomendo muito que ele seja visto. Eles só visam uma coisa: lucro. Nada mais. E nesse processo vale tudo, inclusive mentir, contradizer-se, processar os concorrentes, comprar as menores e até mesmo reverter posturas negociais consolidadas. A Microsoft e Oracle sempre foram excelentes exemplos dessa mecânica suja de negócios, onde o objetivo maior é atingir o monopólio e fazer o mercado engolir seus produtos mal feitos. E não há outra forma de explicar sua representatividade de mercado, afinal foi pelo monopólio que chegaram a ter impressionantes 95% de suas respectivas fatias de mercado. Mas o mais impressionante é que eles conseguiram, também, criar uma legião de fãs, cegos, surdos e loucos, que continuam usando seus produtos, defendendo suas técnicas de mercado e são avessos a qualquer argumentação em contrário. São esses que ainda usam Internet Explorer e gostam.

O fanatismo desses usuários é algo que se perpetua nas ferramentas do Google, seu buscador e serviço de chat e vídeo, por exemplo. A ferramenta é tão boa que consegue fazer frente ao Skype, mesmo depois de sua aquisição pela Microsoft. E a razão de sua qualidade e popularidade era o fato de se basear em um protocolo livre conhecido por “jabber”. Esse é um protocolo livre e aberto e assim permitia que os serviços de comunicação do Google fossem integrados com diversos outros servidores e serviços disponibilizados na Internet. Assim era possível usar uma conta de qualquer servidor Jabber para conversar por chat, áudio e vídeo para se comunicar com qualquer usuário do Gmail, por exemplo. Então a disseminação se deu, o mercado foi cativado e graças ao sentimento coletivo de que o Google respeita sua privacidade e liberdade, ele foi amplamente adotado. E essa adoção massiva criou a massa crítica necessária para que o “golpe” fosse dado. A partir do novo Hangout essa interoperabilidade não será mais possível. É isso: subitamente meus contatos que tem contas no Gmail/Gtalk não mais conseguirão se comunicar, via chat, comigo, e vice-versa.

É claro que muitos defenderão a estratégia do Google, assim como não faltaram paladinos para apoiar a cretinice da Canonical quando colocou um Spyware no Ubuntu sem avisar nada a ninguém. Dirão que se trata de uma empresa e que se ela quiser crescer e se manter no mercado ela precisa inovar, e se para inovar ela precisa eliminar a compatibilidade com os protocolos abertos, isso é válido. Discordo, é claro. A Google já deu sinais claros, desde faz uns anos, de que não respeitará nada nem ninguém. Ela sugará do mercado, dos novos modelos de desenvolvimento colaborativo, e da comunidade FOSS tudo o que puder, mandando migalhas aos porcos para os fazer felizes. Um desses mecanismos é o tal Google Summer of Code, que se esconde atrás da pecha de apoio acadêmico e estímulo à inovação e leva brilhantes jovens cérebros a criar e desenvolver soluções fantásticas a troco de premiações ridículas.

Então a Google vai incompatibilizar o protocolo de comunicação, isolando seus usuários dentro de seu próprio serviço. Será o novo Skype, que quando foi comprada pela Microsoft, eliminou o plugin que permitia a conexão com o Asterisk, ou seja, isolando seus usuários. O passo seguinte da MS foi monitorar de forma ainda mais descarada as conversas, inclusive acessando URL’s e usando usuários e senhas que são reveladas nas conversas.

Então essas empresas usam todos os meios disponíveis para isolar, monitorar e monetarizar seus usuários, e quanto mais elas se tornam agressivas nesse sentido, mais fãs elas conseguem. O nome disso, na psicologia moderna, é complexo de Estocolmo. Não faz nenhum sentido que usemos ferramentas que nos causem danos, mas os verdadeiros fãs não conseguem perceber o mal que lhes é infligido. Me lembro bem caso da banda Metalica, que no auge da discussão sobre legalidade ou não de se compartilhar músicas por meios P2P, terminou declarando que consideravam essas pessoas criminosas e que todas deveriam ser presas! Eles só esqueceram que esses tais “criminosos” eram, ou são, seus fãs, os verdadeiros responsáveis pelo seu sucesso e riqueza.

Facebook com seus entreguismo à CIA e FBI, a Canonical com seus Spywares escondidos, o Skype com seu monitoramento ativo e agora de forma franca o Google, com a criação de seu curral de usuários. É assustador o que vem por ai.

Mas o que mais me preocupa é que os ativistas, especialmente os do movimento Software Livre, estão rendidos, estupefatos, silenciosos, como as fãs do Justin Bieber. Ainda me lembro do tempo que éramos a vanguarda, críticos e combativos. Quando acreditávamos que privacidade, liberdade e respeito aos direitos dos usuários de TI estavam acima de qualquer firula ou gracinha provida por qualquer grande player do mercado. É claro que havia um grupo de exceção, que só usava FOSS apenas porque era tecnicamente melhor, mas a situação hoje é tenebrosa. Estamos sucumbindo, um a um, às ditas facilidades e conveniências dessas ferramentas e suas empresas fantásticas. Estamos perdendo para nós mesmos.

É claro que podemos inventar qualquer desculpa, mais ou menos coerente, mas não há como negar que se submeter a essas ferramentas e suas políticas de uso e licenciamentos, é nocivo. Nocivo à liberdade, ao respeito ao cidadão e à cidadania e poderá condenar para sempre o tal “Mundo Melhor”. Insisto: usar essas ferramentas não ajuda sua causa social “do bem”, seja ela qual for. Não há coerência nenhuma em usar armas de fogo para defender a paz, por exemplo.

Então o que explica a massa de ativistas que se aprisionam nessas ferramentas? Como conseguem se esconder atrás das finas estacas do curral no qual se transformaram FaceBook, Google, Skype e Canonical? Como podem acreditar, por um segundo sequer, que estão ajudando as pessoas e o Mundo se submetendo a suas praticas vis de negócio e conquista de mercado? Como podem aceitar serem os vetores de entrada e permanência de pessoas que os tem como referência, nessas redes de pesca cybernetica? Como defensores das liberdades se aprisionam assim? Como os defensores da privacidade se depravam assim? Como os combatentes da corrupção se corrompem e ajudam a corromper assim? Mas verdade é que somos incoerentes por natureza: o próprio documentário que citei acima, está disponível para compra, por um dos sites, de uma das corporações mais sinistras da atualidade, o iTunes. É mole?

O mais provável é que este artigo, assim como os demais que tenho escrito sobre o tema, termine sumariamente ignorado ou desqualificado como criancice. Eu só não quero viver para ver os velhos, e novos, companheiros de batalha do Software Livre, em uma fila do lançamento do “Google Home”, gritando em uníssono: Yes, we fan!, Yes, we fan!, Yes, we fan!

Saudações Livres
@anahuac

FONTE

Fisl14 traz para Porto Alegre debate sobre software livre e negócio

sexta-feira, maio 3rd, 2013

O 14º Fórum Internacional Software Livre, um dos maiores eventos de software livre da América Latina e de Tecnologia da Informação do mundo, acontece entre os dias 3 e 6 de julho deste ano, no Centro de Eventos da PUC-RS, em Porto Alegre. E grandes nomes internacionais do movimento Software Livre já confirmaram presença.

Na lista dos convidados especiais estão Richard Stallman, ativista e fundador do movimento; Jon “Maddog” Hall, diretor executivo da Linux Internacional; Mitch Altman, pioneiro no trabalho com Realidade Virtual, entre outros desenvolvedores, cientistas da computação, e educadores de relevância na área.

Em 2013, as atividades serão distribuídas em dez trilhas principais: Academia Livre, Administração, Desenvolvimento, Educação, Encontros Comunitários, Hardware Livre, Jogos e Multimídia, Negócios e Tópicos Emergentes. Os participantes do evento poderão acompanhar pesquisas acadêmicas sobre esses temas no WSL, o Workshop Software Livre, que costuma reunir pesquisadores de diversos países.

Fisl14 (Foto: Reprodução)
14º Fórum Internacional Software Livre (Foto: Reprodução/Fisl14)

O FISL14 contará também com a segunda edição da Rodada de Negócios. Esta, que é um encontro entre empreendedores da área, é fruto da parceria com o Sebrae-RS e será de acesso livre aos interessados. Além desse, o público em geral poderá participar de outros espaços gratuitos, como o Festival de Robótica Livre e as Atividades Culturais, por exemplo.

O evento, que acontece desde o ano 2000 e surgiu de uma mobilização em prol da luta pela liberdade e autonomia tecnológica do país, é o local de encontro de pessoas das mais variadas partes do mundo que têm como interesse comum o trabalho desenvolvido na internet. Muitos dos participantes inclusive já interagem entre si no mundo virtual e vêem no fórum a oportunidade de se conhecer e trocar informações fisicamente.

Fisl14 (Foto: Reprodução/Fisl14)
Grandes nomes de TI se apresentarão na Fisl14 (Foto: Reprodução/Fisl14)

Os interessados podem se inscrever no site do FISL14. O valor das inscrições varia entre R$50 e R$280.

FONTE